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Data de lançamento
6 Maio 2016Duração
Florence Foster Jenkins (Meryl Streep) é uma rica herdeira que persegue obsessivamente uma carreira de cantora de ópera. Aos seus ouvidos, sua voz é linda, mas para todos os outros é absurdamente horrível. O ator St. Clair Bayfield (Hugh Grant), seu companheiro, tenta protegê-la de todas as formas da dura verdade, mas um concerto público coloca toda a farsa em risco.
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É engraçado e triste ao mesmo tempo. Ela era uma pessoa boa tadinha 🫠🫠🫠
FLORENCE FOSTER JENKINS
Direção: Stephen Frears
Ano: 2016
Assistido em: 09/02/2025
Quem já acompanhava cinema em 2016 deve lembrar que esse filme causou um rebuliço danado na época das premiações. Naquela época, a Meryl Streep foi indicada mais uma vez ao Oscar pelo seu desempenho em Florence Foster Jenkins (2016), mas muita gente dizia que ela estava ali apenas por ser a Meryl Streep e que estava ocupando a vaga de outra concorrente muito talentosa, a Amy Adams, por seu papel em Arrival (2016). Como o filme do Denis Villeneuve é um dos meus favoritos, peguei um certo ranço e evitei assistir ao longa do Stephen Frears. Mas agora, passados nove anos e com os ânimos já arrefecidos, decidi que era hora de dar uma oportunidade para esse filme. O que eu não imaginava era que fosse gostar tanto e que ele me levasse a tantas reflexões diferentes.
Florence Foster Jenkins é uma socialite nova-iorquina apaixonada por música que sonha em se tornar uma grande cantora de ópera, apesar de sua notória falta de talento vocal. Determinada a seguir sua paixão, ela conta com o apoio de seu dedicado marido e gerente, St. Clair Bayfield, e do pianista Cosmé McMoon, que fazem de tudo para que Florence não descubra que é uma péssima cantora.
Quando os créditos começaram a subir, fiquei com dois raciocínios muito fortes na minha cabeça. O primeiro é que, sim, vale a pena correr atrás dos seus sonhos, vale a pena lutar para tentar conseguir o que se quer. Mas também me veio uma pergunta: até que ponto? Quando a busca por um sonho começa a nos fazer mal? Quando precisamos entender que é hora de parar? Florence, coitada, vivia dentro de uma bolha. Ela era uma pessoa extremamente rica, provavelmente sempre teve tudo na vida, foi bajulada por todos ao seu redor, então acreditava que cantava de verdade e não sabia que estava fazendo papel de ridícula. E aí vem outro questionamento: será que vale a pena mesmo ser iludido, ser enganado? Não seria melhor que ela soubesse, desde o princípio, que era uma péssima cantora? Sim, isso provavelmente destruiria seus sonhos, mas não seria bem mais honesto? Não seria melhor que ela tivesse seu sonho finalizado bem antes, mas que ao menos não tivesse servido de escárnio para aquela sociedade da época?
Questionamentos da vida à parte, eu me diverti horrores com esse filme. Quando a Meryl Streep abria a boca e começava a cantar, era hilário. Aliás, como é incrível essa mulher, pois até sendo "ruim" ela consegue ser a melhor. Ela está simplesmente sublime, conseguindo nos fazer rir descontroladamente de sua péssima afinação ao mesmo tempo que nos emociona nas cenas finais, com a pobre Florence tomando consciência de toda a realidade ao seu redor. Outro que está impecável é o Simon Helberg, ele fez toda uma composição de voz e postura para interpretar o Cosmé McMoon, o pobre pianista arrastado para essa loucura da Florence. Ele estava muito bem, não lembrava em nada seu papel mais famoso, o Howard de The Big Bang Theory (2007-2019). Também merece destaque o Hugh Grant no papel do marido trambiqueiro, mas cheio de boas intenções, da Florence.
Como muito bem dito aqui, Florence Foster Jenkins é um filme em que você vai rir bastante nos dois primeiros atos e, no terceiro, vai repensar tudo aquilo que assistiu. A vida da Florence é uma grande lição: uma lição de que você até pode não fazer algo bem feito, mas que, se se esforçar, pode fazer. Eu não cheguei a buscar os áudios originais da verdadeira Florence, mas confesso que fiquei muito curioso, porque simplesmente a mulher era um desastre—um divertidíssimo desastre. Mas eu não fiquei exatamente confortável em tirar altas gargalhadas de uma pessoa que morreu há 80 anos.
PS: Meryl Streep é uma atriz tão incrível que canta mal o filme inteiro, mas, na sequência final, quando, em um sonho da Florence, teve que cantar bem, ela canta divinamente. Não tem como: ela é simplesmente incrível.
Meryl transforma qualquer coisa em arte. Até mesmo Florence. Incrível.
Os ricos e suas excentricidades…
O ator que faz o pianista está muito bem no papel. História curiosa e diferente.
Difícil de analisar. Por um lado mostra um amor verdadeiro, mas não sexual. Por outro lado mostra que o dinheiro compra (quase) tudo. Classifico o filme como interessante, porém dificilmente voltarei a assistir. Nota 7,0.