Uma jovem, Anita G., rouba um pulôver para se aquecer. Cumprida a pena, ela faz várias tentativas de começar vida nova. Depois de uma fuga em ziguezague, vai parar de novo na cadeia. Os nazistas tinham levado seus pais. Ela vem do Leste e agora passa frio no Oeste. Três Alemanhas. Prêmio Especial do Júri do Festival de Veneza.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Encasquetei: é hora de maratonar a filmografia klugeana! Logo no primeiro filme, um baque, um soco, uma pedrada! Um filme que não faz qualquer tipo de concessão: o diretor consolida todo um universo logo na estréia em longa-metragem! Sua irmã obedece magistralmente às suas diretrizes interpretativas à la Brecht. O roteiro é fragmentado, quase hermético: exige que conheçamos muito de História para que as entrelinhas façam sentido. Exige que saibamos sobre a trajetória kafkaniana, sobre a decadência inassumida de parte da Alemanha após a derrocada do Nazismo, exige que vejamos muito além do que é mostrado. As frases que ilustram alguns segmentos são igualmente cifradas, mas, ao mesmo tempo, amplas, verdadeiros tratados sobre o materialismo dialético. Achei muito interessante que a protagonista não cogitasse o suicídio. A despeito disso, identifiquei-me com muitos pontos de sua trajetória. Filmaço: quero mais, sr. Alexander! <3 (WPC>)
A inconstância da trajetória de não-pertencimento da personagem é articulada com a forma: os cortes abruptos constituem um filme de cenas e ações que não se completam. Temas como esse, porém, já foram trabalhados mais aprofundadamente em outros filmes.
Aprendendo a não aprender. Que lição MARABRILHOSA!!!
"Todos temos a culpa de tudo, mas se todos soubessem disso, teríamos o Paraíso na terra."