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Data de lançamento
10 Abril 1981Duração
Depois de o feiticeiro Merlin lhe entregar uma espada poderosa, chamada Excalibur, Uthur a enterra em uma pedra antes de morrer, dizendo que quem conseguisse tirá-la dali seria o próximo rei da Inglaterra. Muitos anos mais tarde, é Arthur que consegue fazê-lo. Guiado pelo próprio Merlin e com a ajuda Lancelot e os cavaleiros da távola redonda, o novo rei terá de lidar com a meia irmã, Morgana, uma bruxa.
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Eu amei o visual do filme!
Só é bom quando a Helen está em cena.
- uma obra bastante ambiciosa, contar toda a vida do famoso rei arthur é um grande desafio
- ótimo visual, cenários e trilha sonora, te transportam para muitos séculos atrás
- pena ser muita história para um filme só, acaba ficando corrido, sem aprofundar
Você nunca viu um filme de fantasia tão belo e, ao mesmo tempo, tão assustador. Ao som de Richard Wagner e Carl Orff, Excalibur cria grandes batalhas e intrigas que nos deixam fascinados pela lenda arturiana, independentemente de termos lido a obra de Thomas Malory.
É curioso como o texto de John Boorman e Rospo Pallenberg parece ser apenas um enfeite diante das imagens. A força imagética é a essência deste filme. Cada cena, de uma forma estranha, parece falar por si só. Isso deve explicar o efeito hipnótico da obra, que mantém os eventos se intercalando. O que Boorman faz em Excalibur é estabelecer um mundo que evoca os mitos germânicos e celtas em cada detalhe, semelhante à Terra Média de Tolkien. É um conto de fadas para adultos.
Os castelos parecem carregar o peso de séculos, com corredores tomados pela escuridão. As florestas estão imersas em uma névoa maligna, e as armaduras dos cavaleiros são tão detalhadas que transmitem a dificuldade de locomoção de quem as usa. A fotografia de Alex Thomson se aproveita de filtros de névoa e efeitos de desfoque, dando às cenas um aspecto reluzente de sonho — ou será de pesadelo? Há também luzes esmeraldas que iluminam o musgo, as armas e os reflexos das armaduras.
Tamanho é o capricho do design de produção de Anthony Pratt que a impressão é que o filme foi realmente gravado em uma era muito distante. Além disso, a água, o fogo e a terra são usados para dialogar com os sentimentos dos personagens, como quando Uther Pendragon e Igrayne se deitam “envolvidos” em chamas.
Se há uma característica que diferencia essa fantasia das demais, é que seus personagens são compelidos por uma força arbitrária, e todos, absolutamente todos, estão inclinados à luxúria e à violência. É quase como olhar nos olhos do dragão. Boorman faz o seus personagens sentirem na carne e na alma o peso da desesperança e a certeza de um final trágico. Um dos maiores filmes da década de 80.
02.01.2000