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Data de lançamento
31 Out. 2008Duração
Durante o ano de 1981, ocorreu um dos mais violentos motins no presídio Maze Prison, na Irlanda do Norte. O evento ganhou proporções alarmantes e no epicentro da rebelião estava o prisioneiro Bobby Sands (Michael Fassbender), que, disposto a levar a mente e o corpo aos limites da capacidade humana, inicia uma greve de fome.
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- toda a parte que mostra o que os prisioneiros políticos sofreram na prisão é revoltante e repugnante
- aquela cena de diálogo de mais de 15 min sem cortes é impressionante
- o cara definhando de fome é bem dificil de assistir
- maldita tatcher desgraçada
HUNGER
Direção: Steve McQueen
Ano: 2008
Assistido em: 31/05/2025
Eu sempre fui fascinado por histórias de presídio, quando pequeno eu ficava aterrorizado com as chamadas de Oz (1997-2003) no SBT, anos mais tarde me apaixonei por Prison Break (2005–2017), que é a minha série favorita da vida. Sempre gostei de pesquisar por histórias de lugares como, por exemplo, o Carandiru — que é um erro coletivo nacional e nunca deveria ser esquecido. Então toda vez que eu vejo um filme com história interessante ambientada em uma casa de detenção, eu sempre dou uma oportunidade. Bom, quando eu li a história de Hunger pela primeira vez, eu fiquei bastante interessado, mas eu não imaginava que encontraria um filme que me decepcionaria tanto.
Preso em uma cela na Irlanda do Norte durante os anos 1980, Bobby Sands lidera uma greve de fome como forma extrema de protesto político, enfrentando a brutalidade do sistema prisional e o próprio corpo em decadência.
O grande problema desse filme, para mim, é que achei ele muito frio, muito distante. Ouvi muita gente nos comentários dizendo que ele retrata de forma mais crua a violência, mas para mim faltou explorar melhor os personagens dentro daquele presídio. É uma das máximas do cinema: não conte, mostre. Aqui temos muitos diálogos, mas eles não exploram todo o contexto dos personagens. Você fica na dúvida sobre por que eles foram parar lá, você fica se questionando sobre os desdobramentos que estão acontecendo dentro do presídio. O diretor parece que não tem interesse em explorar absolutamente nada, ele quer que você compre a história apenas com o que ele está te mostrando, mas infelizmente o que ele mostra não é interessante o suficiente.
Steve McQueen é um diretor muito bom, que sabe fazer filmes sobre temas polêmicos muito bem. Ele tem uma parceria de longa data com o Michael Fassbender e, sendo este o primeiro filme, só que eles no futuro seriam muito mais felizes com o resultado que entregariam. Eu achei Shame (2011) e 12 Years a Slave (2013) muito mais interessantes — seja do ponto de vista da história que estão contando, seja da produção como filme em si.
Não estou dizendo que Hunger é abominável, não é isso, mas é um filme que para mim não funcionou, não me interessou. Achei muito cansativa a cena do diálogo, misericórdia, para que algo tão grande daquele jeito? Parece que o filme não tinha orçamento para mostrar outras coisas e acabou condensando tudo ali. Creio que muita gente deve gostar, entendo, mas para mim faltou muito nessa execução, faltou ser mais objetivo, mais claro, mostrar mais, pois no final a sensação que eu tive é que o filme falou, falou, falou, e não chegou a lugar algum, e vai ficar por isso mesmo — sem impacto e sem relevância.
Uma aula de como fazer um filme historico político. Um filme com essa crueza e inteligencia no roteiro para mim o melhor filme do Steve Macqueen disparado.
Pesado.
Irlandeses são incríveis, que povo
A conversa com o padre é fod4
O filme é do tipo "baseado em fatos reais", já que aborda a situação de presos da Irlanda do Norte, particularmente na pessoa de Bobby Sands (Michael Fassbender), membro do Exército Republicano Irlandês (IRA,em inglês) que, em 1981 iniciou uma greve de fome para tentar restabelecer o status de presos políticos que havia sido revogado dois anos antes e assim obter o reconhecimento para seus membros como combatentes de uma "guerra de libertação nacional". Um filme com cenas duras e violentas.