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Data de lançamento
7 Set. 1984Duração
Abby (Frances McDormand), é uma mulher casada que está fugindo do marido (Dan Hedaya), um violento dono de bar no Texas. Seu parceiro na escapada é um dos garçons (John Getz), que sempre foi apaixonado por ela. Entra em cena um detetive (M. Emmet Walsh),que foi contratado pelo marido para localizar a dupla. Uma verdadeira comédia negra de erros se sucede trazendo à tona muito do sangue do título. Aqui, os irmãos Coen já dão indícios da técnica e do talento que viriam a aplicar mais tarde em filmes como Ajuste Final e O Homem que Não Estava Lá
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ja assisti duas vezes (a versão do diretor) e não faz mesmo jus a essa aclamação toda q carrega
Blood Simple 1984, no Brasil Gosto de Sangue, eu entendo a proposta, como a sinopse aqui diz: os irmãos Coen já dão indícios da técnica e do talento que viriam a aplicar mais tarde em filmes como Ajuste Final e O Homem que Não Estava Lá, o que de fato se confirma ao observar a construção da atmosfera, o uso do silêncio e a forma como a tensão é trabalhada ao longo da narrativa, ainda que aqui de maneira mais crua e menos refinada. Isso é um fato e lembrou muito The Man Who Wasn't There 2001, tem várias coisas parecidas,
principalmente nesse clima mais seco e na sensação de que os personagens estão meio presos ao que vai acontecer, porém a execução e como a história se amarra são bem abaixo, além das motivações serem fracas, o que acaba enfraquecendo o impacto e faz muita coisa parecer que acontece só porque o roteiro quis.
Frances McDormand como Abby e M. Emmet Walsh como o detetive Visser são as únicas coisas boas desse filme, sendo Visser um personagem essencial para a trama, funcionando como o agente do caos que movimenta os acontecimentos com uma presença incômoda e calculista, enquanto Abby serve como ponto central dentro do conflito, ainda que pudesse ser mais desenvolvida e melhor explorada emocionalmente. O restante dos personagens é extremamente fraco e sem carisma, faltando peso dramático, camadas e maior aprofundamento, o que faz com que muitas das relações e decisões percam força ao longo do filme, diminuindo o envolvimento com a narrativa.
Enfim, tem uma ideia boa, que, se fosse melhor executada, com as motivações certas e com mais personagens secundários interessantes, poderia ser melhor, principalmente considerando o potencial da premissa dentro do gênero noir e das próprias características que os irmãos Coen desenvolveriam com muito mais segurança no futuro; ainda bem que é curto, porque acaba não se sustentando tanto quanto poderia e, se fosse mais longo, provavelmente se tornaria ainda mais arrastado.
Assistido em 23/04/2026
E Aí, Meu Cornão, Cadê Você?
Muito bom, e bastante divertido... suspense, comédia, e violência em torno da "honra" do marido machista, do amante "descontruído", e da mulher adúltera...
Assistido 40 anos após o lançamento, em tempos de disputas entre wokes e terraplanistas, em chatos tempos do politicamente correto, fica ainda mais divertido...
E, desde a década de 80 do século passado, já se previa que no final as mulheres é quem se dariam bem ... 😅😅😅
Curioso como no filme acontece bem pouca coisa, é quase um curta em matéria de conteúdo e mesmo assim chega a ter uma hora e meia sem soar que foi arrastado ou expandido ou vazio. É o primeiro dos Coen e de cara já tem a marca deles, no estilo, no roteiro, na condução. Lembra bem o Fargo, que é o famosinho deles nos anos 1990, mas achei essa daqui superior de memória. É mais simples na trama, mas a execução e os caminhos que a premissa tomam são bem interessante. Sim, o substrato é o mais clichê possível, traição, mas todos os movimentos do filme a partir daí são imprevisíveis. Em alguns momentos ficou sim um pouco confuso, mas nada tão prejudicial. É sangrento também e, sinceramente, achei ele bem noventista mesmo sendo lançado em 1984. Não consigo pensar em um outro filme da época que tenha esse estilo de filme de crime dos anos noventa, e, como não me lembro, posso até estar enganado, mas ele foi até bem inovador ou diferente do estlo dos filmes que estavam sendo lançados na época, mesmo os outros filmes de crime da época, como Taxi Driver ou Chinatown ou Scarface são bem diferentes. Este daqui tenta aproximar os personagens aos cidadãos comuns que acabam envolvidos no crime. É diferente e bem melhor do que eu achei que seria, não tinha muitas expectativas que os Coen iriam acertar logo na primeira produção mas, como disse, ela já tem bem o estilão deles, apesar de não ter um ausência do humor característico deles tão acentuado.
Nota: 8.9.