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Data de lançamento
31 Maio 2016Duração
A Globo trabalha a todo vapor na escolha do elenco de “Haja Coração”, título provisório do remake de “Sassaricando” (1987), que será exibido na faixa das 19h.
Segundo o “NTV”, caberá a Malvino Salvador o papel de Apolo, interpretado originalmente por Alexandre Frota. Na adaptação da trama, alguns personagens originais também darão as caras.
É o caso de Rebeca, que agora será vivida por Malu Mader. Na primeira versão, Tônia Carrero deu vida à estilista que se envolvia com Aparício Varela (Paulo Autran).
O papel de Tancinha, que até poucos dias era destinado a Monica Iozzi, tem fortes chances de ficar com Isis Valverde. A atriz, aliás, já estuda a sinopse da novela. Tatá Werneck deverá ser Fedora.
Já Christiane Torloni será Aldonza, encarnada na primeira versão por Lolita Rodrigues. Antes espanhola, a personagem será italiana e marcada como a primeira ‘popularesca’ vivida pela atriz. A troca de nacionalidade fará com que seu filho na história, Guel (Edson Celulari), chame-se Giovanni, agora vivido por Chay Suede. Chay fará par com Agatha Moreira, a Camila, originalmente defendida por Maitê Proença. No ar em “Babilônia”, Marcello Melo Jr. interpretará Tadeu, amigo de Apolo, que há 28 anos foi vivido por Roberto Bataglin.
Prevista para o segundo trimestre de 2016, “Haja Coração” terá texto de Daniel Ortiz, autor de “Alto Astral”, e substituirá “Totalmente Demais”.
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Fracasso da reprise de "Haja Coração" corrigiu uma injustiça do passado
Resolveram repetir a estratégia que funcionou em 2016: duas novelas das sete de sucesso em sequência. Há quase cinco anos, "Totalmente Demais" era um fenômeno de repercussão. Foi substituída por "Haja Coração", uma produção tão popular quanto a anterior, e de qualidade bastante inferior. A trama de Daniel Ortiz acabou com um décimo a mais na média de audiência que o produto de Rosane Svartman e Paulo Halm (27,5 pontos, enquanto a antecessora marcou 27,4). Como era de se esperar, a estratégia da Globo não deu certo com as reprises. A primeira conseguiu fazer ainda mais sucesso que em 2016 (obteve 29 pontos de média). Já a segunda conseguiu apenas 25 pontos.
Após seu bom trabalho como estreante em "Alto Astral" (2014), Daniel Ortiz apresentou um início promissor de seu segundo folhetim. Havia ali todos os ingredientes de uma deliciosa novela das sete. E o primeiro mês foi animador, onde a dupla formada por Fedora e Teodora logo se destacou, assim como o trio impagável de amigas interesseiras formado por Rebeca, Penélope e Leonora (Ellen Roche). A composição de Mariana Ximenes como Tancinha também agradou e parecia uma ótima protagonista, tendo ainda a rivalidade com Fedora como um dos atrativos. Os erros observados em alguns núcleos paralelos deslocados e na história cansativa do mocinho Apolo pareciam pequenos diante dos acertos.
E, ao longo dos meses, Ortiz começou a dar claros sinais de falta de domínio de seu enredo. Os problemas começaram a crescer e até mesmo os pontos positivos começaram a ficar negativos.
A falsa morte de Teodora
O romance de Fedora e Leozinho ficou repetitivo, Lucrécia passou a protagonizar situações cansativas indo atrás do seu marido, que a rejeitava, e até mesmo a vilania de Gigi se esvaziou depois que fez seu discípulo Leozinho se casar com Fedora. Já Aparício começou a protagonizar cenas de armações bobocas para conquistar Rebeca se fingindo de faxineiro.
A trama de Tancinha se mostrou rasa para protagonizar a novela.
A personagem começou a história investigando o desaparecimento do seu pai e até invadiu a festa de aniversário de Fedora para cobrar satisfações. E, pouco depois de um mês, não tocou mais no assunto. A situação parece ter sido esquecida pelo autor. Ela passou a ficar 'divididinha' entre Apolo e Beto e seguiu assim até o final.
Até mesmo as aulas de balé que passou a ter por volta da metade de trama não era fruto de seu sonho, ou objetivo de vida, e sim de sua mãe. E a rivalidade inicial com Fedora foi desprezada ao longo dos meses. Elas mal contracenaram, mesmo tendo rendido cenas ótimas juntas. A inimizade da patricinha rica com a feirante pobre tinha tudo para render bastante, o que não ocorreu
O roteiro do trio de amigas, juntamente com a empregada Dinalda, se mostrou limitado para tantos meses no ar.
O resultado foi a perda de destaque delas, incluindo a inserção de Rebeca em repetitivas idas e vindas com Aparício, a separando sutilmente das demais. A única que conseguiu manter situações atrativas foi Leonora, que passou a formar uma dupla com Dinalda, protagonizando divertidas cenas em busca da fama. A participação da ex-bbb Ana Paula acabou dando um gás para o contexto que cercava a fictícia ex-Casa de Vidro. Já Penélope formou um lindo casal com Henrique, e o autor não criou bons conflitos para o par, que acabou deixado de lado, lamentavelmente. Só nas semanas finais houve a entrada da mãe esnobe do rapaz (vivida pela ótima Sônia Lima), proporcionando boas cenas com a futura nora. Mas era tarde e a falta de aproveitamento de um casal que havia funcionado ficou claro.
O triângulo envolvendo Camila (Agatha Moreira), Giovanni e Bruna (Fernanda Vasconcellos) foi outro ponto que Ortiz desperdiçou.
O casal "Gimila" emplacou logo no início, só que a demora no desenvolvimento de todo o contexto da explosão do Gran Bazar, o mal aproveitamento da psicopatia de Bruna e as constantes perdas de memória de Camila deixaram a situação cansativa.
Bruna tentou matar Camila, foi frustrante em virtude da equivocada direção de Fred Mayrink, que tirou todo o impacto do embate das rivais com um trilha não condizente. A cegueira de Giovanni em cima dos surtos de Bruna também pecou pela falta de verossimilhança, assim como os apagões de memória que Camila sempre tinha
Já o núcleo do Apolo desde o início foi fraco e se manteve assim ao longo da trama.
A paixão do personagem pelas corridas implicava em cenas desinteressantes e o conflito entre Nair e Adônis ---- o filho que sentia vergonha da mãe ---- era exatamente o mesmo vivido pela mesma atriz em "Alto Astral". Para culminar, só no penúltimo capítulo a mãe soube que o rapaz não usou o seu dinheiro para pagar a faculdade e sim curtir a vida ---- uma situação forçada, por sinal, foi Adônis descobrir que, ao contrário dos irmãos, não era adotado e sim o filho renegado pela mãe (isso só serviu para inverter os papéis, o transformando em vítima, sendo que sempre foi um filho racista e ingrato). Outro equívoco que merece ser citado foi o péssimo personagem dado a Conrado Caputo, depois do sucesso do Pepito em "Alto Astral". O ator ficou avulso o tempo todo na pele de Renan (inicialmente um vlogger fracassado e depois ajudante da cantina de Tancinha), assim como Marcella Valente, intérprete da Larissa, irmã de Apolo e Adônis./spoiler]
Ainda citando perfis avulsos, vale mencionar o drama dos irmãos Carol (Bruna Griphao), Nicolas (Henry Fiuka) e Bia (Melissa Nóbrega). O núcleo sempre ficou deslocado na história e parecia pertencer a uma novela paralela. O absurdo da situação também abusava da inteligência do telespectador, afinal, não tinha como acreditar [spoiler]que os três conseguiram esconder dos vizinhos por meses a morte do pai. Já na reta final, a adoção do trio serviu para mexer no triângulo formado por Tancinha, Beto e Apolo, uma vez que todos quiseram adotá-los.
E, em meio a tantos problemas de desenvolvimento, Daniel Ortiz acertou em cheio na condução do romance de Shirlei (Sabrina Petraglia) e Felipe (Marcos Pitombo), virando o melhor casal da história. A personagem caiu no gosto popular e se transformou no maior sucesso da novela. Curiosamente, foi o único perfil que não veio de "Sassaricando" e sim de outra novela de Silvio de Abreu: "Torre de Babel". A menina que tinha uma deficiência na perna foi a Cinderela da trama das sete e formou o melhor casal da história junto de Felipe, praticamente a reencarnação do príncipe encantado. O par era tão bom que teve três vilãs para separá-lo: a patricinha Jéssica (Karen Junqueira), a invejosa Carmela (Chandelly Braz) e a arrogante Vitória (Betty Gofman). A ex-namorada e a mãe de Felipe, juntamente com a irmã de Shirlei, atrapalharam muito o romance, movimentando o núcleo, que virou o melhor do enredo de longe, ofuscando o triângulo central. Foi a única parte da produção que se manteve atrativa ao longo dos meses, no melhor estilo conto de fadas. Sabrina deu um show em cena e viveu um grande momento na carreira. Foi o maior destaque do folhetim, esbanjando química com Marcos Pitombo. Os verdadeiros mocinhos.
O elenco teve bons nomes e alguns sobressaíram, embora nem todos tenham tido o destaque merecido.
Marisa Orth pôde exercer uma faceta dramática pouco explorada através da batalhadora Francesca; Grace Gianoukas foi a grata surpresa da novela e deu um show na pele da arrogante Teodora (até um spin-off na streaming ganhou); Chandelly Braz brilhou vivendo a complexa Carmela (cuja vilania teve explicação na hora que sua culpa pelo problema na perna de Shirlei foi revelada); Agatha Moreira se destacou vivendo a Camila "boa" e a Camila "má"; Karen Junqueira fez uma Jéssica odiável; Bruna Griphao emocionou com o drama de Carol; Malu Mader, Carolina Ferraz, Ellen Roche e Renata Augusto formaram um ótimo quarteto; Tatá Werneck e Gabriel Godoy tiveram uma evidente sintonia; João Baldasserini se destacou vivendo o seu primeiro perfil cômico na carreira; e a participação de Cristina Pereira interpretando a tia Safira engrandeceu o núcleo Abdala. Já Mariana Ximenes, apesar do enredo fraco, conseguiu compor uma Tancinha carismática. Pena que Cláudia Jimenez, Conrado Caputo e Marcelo Médici não foram valorizados como mereciam.
A reta final da novela expôs com maior nitidez a barriga da produção. O autor quis guardar tudo para o fim, resultando em uma correria que comprometeu todo o conjunto, deixando vários desfechos superficiais e decepcionantes.
A entrada de Guido no último mês foi um erro grave, implicando em resoluções forçadas. O público não teve tempo de acompanhar os possíveis embates entre ele e Francesca, muito menos a reaproximação do pai com os filhos. Para piorar, uma das revelações mais aguardadas não teve impacto algum: a cena em que Guido conta para Shirlei que é seu pai verdadeiro não chocou ninguém, nem Felipe, que é enteado do sogro. A situação foi resolvida em poucos minutos, ficando nisso. E nem deu para ver a reação de Carmela porque foi a única filha que nem soube da volta dele.
depois da revelação sobre a culpa da vilã na deficiência da irmã.
E toda a resolução do triângulo Bruna, Camila e Giovanni foi feita de forma primária.
O último embate entre a filha de Gigi e a psicopata foi muito mal dirigido, implicando em cenas sem qualquer impacto. Após ter mantido Giovanni preso, a víbora levou um golpe de Camila e acabou morrendo queimada em uma explosão.
, que sofreram um acidente de carro depois que sequestraram Carmela em um tempo recorde ---- Carmela ligou para avisar que contaria tudo para a polícia (sobre a armação contra Shirlei) e em menos de 30 segundos foi pega pela vilã.
O ponto positivo do final foi a sequência do casamento de Shirlei e Felipe, repleta de clichês, fazendo jus ao que o casal representou. A delicadeza esteve presente e os atores emocionaram.
A reconciliação de Shirlei e Carmela também merece menção, comprovando que o enredo da menina com um problema na perna foi realmente o mais rico da trama ---- e claramente copiado de "Torre de Babel". Já a dúvida de Tancinha se arrastou até o final, dominando todo o último capítulo. Como já estava claro no roteiro, ela ficou com Apolo, dispensando Beto. O atrapalhado filho de Penélope,
E Teodora abriu mão de sua fortuna, indo morar com Tarzan na ilha onde se conheceram. A melhor cena do desfecho foi a reconciliação de Tancinha e Fedora, sendo necessário destacar Tatá Werneck e Mariana Ximenes.
"Haja Coração" foi um sucesso de audiência em 2016, agora os números altos não refletiram a qualidade da mesma. Não foi uma novela ruim. O saldo geral é mediano, levando em consideração os erros e os acertos. E, tinha tudo para ter sido um folhetim excelente, pois apresentou todos os ingredientes necessários de uma deliciosa trama das sete. Só que o desenvolvimento equivocado de vários personagens e núcleos prejudicou muito o conjunto. O fracasso da reprise, no caso, acabou corrigindo a injustiça de quase cinco anos atrás. Afinal, essa produção jamais mereceu uma audiência maior que o fenômeno "Totalmente Demais", mesmo que por apenas um décimo.
está sendo muito bom rever a novela, gosto muito das três solteironas acho uma graça, também Apolo e Tancinha !!
Reprise comprova que Shirlei e Felipe foram os verdadeiros mocinhos de "Haja Coração"
"Haja Coração" teve um ótimo início em 2016, mas foi perdendo o rumo ao longo das semanas e a reprise comprova. Essa queda de qualidade pôde ser observada principalmente através do desenvolvimento de vários casais da história ---- muitos deles começaram promissores e tiveram o enredo estagnado. Já o par protagonista, composto por Tancinha (Mariana Ximenes) e Apolo (Malvino Salvador), cansa pela repetição desde o começo do folhetim. Porém, em contraponto a tudo o que foi mencionado, Daniel Ortiz criou um casal que caiu nas graças do público assim que surgiu e roubou o protagonismo: Shirlei e Felipe.
Os personagens interpretados com competência por Sabrina Petraglia e Marcos Pitombo protagonizam um dos enredos mais clássicos dos contos de fadas: o da gata borralheira em busca do seu príncipe encantado. É uma situação que transborda clichê, mas sempre funciona quando bem construída. E foi o caso da novela. Aliás, embora seja um remake de "Sassaricando" (1987), Shirlei não pertencia ao folhetim das sete de Silvio de Abreu. Mas fazia parte de outra novela do autor, do horário das nove: "Torre de Babel" (1998). A menina ingênua que tinha um problema na perna foi vivida na época por Karina Barum, fazendo um grande sucesso ---- a música "Corazón Patío", de Alejandro Sanz (tema da personagem), estourou.
Ao inserir Shirlei no contexto de "Haja Coração", o autor se viu obrigado a criar uma trama e não simplesmente seguir com a obra original. E foi algo bem positivo, ainda mais levando em consideração os erros que Daniel Ortiz cometeu com vários perfis e enredos da sua história, muitas vezes tentando repetir situações de 1987 que não funcionaram ---- vide o sumiço de Teodora (Grace Gianoukas) e toda a trajetória de Aparício (Alexandre Borges).
E todo o contexto que cerca a personagem é, propositalmente ou não, digno de uma mocinha de novela. Portanto, não demorou para a menina assumir esse posto com louvor. Ela e Felipe, que se comporta como o verdadeiro mocinho do enredo.
O rapaz está sempre com um sorriso no rosto, é solícito, transborda integridade e trabalha na empresa de Beto (João Baldasserini). Vale mencionar que o personagem demorou para entrar na novela, juntamente com a sua até então namorada, a patricinha Jéssica (Karen Junqueira). Foi só com a chegada dele que a trama da Shirlei deslanchou, pois a situação em torno da paixão platônica por Adônis (José Loreto) já estava cansativa. E o primeiro encontro do casal representou o clássico "Cinderela", da Disney. Isso porque o bom moço quase atropelou a menina, que acabou perdendo sua bota ortopédica em um bueiro, durante uma forte chuva. Felipe pegou o sapato e passou a procurar a moça para devolvê-lo.
Após muita procura e vários desentendimentos (a garota chegou a achar que estava debochando de sua deficiência), os dois finalmente se 'entenderam' e o rapaz devolveu a famigerada bota. O encontro se deu por uma 'coincidência' digna de folhetins: ela passou a trabalhar na casa dele como empregada. E não demorou para o interesse mútuo se manifestar, despertando o ciúme de Jéssica. Foi a partir de então que começou o calvário da mocinha, encarnando de vez a gata borralheira. A patricinha fazia de tudo para diminuir a funcionária e até a obrigou a subir vários andares de escada, carregando compras pesadas, ignorando seu problema na perna. A vilã encarnou de vez a madrasta da Cinderela, fazendo jus ao contexto da trama de Shirlei.
Para culminar, a filha de Francesca (Marisa Orth) é constantemente alvo da irmã Carmela (Chandelly Braz), que sempre faz questão de humilhar a caçula. Ainda há a presença do já citado Adônis, sujeito aproveitador que nunca retribuiu os sentimentos de Shirlei ---- mas depois passou a enxergá-la com outros olhos, virando mais um obstáculo para o casal. Outro ponto é a chegada da mãe de Felipe, interpretada por Betty Gofman. A nova personagem não admite o romance, pois sabe que a menina é filha de seu marido, Guido (Wernner Schunemann) ---- o desaparecimento dele é um dos mistérios da história. Portanto, fica claro que Shirlei tem um enredo próprio muito mais atrativo do que todo o restante da novela, que se mostrou bastante equivocada.
E uma ironia do 'destino' é ver o casal Shirlipe ofuscando o par protagonista, exatamente como ocorreu em "Sassaricando", reprisada atualmente pelo Canal Viva. Porém, curiosamente, na época, era o triângulo formado por Tancinha, Apolo e Beto que apagou o protagonismo de Aparício. Agora, o trio amoroso virou protagonista, mas de nada adiantou, pois foi ofuscado pelo casal de coadjuvantes. Ou seja, os personagens cresceram na obra original e no remake (por razões óbvias) entraram para o núcleo principal. O imponderável novamente se fez presente.
Os atores são ótimos juntos e a sintonia da dupla se evidencia em todos os momentos. A troca de olhares é outro ponto que enriquece o relacionamento que demorou bastante para finalmente acontecer. Ainda assim, valeu a espera. O aguardado beijo foi bonito e valeu ter visto atores não tão 'conhecidos' em destaque. Afinal, a atriz estreou no SBT em 2010, quando viveu a Terezinha em "Uma Rosa com Amor". Foi para a Globo no mesmo ano, onde teve uma pequena participação em "Passione". Também fez uma ponta em "Flor do Caribe" (2013), também atualmente reprisada, até ganhar a Itália em "Alto Astral" (2014), estreia de Daniel Ortiz como autor solo. Ela brilhou e acabou conquistando a ótima personagem posteriormente.
Já Marcos Pitombo é mais experiente, pois é revelação da temporada de 2006 da "Malhação". Depois do sucesso no seriado adolescente, foi para a Record, onde esteve em seis novelas: "Os Mutantes" (2008), "Os Mutantes: promessas de amor" (2009), "A História de Ester" (2010), "Vidas em Jogo" (2011), "Pecado Mortal" (2013) e "Vitória" (2014). Porém, é inegável que atuar fora da líder não dá a mesma visibilidade. O ator voltou para a Globo em 2015, onde fez uma breve participação na fracassada "Babilônia", e aproveitou a chance como o carismático Felipe. Não é por acaso que o personagem, mesmo não aparecendo tanto, ofuscou a figura de 'galã' de Apolo. Aliás, o casal se sobressaiu com grande facilidade, virando o melhor par do enredo com larga vantagem. Tanto no quesito química, quando na questão do desenvolvimento do romance.
Shirlei e Felipe (Shirlipe para os 'shippers') representam o amor puro dos contos de fadas e o imenso sucesso do casal apenas comprova que o clássico, quando bem feito, funciona sempre. Os dois viraram os verdadeiros mocinhos de "Haja Coração", protagonizando a melhor história da novela, com direito a cenas românticas, maldades de vilões e questões envolvendo a baixa autoestima de uma menina com deficiência. Sabrina Petraglia e Marcos pitombo fizeram por merecer todo o êxito do par, que é o único drama da novela que tem valido a pena rever.
Uma cópia fajuta, pobre e de pessimo gosto esse remake..
E pra piorar ainda mais colocam a chata da Tata Werneck como a protagonista deste grande clássico ao lado da atriz que deu vida a personagem em 87? Piada ou vergonha alheia? Sério isso mesmo???? Hahah.
Tinha esquecido de como a Tancinha era irritante haha. O Apolo também não fica atrás. A Fedora bem exagerada fica meio cansativo com o tempo. O resto da novela eu gosto bastante e tô achando legal rever.