Depois de uma celebração da qual ele não consegue se lembrar, o veterano da II Guerra Mundial, Dave Hirsh, é colocado em um ônibus rumo ao último lugar que ele escolheria em são consciência: Parkman, Indiana, sua cidade natal e onde ele não punha os pés por quase uma década. Frank Sinatra interpreta Hirsh, cuja chegada em parkman traz à imperdoável luz do dia toda a hipocrisia reinante no local, neste conto maravilhosamente dirigido por Vicente Minelli e baseado no romance escrito por James Jones. Nesta produção que reúne pela primeira vez Sinatra e Dean Martin, Martin vive um jogador de cartas espertalhão. E Shirley MacLane recebeu aqui, uma das suas cinco indicações ao Oscar ®, por seu papel como a cândida professora Ginny, que terá uma espécie de atração fatal por Hirsh.
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Um drama típico de Minnelli com seus dramas cotidianos e pessoas comuns, Sinatra, sendo ee. Dean, carismático e Shirley dando show sendo a melhor coisa do filme. O final pesado, desnecessário, traz um corte que destoa do restante da trama. [spoiler][/spoiler]
Por identificação pessoal, o título brasileiro fascina-me desde a adolescência: sempre quis ver este filme, vendido tão insistentemente como melodrama que, antes da sessão, cheguei a confundir o diretor com Douglas Sirk, num SMS de recomendação. Quanta diferença: o requinte minnelliano é sobremaneira específico, reconhecível, mui autoral... O filme prossegue lento, vagaroso, cheio de charme. Minha mãe, em dado momento, comentou que não estava entendendo o enredo, pois "é muita história!". Compartilhei de sua impressão, ao tentar resumir o que eu estava vendo, numa espécie de sinopse posterior: são tantos os motes tramáticos, tantos os personagens, tantas as situações simultâneas de entrega emocional! Muito interessante como ocorre o protagonismo aqui: a cada quinze minutos, mudava-se o foco, um outro personagem assumia a perspectiva narrativa, não obstante a maior parte das situações circundar o personagem de Frank Sinatra. Trilha musical elegante, fotografia exuberante, tudo impecável na direção de arte, conforme esperávamos de um trabalho deste realizador. Talvez demore um pouco para engrenar, mas... Não é assim que, eventualmente, acontece na vida? Do meio para o final, o roteiro explode em situações climáticas, a partir do que é antecipado pelo título brasileiro, do qual eu gosto. Shirley MacLaine recebe a honra de convertê-lo em motivação: que final ensaiada e cuidadosamente triste! Numa dobradinha com A CALDEIRA DO DIABO, um registro muito acurado do que eram as cidadezinhas interioranas estadunidenses naquele período! (WPC>)
Por deus, esse filme fez o tempo parar, tem quase duas horas e meia de duração mas eu senti que se passaram 2 anos, misericórdia.
Incrível como quase todos os personagens aqui são chatos e sem carisma algum, o protagonista é um porre, acho que eu nunca tinha assistido a um filme atuado pelo Sinatra e parece que comecei com o errado. Eu tava esperando dedo no cool e gritaria pela sinopse, mas é tudo tão sem graça, sem peso, arrastado.
As únicas duas personagens interessantes sofrem demais com o machismo da época, Ginnie e Gwen, são as mais legais em tela, a segunda eu tive muita esperança, mas aí o roteiro vai lá e joga tudo pelo ralo.
E o "romance" que existe aqui é falso, é vazio, eu não consigo comprar, acreditar em nenhum deles, acho que a que mais chega perto de me fazer crer é a da Ginnie, mas ainda assim ela se humilha tanto que me faz ter dó.
Não é por ser um melodrama que merecia um título nacional tão piegas, mas enfim....o filme é bom tecnicamente falando mas a história não deixa nada a desejar pra muita novela latina, particularmente Shirley MacLaine com sua Ginnie. Resumindo, um bom filme mas nada de excepcional. Nota 7,0.
Por mais previsível que pareça,temos um dos romances mais divertidos e inspiradores daquele ano.O elenco ajuda bastante e ter Shirley MacLaine no protagonismo sempre irá me ganhar.
>Assistido em 26 de Fevereiro de 2023