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Data de lançamento
30 Ago. 2002Duração
Irlanda, década de 60. Margaret (Anne-Marie Duff) foi estuprada num casamento por seu primo. Bernardette (Nora-Jane Noone) é muito bonita e por isso representa um perigo para os homens da vizinhança. Rose (Dorothy Duffy) e Crispina (Eileen Walsh) são mães solteiras. Por causa disso essas quatro mulheres são mandadas para um convento por seus familiares, com o intento de "pagar por seus pecados". Essa punição é por tempo indeterminado, o que significa uma vida de trabalhos forçados na lavanderia do asilo católico. As internas são conhecidas como "as irmãs Magdalena". Elas são humilhadas regularmente pelas madres, que não toleram desobediência, muitas vezes usando até mesmo castigos físicos.
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Cheguei aqui depois de pesquisar questões sociais que estiveram como pano de fundo no Fréwaka (2025) e, valha-me, isso que é filme de terror.
Excelente filme! Mostra a realidade dos Conventos Irlandeses em meados do século 20. O pecado significava qualquer expressão que parecesse subversiva as regras sociais. A Igreja Católica, erguida no nome do ser humano mais subversivo que existiu, fazia suas próprias indulgências e determinava o que era pecaminoso.
Acho que é o filme mais pesado que eu já vi, me assusta saber que foi baseado em uma história real.
Lembra muito meu TCC, que foi baseado em "Cartas Portuguesas", que conta a história de uma freira que se apaixonou por um soldado e "Novas Cartas Portuguesas", que é a história dessa mesma freira, mas contada de maneira rebelde e feminista, como se ela se rebelasse. Parecia que eu estava mesmo vendo meu trabalho de conclusão de curso na tela, é triste, desesperador, revoltante e também me lembrou um pouco The Handmaid's Tale.
Pobre Crispina, teve a vida toda arruinada por essas freiras, a cena final é de partir o coração.
10/02/2025
Interessante
Revoltante demais saber que o que é retratado nesse filme não é apenas ficção e sim o que a "religião" fazia com mulheres no passado. Maldita seja qualquer tipo de religião por humanos estabelecida. Deus... que o senhor tenha misericórdia, pois eu não tenho.