O filme narra a história de uma facção terrorista na Alemanha Ocidental, composto por pessoas de classe-médica, cujo credo é a filosofia de Arthur Schopenhauer, "o mundo como desejo e idéia". Ignorando o conteúdo daquilo que escolheram por mote, decidem seqüestrar o diretor de uma companhia multinacional. Apoiados pela secretária deste (interpretadas pela musa de Fassbinder, Hanna Schygulla) o grupo envolve-se em confusões as mais diversas que revelam não apenas o despreparo da organização, mas sobretudo o vazio ideológico de suas atitudes.
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Já 2 tentativas de ver que dormi...
Um filme bem inteligente, mas a execução pode afastar o espectador em certos momentos. Eu achei a experiência muito imersiva e a construção do texto super sagaz, e o tom debochado só enriquece a história e gera situações muito engraçadas.
Fiquei muito satisfeito com a morte do Mark, mas todos os personagens são irritantes e cabecinhas (em graus diferentes, claro, e talvez com exceção do Franz).
Que filme difícil. Não rolou pra mim, quase desisti de terminar.
Mais uma boa experiência com Fassbinder que, até hoje, não me decepciona.
Aqui encontramos um diretor com veias políticas, sem se utilizar de sua grande especialidade/genialidade de tratar o universo LGBT.
O filme cumpre com a sua premissa em todos os momentos: O esvaziamento ideológico da esquerda em um recorte específico da Guerra Fria pouco antes da queda do Muro de Berlim traduzida em uma comédia satírica.
Só não me arrisco a julgar se ele foi extramemente eficaz em suas discursivas e até mesmo em seu ponto de vista, mas a obra desperta interesse em todos os seus momentos.
Só senti falta na versão que eu vi de uma tradução dos prológos em cada início de capítulo.
Tem um jeito de Godard, é confuso e cansativo. Diria reacionário, mas posso não ter compreendido tão bem as entrelinhas.