Eu gostei, dirigido por Roger Corman, o filme acerta em algumas coisas. Pra começar o clima 100% gótico é envolvente, e a fotografia é bem bonita, com tons em vinho que enchem a tela. Tanto as cenas dentro da casa como as cenas fora são bonitas, criando uma atmosfera visualmente marcante que define o tom da narrativa desde o início.
No entanto, a história apresenta decisões questionáveis que impactam sua lógica. Um dos momentos que chamam atenção ocorre quando Guy Carrell, o protagonista, interpretado muito bem por Ray Milland,
taca fogo no mausoléu que havia construído. Essa atitude é bem desnecessária, já que ele podia simplesmente fechar o local. O mausoléu, aliás, ficou bem bonito, e deve ter gastado um dinheiro naquilo lá. Destruí-lo parece um desperdício, especialmente porque podia ter deixado para uso futuro, seja por ele mesmo ou por outros.
Outro ponto absurdo do filme é a cena em que Guy se esforça para abrir o túmulo do pai, um evento que culmina em consequências trágicas. Em decorrência disso, ele "falece", mas ninguém parece culpar Miles, que insistiu nessa ação e, de certa forma, provocou sua morte. Essa falta de responsabilização soa ilógica, considerando a gravidade do ocorrido e o papel de Miles em incentivar a exumação.
Por fim, a forma como a questão do enterro prematuro é tratada é problemática. Guy falou tanto sobre seu medo de ser enterrado vivo, mas, no final, ninguém duvidou nem um minuto ou fez uma espécie de observação por alguns dias para verificar se ele realmente estava morto. Essa ausência de cautela, especialmente em um filme centrado no terror do enterro prematuro, enfraquece a narrativa.
Apesar de não ter o Vincent Price, eu achei um pouco melhor que o Solar Maldito e The Pit and the Pendulum, e o final me pegou desprevenido.
Pensa numa relaçao tóxica...
Eu gostei, dirigido por Roger Corman, o filme acerta em algumas coisas. Pra começar o clima 100% gótico é envolvente, e a fotografia é bem bonita, com tons em vinho que enchem a tela. Tanto as cenas dentro da casa como as cenas fora são bonitas, criando uma atmosfera visualmente marcante que define o tom da narrativa desde o início.
No entanto, a história apresenta decisões questionáveis que impactam sua lógica. Um dos momentos que chamam atenção ocorre quando Guy Carrell, o protagonista, interpretado muito bem por Ray Milland,
taca fogo no mausoléu que havia construído. Essa atitude é bem desnecessária, já que ele podia simplesmente fechar o local. O mausoléu, aliás, ficou bem bonito, e deve ter gastado um dinheiro naquilo lá. Destruí-lo parece um desperdício, especialmente porque podia ter deixado para uso futuro, seja por ele mesmo ou por outros.
Outro ponto absurdo do filme é a cena em que Guy se esforça para abrir o túmulo do pai, um evento que culmina em consequências trágicas. Em decorrência disso, ele "falece", mas ninguém parece culpar Miles, que insistiu nessa ação e, de certa forma, provocou sua morte. Essa falta de responsabilização soa ilógica, considerando a gravidade do ocorrido e o papel de Miles em incentivar a exumação.
Por fim, a forma como a questão do enterro prematuro é tratada é problemática. Guy falou tanto sobre seu medo de ser enterrado vivo, mas, no final, ninguém duvidou nem um minuto ou fez uma espécie de observação por alguns dias para verificar se ele realmente estava morto. Essa ausência de cautela, especialmente em um filme centrado no terror do enterro prematuro, enfraquece a narrativa.
Me desculpem, mas eu torci pro Guy matar todo mundo, cambada de falso, pela traição e falta de cuidado com ele.
Assistido em 03/09/2025
Ray Milland consegue deixar qualquer filme interessante, é impressionante.
1138. (21/04/2021)
Achei esse um pouco razoável.
Gosto dos filmes do Roger e vi tbm pelo Ray Milland.