Em meio a uma pandemia mundial que causa amnésia repentina, Aris, um homem de meia-idade, se encontra em um programa de recuperação criado para ajudar pacientes a construir novas identidades.
O ritmo é um pouco lento mas ótima premissa e desenvolvimento. A ideia de (querer) perder a memória é muito interessante… existencialista! “Apples é um drama com uma proposta audaciosa, além de estranha. Refletindo os enlaces da memória e perda, possui características bizarras e apáticas que o ligam ao cinema de Lanthimos. Conhecendo mais sobre o nosso protagonista, Apples questiona até que ponto as memórias são boas de serem lembradas. Não seria mais fácil esquecê-las e dar início a uma nova vida? Com o tom de estranheza clássico do cinema grego mais recente, a apatia dos personagens e frieza das habitações, tudo se transforma conforme Aris avança nas atividades e precisa dar início àquelas que exige um contato humano mais próximo com outras pessoas. Exigindo um envolvimento emocional que o personagem a muito não tem. Visto em 16.05.21.
O complicado de criticar esse filme é que geral vai me atacar, porque aqui, aparentemente, todo mundo achou brilhante, mas enfim... A ideia do filme, junto à construção de todo um plano de fundo para dar vazão a um baita plot twist, é fenomenal. Porém, a direção é extremamente incipiente e não soube dar conta de nem 1/10 do roteiro. O longa se perde em sua própria chatice e lentidão, sem explorar nada direito. O ápice do filme é os seus 5 minutos finais, como pode isso? Se fizessem um curta seria melhor do que ter produzido um longa chato desses!
cinema grego é realmente peculiar e unico. umas 3 semanas atrás eu vi um caso real de uma mulher aqui no brasil que perdeu completamente a memoria do nada e nao recuperou, a familia teve que ensinar tudo pra ela novamente.
O programa que queria criar nova identidade no indivíduo, a partir de novas memórias, apenas serviu para aguçar a memória escondida por detrás daquela dor que cobria tudo, porque as memórias não somem, elas se escondem!
A maçã sempre lembra o fruto proibido, que remete sempre à eva, ou seja, à mulher. É possivel perceber que ele deixa de comer a maçã em dois momentos: 1- quando está saindo com a amiga (mulher) 2- quando sabe que laranjas são boas para memória (ajudaria a lembrar da esposa, mas conscientemente, é claro, ele não sabia, e mais uma vez, a mulher) Em todos os outros momentos, onde há falta da mulher, ou seja, a falta da esposa dele, o luto pela morte dela, da mulher dele, ele come a maçã, ou seja: para suprir a falta da mulher, ele come o fruto que poderia chamá-la de volta!
Isso é de uma inteligencia para construção narrativa, que eu diria, de expertise!
O ritmo é um pouco lento mas ótima premissa e desenvolvimento. A ideia de (querer) perder a memória é muito interessante… existencialista! “Apples é um drama com uma proposta audaciosa, além de estranha. Refletindo os enlaces da memória e perda, possui características bizarras e apáticas que o ligam ao cinema de Lanthimos. Conhecendo mais sobre o nosso protagonista, Apples questiona até que ponto as memórias são boas de serem lembradas. Não seria mais fácil esquecê-las e dar início a uma nova vida? Com o tom de estranheza clássico do cinema grego mais recente, a apatia dos personagens e frieza das habitações, tudo se transforma conforme Aris avança nas atividades e precisa dar início àquelas que exige um contato humano mais próximo com outras pessoas. Exigindo um envolvimento emocional que o personagem a muito não tem. Visto em 16.05.21.
O complicado de criticar esse filme é que geral vai me atacar, porque aqui, aparentemente, todo mundo achou brilhante, mas enfim...
A ideia do filme, junto à construção de todo um plano de fundo para dar vazão a um baita plot twist, é fenomenal. Porém, a direção é extremamente incipiente e não soube dar conta de nem 1/10 do roteiro. O longa se perde em sua própria chatice e lentidão, sem explorar nada direito. O ápice do filme é os seus 5 minutos finais, como pode isso? Se fizessem um curta seria melhor do que ter produzido um longa chato desses!
cinema grego é realmente peculiar e unico.
umas 3 semanas atrás eu vi um caso real de uma mulher aqui no brasil que perdeu completamente a memoria do nada e nao recuperou, a familia teve que ensinar tudo pra ela novamente.
Aqui o cérebro dele o livrou de uma dor que ele mesmo não suportava,
que era de perder a esposa!
A partir da memória afetiva com o senhorzinho ele lembrou de todo o resto de sua vida e enfrentou o luto!
É um filme para poucos.
Claro que devo citar aqui a simbologia da maçã que para mim foi:
A maçã sempre lembra o fruto proibido, que remete sempre à eva, ou seja, à mulher. É possivel perceber que ele deixa de comer a maçã em dois momentos:
1- quando está saindo com a amiga (mulher)
2- quando sabe que laranjas são boas para memória (ajudaria a lembrar da esposa, mas conscientemente, é claro, ele não sabia, e mais uma vez, a mulher)
Em todos os outros momentos, onde há falta da mulher, ou seja, a falta da esposa dele, o luto pela morte dela, da mulher dele, ele come a maçã, ou seja: para suprir a falta da mulher, ele come o fruto que poderia chamá-la de volta!
Isso é de uma inteligencia para construção narrativa, que eu diria, de expertise!
Onde vcs conseguiram ver?