Insatisfeita com seu casamento e em busca do amor verdadeiro e completo, Gertrud tem um romance com jovem compositor, ao mesmo tempo em que um poeta, amor de seu passado, volta para sua vida.
Muitos se incomodaram com as atuações engessadas, frias, distantes, apagadas... Não seria intencional? Representando todo o vazio existencial dos personagens? Não é assim que pessoas com essas atribulações agem? Então acredito que não tenha sido um desleixo do Dreyer ou incompetência dos atores. Concordo que tem momentos um pouco maçantes, mas é justamente porque é uma situação maçante, que incomoda, enfastia... Ótimo filme, com todo o talento e competência do Dreyer.
Gertrud é uma personificação do embate entre idealismo do coração e o materialismo da razão. Entre o fatalismo, marcado e assombrado em sonho e pela sua materialização na pintura de uma mulher nua atacada por uma matilha, e o livre-arbítrio que tanto defende e procura em seus relacionamentos, é difícil discernir no princípio onde se encontra a personagem meramente por suas ações e trejeitos. Seu olhar é quase sempre além, não encontrando o suposto receptor, como quem se fala para uma figura interior, na procura de um entendimento de si (o espelho). No final, a única figura no qual Gertrud manteve uma relação duradoura é com o escritor Axel, aquele que, ainda que não escondesse sua admiração, entendeu essa complexidade e não demandou dela nada além do que ela poderia lhe dar, a atenção e o respeito, e a única verdadeira liberdade de seu ser, a solitude.
achei incrível o poder dessa personagem, no começo fiquei intrigada pq ela fazia pouco ou quase nenhum tipo de contato visual com os homens que faziam parte de sua vida, senti que ela deu muito de si para eles e que de certa forma chegou um momento dela sentir esse amor por ela mesma. Gertrud me passou uma sensação de uma mulher bem resolvida com ela mesma sabe? foi nesse momento que eu entendi o olhar vago e pensativo que a personagem tinha durante boa parte do filme, era como se Gertrud estivesse entendendo a sua realidade. ela buscou uma solidão que a levou a uma solitude, mas no fim foi a solidão que prevaleceu (a cena final é linda, me passou uma sensação de despedida). quantas coisas eu queria de dizer desse filme... "amor omnia"
Muitos se incomodaram com as atuações engessadas, frias, distantes, apagadas...
Não seria intencional? Representando todo o vazio existencial dos personagens? Não é assim que pessoas com essas atribulações agem?
Então acredito que não tenha sido um desleixo do Dreyer ou incompetência dos atores.
Concordo que tem momentos um pouco maçantes, mas é justamente porque é uma situação maçante, que incomoda, enfastia...
Ótimo filme, com todo o talento e competência do Dreyer.
Gertrud é uma personificação do embate entre idealismo do coração e o materialismo da razão. Entre o fatalismo, marcado e assombrado em sonho e pela sua materialização na pintura de uma mulher nua atacada por uma matilha, e o livre-arbítrio que tanto defende e procura em seus relacionamentos, é difícil discernir no princípio onde se encontra a personagem meramente por suas ações e trejeitos. Seu olhar é quase sempre além, não encontrando o suposto receptor, como quem se fala para uma figura interior, na procura de um entendimento de si (o espelho). No final, a única figura no qual Gertrud manteve uma relação duradoura é com o escritor Axel, aquele que, ainda que não escondesse sua admiração, entendeu essa complexidade e não demandou dela nada além do que ela poderia lhe dar, a atenção e o respeito, e a única verdadeira liberdade de seu ser, a solitude.
…sem amor nada seria…
Trás boas reflexões e até fiquei pensativo o que resta no fim é a certeza da morte...
achei incrível o poder dessa personagem, no começo fiquei intrigada pq ela fazia pouco ou quase nenhum tipo de contato visual com os homens que faziam parte de sua vida, senti que ela deu muito de si para eles e que de certa forma chegou um momento dela sentir esse amor por ela mesma. Gertrud me passou uma sensação de uma mulher bem resolvida com ela mesma sabe? foi nesse momento que eu entendi o olhar vago e pensativo que a personagem tinha durante boa parte do filme, era como se Gertrud estivesse entendendo a sua realidade. ela buscou uma solidão que a levou a uma solitude, mas no fim foi a solidão que prevaleceu (a cena final é linda, me passou uma sensação de despedida). quantas coisas eu queria de dizer desse filme... "amor omnia"