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Data de lançamento
28 Maio 2021Duração
Jack Halsey e sua família esperam realizar a viagem dos sonhos ao participar de um safari no Quênia, abaixo do sol escaldante africano. Mas sozinhos no parque selvagem, eles acabam ficando reféns de forças da natureza quando são rodeados por um leopardo e um grupo de hienas famintas.
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Espécies em Perigo é aquele tipo de filme que te faz torcer não pela família, mas pelo bom senso — que foi o primeiro a morrer no safári. A proposta é “thriller de sobrevivência com consciência ambiental”, mas o que entrega mesmo é uma sequência de decisões burras, tensão reciclada e personagens tão sem carisma que você começa a achar o rinoceronte o mais simpático do elenco. Tudo é previsível, mal amarrado e com uma vibe de “Discovery Channel dirigido por alguém com pressa”. Representação? Quase decorativa, porque o foco é sempre no drama branco padrão gritando no mato. Enfim: ameaçado de extinção aqui é o meu tempo.
Há algo de quase cômico nessa obsessão recente por safáris que curam feridas familiares. Em Endangered Species, a África serve menos como cenário selvagem e mais como pano de fundo para mais um acerto de contas entre pai workaholic, filhos ressentidos e mãe compreensiva. Só faltava mesmo uma leão com doutorado em psicologia para amarrar esse combo de clichês. A trama gira em torno de uma família americana que decide se reconectar enfrentando a savana africana — ou, mais precisamente, enfrentando a si mesma enquanto toma decisões tão estúpidas que fariam qualquer leão perder o apetite.
É o tipo de filme que parece escrito com um cronômetro em uma mão e um manual de “dramas prontos para exportação” na outra. O pai afastado da empresa de petróleo tenta recuperar o respeito da filha, que é ativista e insuportável em igual medida. O filho é gay, mas o roteiro não sabe o que fazer com isso além de deixar no ar um incômodo do pai. A mãe tem diabetes, o que é útil apenas para garantir tensão em momentos oportunos. Ah, e tem um novo namorado — porque claro que tem. Não é uma família: é uma planilha emocional recheada de subtramas que competem por atenção enquanto hienas cercam o carro.
Diferente de Beast, que usava a ação como linguagem e o leão como metáfora e ameaça, aqui os animais são coadjuvantes decorativos. O rinoceronte que vira o carro logo no início é o momento de maior impacto — e, infelizmente, de maior estupidez também. Os personagens nunca parecem interessados em sobreviver, apenas em debater quem magoou quem, como se não estivessem no meio do nada cercados por predadores. A savana vira sala de terapia, e os diálogos soam mais artificiais que o CGI.
Há, no entanto, um esforço visual que merece crédito. A fotografia das paisagens africanas é, de fato, belíssima. A natureza é filmada com reverência, mesmo que sirva apenas de papel de parede para discursos ecológicos simplistas e confrontos morais com vilões que parecem saídos de uma convenção de caçadores caricatos. Quando o roteiro tenta denunciar a caça ilegal ou fazer críticas ao imperialismo corporativo, escorrega em frases feitas e conflitos caricatos. É como se tentasse fazer um documentário de impacto… sem abrir mão de um elenco que parece ter saído de um comercial de banco.
Endangered Species quer muito dizer algo. Mas o que ele diz, a gente já ouviu mil vezes — e com menos floreio. É um filme que tenta dar profundidade a personagens rasos e gravidade a uma trama que pesa mais pelos discursos do que pelos perigos. Não é ruim, mas também não é memorável. Talvez, ele entre para a categoria das espécies mais raras: o filme que queria salvar o planeta, mas mal conseguiu salvar a própria trama.
O filme não é ruim, só que atira para todo lado, começa bem naquele estilo que já vimos antes, família em perigo na África, carro quebrado e animais selvagens e sanguinários, todos com conflitos e dramas pessoais tentando sobreviver a esse ambiente.
Tem um CGI de PS2, horrendo, e ate um rinoceronte bebe cachorro que da pulinhos que nem comercial de fralda, ai , passa desse cerne para uma especie de mensagem ecológica, ou seja a impressão que dá, que queriam fazer um filme sobre caçadas e predatismo em nome do dinheiro, mas ai ia ficar pentelho ecoxiita,ai colocaram o lance da sobrevivência pra render...
Mas a cena que me deu coisas foi..
Billy e atacado pelo leopardo, o bicho arrasta o corpo tão rápido que acho que era parente do hulk, leohulk que com um salto já foi pra cima da arvore, ai quando a câmera da close o cara esta com o olho inchado, ou seja o leopardo ganhou no jab e no punch de esquerda, foi no soco..pelamor !!!
Ou seja eé um filme que passa o tempo, mas e cheio de problemas também, daquelas obras que se perdem como mais um...
Filme bobo e com um cgi bem ruim.
02-09-2024
O filme tem uma boa lição para os humanos: matar rinoceronte causa desequilíbrio, mas pegar petróleo também. A melhor parte do filme foi
Billy ter sobrevivido
dele na árvore com o guepardo acordando