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Data de lançamento
31 Ago. 2018Duração
Joana é uma adolescente que se alimenta de literatura e rock. Ela mora em Paris com a família quando a anistia é decretada no Brasil. De um dia para o outro, e à sua revelia, organiza-se a volta para o país do qual mal se lembra. No Rio de Janeiro, cidade onde nasceu e onde seu pai desapareceu nos porões do DOPS, seu passado ressurge. Nem tudo é real, nem tudo é imaginação, mas ao "lembrar", Joana inscreve sua própria história no presente, na primeira pessoa.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
Um relato poderosíssimo autobiográfico.
Se em 'O ano em que meus pais saíram de ferias' a gente tem a ditadura pelo ponto de vista de uma criança filha de pais que entraram na ilegalidade, aqui a gente tem o ponto de vista de uma adolescente exilada voltando pro país. Um filme bem único por sua natureza. E bem poderoso e real, fruto da história real da diretora, não tinha como ser diferente.
Amo como ela equilibra o coming of age com um quase suspense psicológico que é completamente adequado com o tom opressivo.
Ouso dizer que seja o meu filme sobre ditadura favorito.
Adorei cantar 'Cajuína' com os personagens e adorei conhecer uma poesia do Fernando Pessoa que não conhecia, que batiza o filme e que irei transcrever abaixo.
"Deslembro incertamente. Meu passado
Não sei quem o viveu. Se eu mesmo fui,
Está confusamente deslembrado
E logo em mim enclausurado flui.
Não sei quem fui nem sou. Ignoro tudo.
Só há de meu o que me vê agora –
O campo verde, natural e mudo
Que um vento que não vejo vago aflora.
Sou tão parado em mim que nem o sinto.
Vejo, e onde o vale se ergue para a encosta
Vai meu olhar seguindo o meu instinto
Como quem olha a mesa que está posta."
- meio que biográfico, pois a diretora também teve que sair do país por causa da ditadura
- a busca de joana é a mesma que a de milhares que tiveram parentes e amigos vitimados pelos militares
- que coisa maravilhosa eles cantando cajuína
- aborda magistralmente um tema sensível que nem sempre é tocado, os traumas que ficaram nas crianças devido a ditadura militar
Fotografia sublime e direção envolvente demais. O roteiro poderia ser mais forte e profundo, mas ainda assim funciona
Trama extremamente pedante e cansativa, mesmo trazendo em cena um tema relevante, a garota protagonista é um pé no saco, ele é muito analítico, todo trabalhado no psicológico e enche muito.
O mais interessante da trama e a forma sensível q aborda um dos momentos mais terríveis da história do Brasil. Joana vai se adaptando ao ''novo'' pais e aos poucos lembrando de tudo q ainda criança vivenciou. Tudo é muito bonito da bela fotografia até a ótima trilha sonora.