Dirigido por
Data de lançamento
23 Abril 1999Duração
Uma renomada designer de jogos de realidade virtual, criadora de um novo jogo interativo chamado eXistenZ, é vítima de uma intensa perseguição por fanáticos religiosos que querem assassiná-la. Em fuga, é forçada a se esconder com um guarda de segurança novato, decidido a protegê-la. Porém, durante a perseguição os dois experimentam um mundo onde os limites entre a fantasia e a realidade não existem e nada é o que parece ser.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Filmmica.
Filme: Existenz
País: Canadá e Reino Unido
Ano: 1999
Diretor: David Cronenberg // Visto no dia 17/10/2024.
Primeiramente gosto muito do trabalho de David Cronenberg. Filmes marcantes como A Marca da Violência de 2005 com Viggo Mortensen, clássico A mosca de 1986, Crash e entre outros. Esse filme adorei por ser de uma temática que adoro e mistura terror com ficção científica. Esse filme tem um ar de perturbador, grotesco que gostei, o tema do mesmo é bem atual, pois fala sobre a realidade virtual, indústria de jogos que são topicos que só cresceram hoje em dia e cheio de adeptos. Traz uma reflexão sobre a tecnologia ser uma extensão além do corpo, de como evoluiu e impacta a nossa vida no dia a dia. Para época com Matrix, filmes do tema em alta, esse embarcou na leva, trouxe uma boa obra. Para mim não envelheceu mal não. Gosto de thrasheira, esse filme entregou o que promete. Elenco com Jude Law e Willem Dafoe e Jennifer Jason Leigh. Grandes atores. O filme ganhou o Festival Internacional de Berlim como realização artística. Urso de Prata. Recomendo.
Nota: 8,0
Um grande filme do Cronenberg!
Assistir esse filme em 2026 é muito curioso. Tu consegue ver diversas questões sendo discutidas no filme que são terrivelmente atuais nos dias de hoje. A fuga da realidade com jogos, a distinção de valor entre realidade e não-realidade (com os vídeos fakes de IA) e etc, e tudo feito com um roteiro muito original. Para mim, o grande ponto foi como foi tratado o grotesco no filme. Não há nenhuma vergonha no modo de retratar as criaturas mutantes, o cenário, as atuações mais repetitivas, caricatas e canastronas, e tudo isso parece como que uma valorização do bizarro, do grotesco. E isso é incrível, incrível! O belo, como estética, é sempre retratado, mas o grotesco nem sempre, e fazer isso de forma elevada é de se notar e deixar registrado.
Eu me lembrei muito das palavras do Lynch vendo esse filme. O filme é um compromisso com a fantasia, com a ousadia de criar, não com as explicações ou interpretações. É claro que esse filme nem se compara, em termos de interpretações, com as obras do Lynch, mas sim em questão de coragem de roteiro e direção. E isso é muito, muito importante, na minha opinião, pros filmes de hoje em dia. Essa coragem de criar novos mundos, novos roteiros, novas questões a serem debatidas, questões que podem durar por 30 anos, como é o caso desse filme.
Na minha opiniao é o melhor filme do Cronenberg.
O filme foi lançado em 1999, mas parece que naquela época o David Cronenberg já estava prevendo o que aconteceria hoje em dia, onde as pessoas podem confundir a realidade com o virtual, uma vez que a própria existência da inteligência artificial consegue "criar pessoas" virtuais, possuindo aspectos humanos e, até mesmo os seus trejeitos, fazendo com que isso dificulte que nós possamos reconhecer se aquilo se trata de um ser humano mesmo ou uma I.A. Entretanto, aqui o diretor usou esse fator voltado para os jogos, no caso, os video-games, que por sinal era o que estava muito em alta nos anos 90, onde o mesmo esteve presente e era utilizado na maioria das casas das pessoas, tanto por crianças, quanto jovens e, até mesmo os adultos jogavam muito. Inclusive, em um dado momento do filme, os personagens centrais ficam se questionando de suas respectivas existências, fazendo com que eles fiquem em dúvida e, acabem não sabendo se aquilo que estão vivendo é realmente real, ou estão participando de algum tipo de jogo.