Nomeado para a paróquia de Ambricourt, uma pequena aldeia da França, um jovem padre não é bem recebido pelos moradores. Com a saúde debilitada, por problemas no estômago, ele tenta lidar com a situação, contando com o auxílio de um padre do vilarejo vizinho.
Para uma trama que se sustenta através de flashbacks, as rememorações são demasiadamente curtas e diretas, e servem somente para mostrar o que as pessoas da comunidade falaram ou fizeram para o protagonista. Nem mais, nem menos. Penso que Bresson falhou em explorar as nuances do jovem padre para com a vida em comunidade, para com a fé e consigo mesmo. Tudo gira em torno do que os locais fizeram, pontualmente. Essa abordagem direta, extremamente sintética, não me agradou.
Nem o livro nem o filme vai agradar a todos. Muito provavelmente somente aqueles que já sofreram de uma crise de fé, talvez nem isso...
Interessante. O filme apresenta a vida interior e desajustada de um padre e seu fracasso enquanto pároco numa aldeia que o rejeita.
O distanciamento emocional construído pelo diretor (com atuações contidas, poucos movimentos de câmera, pouca trilha sonora e uma fotografia mais soturna) intensifica a angústia interna.
É um filme não para sentir a angústia junto com o personagem, mas para apenas vê-lo passar por isso.
Em sua aparente fragilidade e incertezas ele se mostra constantemente como alguém totalmente digno do cargo que ocupa. Ritmo bem lento, mas ainda assim interessante.
- acho realmente muito bonito como o jovem padre é bastante humanizado e fragilizado, um excelente contraponto da figura que temos já idealizada de alguém nesse cargo, que é sempre cheio de autoridade e convicções
- as pessoas da aldeia por outro lado..