Quando uma intelectual de 80 anos é confrontada com questões da velhice e da morte, ela se vê 30 anos antes enfrentando a morte de sua mãe. De forma poética, "Em Três Atos" contrapõe dança contemporânea, através de uma bailarina de 85 anos e uma jovem bailarina em seu auge , com diálogos inspirados nos escritos de Simone de Beauvoir sobre a velhice e a morte. O projeto pretende revelar a crueza de um corpo velho, e lida com a diferença entre a experiência de perder alguém para a morte e o medo de morrer.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
Filme franco-brasileiro de drama e documentário que mistura ficção e não-ficção, contando a história de duas bailarinas narrando poemas de Simone de Beauvoir, “atrizes declamam Beauvoir, mas o tom dá a impressão de que estão discorrendo sobre suas vidas, o que aproxima de um registro documental.” O ritmo lento, e a sinestesia e metalinguagem da arte encenando a arte, quase cansativo, entretanto poético, lirico e profundo, senti as falam como minhas sobre minha mãe, tão intimista, doeu...
Poético e reflexivo abordando vida, morte e envelhecimento - especialmente para mulheres
Pensa em um filme que me deixou na bad!
Muito bom... Um texto incrível, direto, profundo e verdadeiro sobre a velhice! Estou a pensar até agora!
- 8/10
- uma obra belíssima, muito tocante
- pensamentos e sentimentos sobre a velhice, a morte e a condição humana
- o texto é excelente
- a parte da dança intercalando uma bailarina nova com uma mais velha foi essencial, lindo!
Algo que percebo nessa minha jornada diária por filmes é que os roteiros que sabem trabalhar o silêncio são os mais tocantes, pois eles exigem que você respire e reflita junto com eles. Em uma sociedade tão barulhenta e incapaz de escutar, um filme sobre o envelhecimento e a morte louva o silêncio que tanto incomoda. Sim, achei monótono em certas partes, porém, a cada texto, a cada olhar-oceano de Andréa Beltrão e de Nathália Timberg, era como um sopro de continuidade, um pedido de escutar, não desistir, aprender e respeitar.
Exatamente o que nossos idosos não têm, né?
Escutar esses textos é um ensinamento para a vida. Precisamos deste filme. Pena que, eu sei, muitos rejeitarão - tanto o filme em si, quanto a velhice em todos.
É triste. Real e triste.