A Condessa di Meina (Billie Burke) acredita que a sorte no nascimento é tudo o que separa os ricos dos pobres. E para testar sua teoria, ela envia Anni (Joan Crawford), uma cantora, para uma temporada em um resort de luxo, durante duas semanas. Com roupas luxuosos e status de rica, Anni começa a gostar da boa vida, e quer encontrar um marido rico. Mas seu coração já tem dono.
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Finalizei a minha mini-maratona arzneriana com um filme que tem muito a ver com o cinema de Ernst Lubitsch, em seu caráter farsesco, que antecede a adesão ao romance: quantas e quantas versões da mesma história nós já vimos (a tese central do clássico oitentista TROCANDO AS BOLAS surge aqui), mas sempre torcemos pelos protagonistas, quando estes se provam idôneos na manifestação de seus sentimentos desejosos não necessariamente ambiciosos, mas compensatórios, em termos de reivindicação justificada da inversão classista. Eu próprio passei por algo semelhante este ano (tive a minha "semana de príncipe", no Sudeste), de modo que identifiquei-me plenamente, quis muito que o final feliz acontecesse. Joan Crawford brilha, num papel primevo, que mostra um pouco do elã que a caracterizou posteriormente. Anotei diversas frases do roteiro (a origem teatral explica a primazia dos diálogos) e amei a trilha musical de Max Steiner ("quem quer amor?"., hein? Hein? Eu quero!). Maravilhoso conto moral. A diretora caprichou! (WPC>)
Um filme muito interessante sobre ricos e pobres e diferenças sociais. Mesmo sob o olho vigilante da censura é um filme muito bom. É praticamente um conto de fadas com uma Cinderela que é uma anti-heroína. Eu simplesmente adorei essa abordagem. A mocinha clássica está ali, mas ela é desconstruída pela ambição e pelo sonho em ser rica. Fascinante! Fico imaginando como esse filme foi recebido na época em que foi realizado. Devo dizer que foi um acerto de Dorothy Arzner e percebe-se que ela sabia que estava diante de um dos rostos mais perfeitos do cinema e explorou Joan Crawford durante todo o filme. Esse é um dos filmes onde Joan Crawford está magnífica tanto em atuação quanto em beleza e Dorothy conseguiu captar tudo isso.
Não tem nada de muito original na história (o basicão de pobre fingindo ser rico e tentando sustentar a mentira), mas a Joan e o Franchot tem tanta química e a Dorothy Azner constrói tão bem as relações entre os personagens (sem falar q ela claramente tem um carinho muito grande por personagens femininas marginalizadas) que eu me apaixonei completamente. A meia hora final é linda.
A premissa é interessante: um ricaço, em meio à bebedeira resolve fazer uma brincadeira e concede um dias de princesa para uma simples cantora e a envia para um hotel caríssimo... porém o desenvolvimento é ruim e os personagens são chatos e rasos.. Não há como simpatizar com nenhum deles.
O que salva é o figurino e a beleza de Joan Crawford.
Meu Deus que figurino lindo o dela nesse filme... tenho que ver!!!!!