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2 Junho 2023Duração
Depois de descobrir que um professor é responsável pela súbita mudança de comportamento de seu filho, uma mãe invade a escola exigindo saber o que está acontecendo. À medida que a história se desenrola através dos olhos da mãe, do professor e da criança, a verdade surge gradualmente.
Filme intenso, com a história contada 3 vezes por 3 pontos de vista, achei que assim ficou um pouco longo, mas nada que negative filme.
Sobre o final do filme, veja o que o Diretor Hirokazu Kore-eda diz.
Revista 1883 Magazine: O diretor Kore-eda responde taxativamente: "Muitas pessoas me pararam em Cannes e disseram: 'Eles não morreram, morreram?'. Eles não morreram. Isto é eles se afirmando. E a luz pela qual eles correm é uma celebração disso".
The Korea Times: Em entrevista internacional divulgada pelo jornal coreano, Kore-eda explica que a cena final foi feita para abençoar os personagens por se libertarem das pressões sociais. Ele detalha inclusive uma mudança técnica: originalmente, eles olhariam diretamente para a câmera (foto que ilustrou o pôster oficial). Porém, ao encaixar a música "Aqua", de Ryuichi Sakamoto, ele sentiu que deixá-los correndo livremente sem olhar para trás transmitia um sentimento muito maior de celebração à vida.
SydneysBuzz (via Relatos do Festival de Cannes): Registro da jornalista Sydney Levine durante a recepção do filme no Festival de Cannes. Ela questionou o cineasta sobre o destino de Minato e Yori e obteve a resposta: "Quando estávamos fazendo o filme, assumimos que eles sobreviveram e que estavam bem".
Revista AnOther Magazine: Nesta matéria, Kore-eda revela que o roteiro levou três anos para ser escrito e teve finais alternativos. Em uma das versões, a mãe e o professor de fato resgatavam fisicamente os garotos de dentro do vagão. No fim, a equipe preferiu um desfecho poético onde eles simplesmente "escapam" das mãos e do controle do mundo adulto para se aceitarem por conta própria, mantendo a sobrevivência literal intacta.
Delicadamente dilacerante.
Falta alto sem gritar.
Muito interessante poder ver filmes de outros países tão distantes da nossa cultura e mergulhar um pouco em como as questões sociais e culturais são tratadas e vistas naquele lugar.
Como disse a revisora abaixo, a gente termina engasgado, mas o filme te esfrega na cara de maneira sutil, e você abraça o dilema dos personagens de forma gradual e natural.
“(…)A gente não sente mais dor”.
Obra prima.
Eu já estava preparada para a narrativa em três linhas temporais/pontos de vista.
A ordem de exibição dessas linhas também foi uma escolha acertada. Trazendo questões familiares, escolares e até, enfim, as questões individuais/pessoais.
É uma história simples, vistas tantas vezes.
De bullying, de auto proteção, auto preservação.
Mas terminei engasgada, ainda que a cena tenha sido linda.
Porque o futuro é um saco.
Que monstro é esse que se parece tanto comigo…?
De previsível proeza técnica, Monster se desvencilha de uma aparente esterilidade emocional para evocar os sentimentos mais diversos.
Seja atento pela tensão, ou entregue ao núcleo emocional da trama, o espectador é forçado a sentir algo que não necessariamente tem a ver com o que se desenrola na tela, mas que o encara no fundo dos olhos…inquirindo.
São tantas camadas! Interessante ao decorrer do filme o que foi mostrando os fatos e de acordo com cada narrativa dos personagens