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Data de lançamento
20 Maio 2000Duração
Chow Mo-Wan (Tony Leung), editor de um jornal, se muda com sua mulher para um novo prédio. Quase ao mesmo tempo, Su Li-Zhen (Maggie Cheung), uma linda secretária, e seu marido, um executivo, também se mudam para o mesmo edifício. Com seus companheiros frequentemente viajando a trabalho, Chow e Li-Zhen passam quase todo tempo juntos, como bons amigos. Eles têm muito em comum, desde compras até artes marciais. Logo, ficam chocados ao descobrir que seus companheiros estão tendo um caso. Machucados e irritados, encontram conforto em sua crescente amizade, mesmo quando resolvem não fazer o que os dois infiéis fizeram.
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Que filme tocante!
A primeira coisa que me chamou a atenção no filme é a sutileza com que a história é apresentada, nada é explícito, tudo é conduzido com muita sensibilidade e simplicidade. A beleza aqui está nos detalhes.
Os encontros entre os personagens são cada vez melhores e começam em pequenos esbarrões cotidianos até chegar ao ponto em que ambos se procuram.
E nesses encontros a afinidade entre eles só aumenta, assim como a conexão, a profundidade de suas conversas, de forma que deixam de ser meros vizinhos e passam a compartilhar algo maior, sendo base, apoio, amparo e um respiro aliviado de um para o outro, se tornam um lugar seguro onde podem se abrir, ser vulneráveis, sofrer, sentir, sem julgamentos.
E todo o sentimento fica subentendido entre eles, é o “não dito”, “não vivido”, “não feito” que dá o tom do relacionamento deles, mas a todo tempo ambos muito cientes do querer um do outro, porque está implícito, mas grita entre eles.
A boa dinâmica entre os protagonistas solta aos olhos, e que beleza possui a atriz Maggie Cheung, que com uma atuação delicada torna o filme ainda mais encantador.
A fotografia do filme é outro ponto a ser destacado, primorosa e estonteante.
O final é absolutamente poético, simbólico e igualmente doloroso.
“Às vezes penso no que seria se não tivesse casado.
Alguma vez pensou nisso?
Talvez mais feliz”
Eu não podia deixar de destacar esse trecho.
Assistido em 26 de agosto de 2026
Nota: 10/10
Um dos filmes mais detalhistas de Kar Wong. Do começo ao fim,tudo é regado por situações pequenas em que o espectador precisa estar totalmente atento para não perder absolutamente nada. Logo no início,onde temos uma mudança,já vimos a vida do futuro casal querendo se juntar,quando os ajudantes da mudança trocam objetos de casa,um pertence a ele e está sendo entregue a ela e vice-versa...O roteiro brilhantemente já se arrisca. Outra ótima questão é nunca mostrar o rosto dos parceiros reais,deixando aquela dúvida no ar,assim como o casal que está sendo traído também tem algumas dúvidas ao longo sobre seus respectivos parceiros. A partir disso tudo,o roteiro cria um jeito para que possamos torcer para o casal protagonista também se darem bem e darem o possível "troco". Mas não. Wong não entrega nada de bandeja,cria cortes secos entre um encontro e outro,encontros esses que poderiam render grandes cenas românticas do jeito que o espectador estava esperando,mas também não. É um filme que queremos mais a todo momento e temos apenas personagens machucados se consolando um ao outro. E a mágica do filme está exatamente aí. Quantas e quantas pessoas machucadas não encontraram paz um no outro e assim surge uma nova vida?
Em algum momento,ele fala pra ela: "Alguém tem que dar o primeiro passo",já indicando que ela demora bastante para expor seus sentimentos. Ele consegue com muita facilidade falar disso,ela não. Me lembrou muito de "Hiroshima,Meu Amor" nesse aspecto. Existe cenas antológicas aqui e uma delas é a cena do restaurante onde ele fala que possivelmente sua esposa está o traindo. Não temos uma palavra sendo dita,mas ainda assim,as expressões dos dois é uma aula de atuação e depois disso,saem andando numa rua solitária e triste. Outra cena memorável é sobre o ensaio dela em tentar falar com o marido. Uma cena fortíssima e carregada de sentimentalismo,somente quem viveu ou vive tal situação sabe o poder daquilo. Outra diferença entre o casal,é que ela sempre tem o desejo de partir e tem muitas dúvidas sobre o ficar. Em algum momento ela pede pra ele ir e não voltar mais e na partida,ela fica desconcertada,querendo olhar pra trás,mas continua com sua ideia mesmo com o coração quebrado. Mais na frente,ela liga pra ele e ele fala somente dois "alôs" e ela continua muda e ele desliga. Uma cena extremamente significativa também,apenas ela querendo ouvir a voz do amado para tranquilizá-la.
Maggie Cheung sempre foi uma diva e nesse filme aqui arranca suspiros. Muito por sua presença em tela,atuação fortíssima e ao mesmo tempo delicada e no mais,seus belíssimos vestidos chama muita atenção. Um desfile de lindas peças que cai perfeitamente ao seu corpo. Leung a acompanha de perto. Realiza uma atuação tranquila,um personagem que a todo momento procura entender a dor dela e em nenhum momento se aproveitar da situação.
O filme retrata um amor que vai ser pro resto da vida sobrevivendo como um amor guardado?
>Revisto em 25 de Agosto de 2026
o amor no silêncio.
Filme: Amor à Flor da Pele
País: Hong Kong e França
Ano: 2000
Diretor: Kar Wai Wong // revisto no dia 11/12/2025
Rever esse filme foi uma experiência incrível. Dessa vez, mostrei o filme para minha irmã que também gostou muito. Esse é o único filme que assisti do diretor até o momento, me apaixonei. Foi indicação de outros cinéfilos inclusive. Uma sensibilidade única, belíssimo de ver. Um melodrama com uma trilha sonora sensacional, marcante. Isso acontece com todo mundo: Quem nunca se apaixonou, não teve o amor (romance) consumado? Algo que fica no desejo, ardência da paixão que não se conclui? Desse jeito. Fantástico. Vejo com o mesmo impacto que tive do primeiro filme, sempre é maravilhoso ver esse filme, logo verei pela terceira vez. Amo. Ampliou a minha análise sobre a obra, e trouxe novos nuances sem dúvidas. Foi bom demais. Viva Amor à Flor da Pele. Filmaço desse século.
Nota: 9,5
Filme: Amor à Flor da Pele
País: Hong Kong e França
Ano: 2000
Diretor: Kar Wai Wong // visto no dia 07/11/2025
Vi esse filme pela primeira vez ano passado, essa obra prima do diretor 'Wong Kar-Wai', achei um filme profundo, sensível, com destaque para o elenco que brilhou na tela com os protagonistas (Chow), (Chan), onde tem uma química incrível, o desenvolvimento da relação de ambos, a intensidade da relação é muito bem executada. O olhar, fisionomia, semblante dos personagens, tudo é muito bem destacado, diz mais que mil palavras. A simplicidade do filme, a sua profundidade e todos os sentimentos envolvidos são de emocionar. Adorei a experiência. Preciso em breve ver novamente para captar mais nuances que devo ter deixado passar na primeira vez. Sempre é bom assistir um filme novamente. As cores no filme também são muito vibrantes, vivas como os cenários, figurinos. Trilha sonora marcante, que conectou perfeitamente com o longa, destacando mais o romance e a interação dos personagens. Vale muito a pena acompanhar
Nota: 9,5