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Duração
A história, baseada no livro de Martha Medeiros, se transformou em peça de teatro, virou filme e agora ganha a telinha com as divertidas experiências de Mercedes (Lilia Cabral), uma mulher de classe média, feliz, mãe de dois filhos e apaixonada pela arte.
Depois de receber alta de Lopes e passar algum tempo afastada da terapia, Mercedes decide voltar ao divã em busca de novas respostas para seus questionamentos.
Recém-separada e com os filhos já crescidos, ela se envolve com um homem casado, com quem parece viver um conto de fadas em Nova Iorque, encara o relacionamento do filho Bruno (Duda Nagle) com uma mulher mais velha, reencontra um antigo amor da época da escola. Além disso, mostra seu lado solidário e decide se voluntariar em um asilo, descobre o verdadeiro poder de uma amizade e, para completar, percebe que a vida pode ser muito curta.
Nesta nova fase, Mercedes conta com o apoio da amiga Tânia (Totia Meireles) e do cabeleireiro Renée (Paulo Gustavo). Tânia é uma mulher descolada e divertida que a aconselha nas situações mais adversas. Dona de uma galeria, ela oferece a Mercedes a oportunidade de expor seu trabalho. Já o cabeleireiro Reneé é diversão garantida com suas dicas irreverentes.
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Uma série tão boa e tão subestimada, uma mistura perfeita de drama e comédia, coisas do cotidiano de uma forma profunda e leve ao mesmo tempo, a atuação da Lilia Cabral é impecável, que atriz! Tinha visto há muito tempo, estou revendo agora e percebendo como envelheceu bem, deveria ser mais falada
Um conjunto de acertos
"Divã" era uma peça de teatro. Fazia sucesso. Então resolveram transformar em um filme. Também fez muito sucesso. Aí resolvem criar uma série e levar para a televisão. Não seria um risco desnecessário que poderia prejudicar uma imagem já consolidada? Óbvio que sim. Mas mesmo assim, resolveram arriscar.
Resultado: a série é igualmente ótima.
Desde que estreou, a atração vem nos mostrando vários episódios que mesclam humor e drama, em menos de quarenta minutos de exibições semanais. E conseguem nos entreter com louvor. Apesar de ter continuidade, os "capítulos" são totalmente independentes um do outro. Isso pode ser considerado um bônus, já que nem todos conseguem acompanhá-la semanalmente. Tudo bem que os dois primeiros episódios foram diretamente ligados, mas foi a exceção até então.
Lília Cabral é uma grande atriz e já interpretou diversos tipos, até aí nenhuma novidade, mas, talvez, Mercedes seja uma das suas personagens que a deixam mais solta e verdadeira. Sua atuação é impecável. O restante do elenco também ajuda e muito. Paulo Gustavo (Renée) é hilário e responsável pelos momentos mais engraçados do programa. Julia Almeida(Magali) não compromete. Totia Meirelles (Tania) é ótima, como sempre, mas já está na hora de darem a ela um papel diferente. Ela não deve aguentar mais fazer "a melhor amiga" de alguém.
Johnny Massaro(Thiago), Marcelo Airoldi (o atrapalhado Jurandir) e Lidiane Ribeiro (a empregada Natalia) também estão com boas atuações e divertem. A única exceção é o Duda Nagle (Bruno), sempre fazendo ele mesmo.
Uma personagem que faz muita falta é a melhor amiga de Mercedes, interpretada brilhantemente pela Alexandra Richter. Porém, como a dita cuja morre no filme, ficaria forçado demais tê-la na série.
O seriado não vai ter a mesma duração que "Macho Man" e "Lara com Z". Acabará antes, cedendo lugar para mais uma série vinda de um filme: "A Mulher Invisível". É uma pena. Essa série tinha fôlego para vários meses.
Em suma: "Divã" conseguiu agradar público e crítica no teatro, no cinema e agora na tevê. Todos os envolvidos nos três vitoriosos projetos merecem muitos elogios. Não é mesmo, Lopes?
Acho esta série de uma sensibilidade incrível e encantadora. É pouco provável, mas espero que volte.
Muito boa, devia voltar mesmo...
Por favor, volta!