A jovem Eva se casa com um homem mais velho, ao descobrir sua falta de interesse sexual, termina se apaixonando por um jovem operário que encontra casualmente.
As cenas de nudez protagonizadas por Hedy Lamarr, ao nadar no lago ou a correr por entre as árvores, foram motivos de censura em vários países por anos. Uma outra seqüência que escandalizou a sociedade da época foi aquela em que, em sua primeira relação, a jovem expressa o êxtase sexual no seu rosto, dando origem ao título do filme.
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"Êxtase" é bastante lembrado, não apenas por apresentar a primeira representação de um orgasmo feminino na história do cinema, mas também pela famosa cena em que o cruzamento de cavalos é usado para representar o desejo libidinoso da personagem. Após ver referências a esta cena em "Ataque dos cães" e, mais recentemente, em "Morra, amor", não resisti à vontade de conferir esse clássico.
Intrigante como muitos dos ideais estéticos posteriormente associados ao nazismo estão presentes aqui: o naturismo, o vitalismo, o culto à energia física, a crítica ao intelectualismo burguês, a erotização da juventude, o efeito figurativo (por meio da montagem) etc. A sequência final me recordou muito os corpos estilizados nas produções de Leni Riefenstahl - não por acaso, um desfecho em que o êxtase é redirecionado para a comunidade de trabalhadores. Fiquei com vontade de ler mais sobre a vida social e política da Tchecoslováquia nos anos 1930 após assistir ao filme.
Não é lá uma coisa que se diga ''minha nossa, que excitação!'' mas dá pra entender sim a polêmica que isso aqui causou no seu período, ainda que hoje pareça bem comedido.
Produção tcheca em preto e branco que é um drama romântico da Elektafilm e Slavia Film indicado a 3 categorias no Festival de Cinema de Veneza: melhor filme estrangeiro e vencedor do Venezia Classici Award de melhor filme restaurado e melhor diretor, Gustav Machatý (1901-1963). A personagem da austríaca Hedy Lamarr (1914-2000) se chama Eva neste filme. Esse era o seu verdadeiro nome do meio. A atriz usou seu verdadeiro nome de batismo, Hedy Kiesler.
O 1° filme não pornográfico sobrevivente a retratar uma mulher tendo um orgasmo e com uma cena de sexo, ainda que não real. Supostamente um dos primeiros filmes não pornográficos a ter nudez frontal completa de uma mulher e o 1° filme a retratar um orgasmo feminino na tela, causando indignação tanto na Alemanha de Adolf Hitler quanto nos Estados Unidos. Hedy Lamarr mentiu sobre sua idade quando fez o teste para o filme. Na verdade, ela tinha apenas 17 anos. O Papa Pio XII denunciou publicamente o filme.
O filme não é ruim mas também não é lá essas coisas! Dá a impressão o tempo todo de que se trata de um filme mudo devido aos raríssimos diálogos que ele apresenta, mas não é um filme silencioso, mesmo que as músicas tocam durante toda a projeção. Em relação às polêmicas cenas, não achei nada demais e é um exagero pra quem cita elas como se fosse algo constrangedor ou imoral. Talvez pra época pudesse ser, mas vendo atualmente, eu acho que daria até de exibi-lo numa "sessão da tarde" sem nenhum problema.
Outro conto bem mediano da época.Não arrisca em quase nada e fica o tempo todo tentando colocar o espectador contra alguns personagens.A trilha sonora não ajuda em nenhum momento.
>Assistido em 02 de Junho de 2023
Eu amei, delicado, triste, e eu realmente me senti dentro dessa atmosfera de tensão amorosa entre Eva e o operário bonitão.
Lindas as sutilezas do comportamento do operário contrastando com o traste do ex marido dela, a cena depois do orgasmo mostrando as plantinhas molhadas de chuva, os closes nos cavalos,