Você tem medo da morte? De acordo com as estatísticas, duas pessoas na Terra morrem a cada segundo. Em Bangkok, um grupo de indivíduos irá morrer amanhã. Oscilando entre relatos reais e narrativa fictícia, em vista do que está prestes a acontecer, o longa explora pequenos fragmentos de suas conversas em seu último dia de existência.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Consegue, com muita maestria, ser reflexivo e colocar muitas coisas em perspectiva.
O cinema tailandês e seu olhar único sobre a poesia da vida. Os tailandeses têm o dom de transformar o cotidiano em arte sensível e reflexiva.
Esse filme nos lembra que, no fim, tudo é delicadamente passageiro, e ainda assim profundamente significativo. Die Tomorrow implora para você olhar a finitude não como um fim abrupto, mas como parte do fluxo constante de existir, porque a vida é feita de momentos tão frágeis quanto preciosos.
Em alguns momentos, me lembrou "Cemitério do Esplendor" de 2015, um filme também tailandês que explora os limites entre sonho, memória e o invisível de um jeito que te faz desacelerar e pensar na vida de forma diferente.
"A questão é se você viveu uma vida boa ou não antes de morrer."
"Tenho medo da partida, da solidão, do desaparecimento."
Qual o caminho da morte senão a vida?. Die Tomorrow é uma das melhores obras que tive o prazer de assistir na vida, falar sobre a morte de uma maneira tão marcante e sensível só teria como se feito pelo Nawapol. A estética é confortável e as mudanças de enquadramentos te deixam encurrulado pela morte, mas pelo melhor significado da palavra, as relações e reinvenções que ela nos leva. É tudo muito assustadoramente bonito e de um desespero delicado e encantador, simplesmente impossível descrever tudo o que é sentido ao assistir esse filme.
É bom ser livre.
"Eu ainda me apego ao amor. Tenho medo da partida, da solidão, do desaparecimento. Estou com medo de ficar com o coração partido."