Faye Dunaway é um nome, uma marca que fala por si mesma. Uma pena que esse documentário seja uma chapa branca e até preguiçoso quando pensamos na gigante retratada. A sensação que tive foi de um completo despercídio de material e (também) não se aprofundar mais em temas sensívels não meras pinciladas. Faltou a ousadia que a Faye sempre teve.
Antes de mais nada, só por terem tido a ideia de fazer um documentário sobre Faye, que nos últimos anos tem andado sumida e um pouco em baixa, já achei maravilhoso. Sim, ela é uma figura complexa mas também fascinante (justamente por ser complicada), com um currículo invejável de clássicos do cinema e performances viscerais e inesquecíveis. Por um lado, eu entendo como a saúde mental e o alcoolismo prejudicaram sua carreira e sua imagem em Hollywood, e gostei da abertura dela para falar de temas difíceis e espinhosos (Mommie Dearest, alcoolismo, adoção do filho, bipolaridade) - nesse ponto eu louvo bastante esse documento, ainda que seja sim um pouco quadradinho. Mas por outro lado, mesmo com seus problemas pessoais e com todo o sexismo que há na indústria, acho que ela poderia abaixar um pouco a crista e não ser arrogante de graça como acaba sendo muitas vezes (as histórias bizarras de seus surtos por Los Angeles são incontáveis). De colegas atores nesse doc foram poucos e dá para imaginar por que, sabendo de sua reputação hahaha Enfim, ela reconhece seus erros e isso já é algo. Personalidade é tudo e ser bossy faz até parte do charme da atriz de certa forma. À essa altura do campeonato ela definitavemente não vai mudar, e nem precisa. Ela é o que é e fim. Pessoalmente senti falta de mais detalhes em algumas coisas, como por exemplo Bette Davis (que é mostrada em vídeo antigo, mas Faye não comenta sobre a experiência para expor o seu lado da história), Frank Sinatra (amigo pessoal com quem ela fez um filme) e Marlon Brando (o qual ela venera mas nem sequer falou nada sobre). Não achei a parte final monótona, mas sim corrida e superficial, diferente do restante. De repente cortaram muita coisa na edição final para focar nela ou ela mesma preferiu não aprofundar em determinados assuntos e trabalhos. Nesse sentido, o documentário poderia ter se alongado um pouco mais, como o documentário da Jane Fonda que passou das duas horas e eu achei mais aprofundado e redondo.
Apesar dos exageros ao enaltecer a carreira da Faye Dunaway, o documentário é satisfatório em mostrar a evolução da atriz, seus filmes controversos, e ainda pincelar sobre o papel da mulher na metade do século XX, de forma muito competente e muito bem centrado na profissão mesmo, de modo que interesses de sua vida pessoal são muito secundários por aqui, o que é um alento num mundo onde a vida feminina sempre tem uma pegada sensacionalista. Ainda assim, o formato linear e pouco criativo em narrar, torna o documentário meio chato de acompanhar, sustentado pelo peso dos nomes participantes.
Sempre simpatizei com a figura de Faye Dunaway, e este documentário fez essa admiração crescer ainda mais. Gostei da maneira honesta e sincera com que ela abordou todos os aspectos de sua vida, desde os acertos até seus erros. Muito de seu comportamento, muitas vezes considerado "difícil", decorria da própria estrutura de Hollywood e da forma como as mulheres eram tratadas, além de sua própria saúde mental. Foi ótimo ver como ela tentou se reinventar após as inevitáveis quedas. Ela é uma mulher fascinante, à sua maneira.
Faye Dunaway é um nome, uma marca que fala por si mesma. Uma pena que esse documentário seja uma chapa branca e até preguiçoso quando pensamos na gigante retratada. A sensação que tive foi de um completo despercídio de material e (também) não se aprofundar mais em temas sensívels não meras pinciladas. Faltou a ousadia que a Faye sempre teve.
Já amava a atriz, agora então <3
Antes de mais nada, só por terem tido a ideia de fazer um documentário sobre Faye, que nos últimos anos tem andado sumida e um pouco em baixa, já achei maravilhoso. Sim, ela é uma figura complexa mas também fascinante (justamente por ser complicada), com um currículo invejável de clássicos do cinema e performances viscerais e inesquecíveis.
Por um lado, eu entendo como a saúde mental e o alcoolismo prejudicaram sua carreira e sua imagem em Hollywood, e gostei da abertura dela para falar de temas difíceis e espinhosos (Mommie Dearest, alcoolismo, adoção do filho, bipolaridade) - nesse ponto eu louvo bastante esse documento, ainda que seja sim um pouco quadradinho. Mas por outro lado, mesmo com seus problemas pessoais e com todo o sexismo que há na indústria, acho que ela poderia abaixar um pouco a crista e não ser arrogante de graça como acaba sendo muitas vezes (as histórias bizarras de seus surtos por Los Angeles são incontáveis). De colegas atores nesse doc foram poucos e dá para imaginar por que, sabendo de sua reputação hahaha
Enfim, ela reconhece seus erros e isso já é algo. Personalidade é tudo e ser bossy faz até parte do charme da atriz de certa forma. À essa altura do campeonato ela definitavemente não vai mudar, e nem precisa. Ela é o que é e fim.
Pessoalmente senti falta de mais detalhes em algumas coisas, como por exemplo Bette Davis (que é mostrada em vídeo antigo, mas Faye não comenta sobre a experiência para expor o seu lado da história), Frank Sinatra (amigo pessoal com quem ela fez um filme) e Marlon Brando (o qual ela venera mas nem sequer falou nada sobre). Não achei a parte final monótona, mas sim corrida e superficial, diferente do restante. De repente cortaram muita coisa na edição final para focar nela ou ela mesma preferiu não aprofundar em determinados assuntos e trabalhos. Nesse sentido, o documentário poderia ter se alongado um pouco mais, como o documentário da Jane Fonda que passou das duas horas e eu achei mais aprofundado e redondo.
Apesar dos exageros ao enaltecer a carreira da Faye Dunaway, o documentário é satisfatório em mostrar a evolução da atriz, seus filmes controversos, e ainda pincelar sobre o papel da mulher na metade do século XX, de forma muito competente e muito bem centrado na profissão mesmo, de modo que interesses de sua vida pessoal são muito secundários por aqui, o que é um alento num mundo onde a vida feminina sempre tem uma pegada sensacionalista. Ainda assim, o formato linear e pouco criativo em narrar, torna o documentário meio chato de acompanhar, sustentado pelo peso dos nomes participantes.
Sempre simpatizei com a figura de Faye Dunaway, e este documentário fez essa admiração crescer ainda mais. Gostei da maneira honesta e sincera com que ela abordou todos os aspectos de sua vida, desde os acertos até seus erros. Muito de seu comportamento, muitas vezes considerado "difícil", decorria da própria estrutura de Hollywood e da forma como as mulheres eram tratadas, além de sua própria saúde mental. Foi ótimo ver como ela tentou se reinventar após as inevitáveis quedas. Ela é uma mulher fascinante, à sua maneira.