O filme dramatiza uma série de doze vinhetas em que são narradas as proezas de São Francisco de Assis e seus primeiros seguidores, em seu percurso por várias cidades italianas a fim de pregar e praticar aquilo que consideram a suprema felicidade. No percurso, deparam-se com um violento tirano e são posteriormente abençoados pelo Papa.
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Belo!
"Salve, ó Senhor, os teus servos.
Ó meu Deus, espero em Ti.
Mande-nos, ó Senhor, a ajuda do alto.
Proteja-nos do demônio.
Mostre-nos a fonte da salvação
Contra os inimigos.
Mostre-nos, ó Senhor, o Teu caminho
Ensine-nos o Teu caminho.
Que os nossos passos sejam diretos...
A seguir o Teu comando."
Nas poucas palavras, ou na ausência delas, e simplicidade é que Roberto Rossellini acerta.
É clara a influência que este filme gerou em O Evangelho Segundo Mateus de Pasolini, a composição das cenas, a postura do protagonista. Só que se naquele funciona pois vemos um Cristo mais humano, aqui vemos um Francisco mais divino, como um ser de sabedoria absoluta e longe de ser aquela figura plena de humildade. Seu Francisco é quase etéreo, aéreo, com a cabeça longe do chão e dos problemas cotidianos, o que nos tira um pouco do filme, bem como sua Clara de Assis.
No entanto, o que torna o filme bom e nos prende a atenção são os demais frades que compõem o mosteiro pois todos possuem uma candura marcante, o que torna seus personagens completamente afetuosos. Frei Ginepro, por exemplo, rouba a cena sempre que aparece e é por ele que vemos o filme até o final gostando da história.
Por vezes tenho a estúpida ideia de que Rossellini era um diretor de mão pesada e de ritmo extremamente arrastado. E o filme de Francisco de Assis com seu teor altamente crédulo e benevolente me afastaram do centro da trama e dos personagens.
Um mergulho na história de São Francisco de Assis e seus discípulos. Apesar da mensagem de moral baseada nos princípios da igreja, é um filme capaz de tocar o coração das pessoas independentemente de religião.