Em 1935, num lugar remoto do Paraguai, o casal de idosos Candida e Ramón espera pelo filho que foi lutar na Guerra do Chaco. Faz muito calor, e eles também anseiam por chuva, que foi anunciada, mas nunca chega, assim como também o vento, que nunca sopra. Ele corta cana, ela cuida da casa, e o cachorro nunca pára de latir. Eles continuam esperando por tempos melhores. Ramón é otimista, Candida acredita que o filho já esteja morto. As cenas se repetem monotonamente a cada dia.
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A chuva e o filho que não vêm, as bonanças do petróleo que não existia. Uma linda alegoria da Guerra do Chaco e da vitória pírrica dos paraguaios.
Os corpos que não gesticulam a fala. Ex-isto. Espíritos que vêm nos contar de vivências passadas. O filme é todo falado em jopara, a variação coloquial que mescla os dois idiomas oficiais do Paraguai, o guarani e o espanhol. A palavra "guerra", ao menos no filme, é sempre dita em espanhol.
Introspectivo, humanista, gigante dentro de sua simplicidade....lembrei um pouco do meus pais e me emocionei.....
Estranhamente lente e ao mesmo tempo interessante. Ainda que priorize mais os diálogos que as imagens, cria uma obra bem fora do comum. Nota 6,0.
Obra experimental do desconhecido cinema paraguaio. A câmara parada e a falta de ação exigem muito esforço do espectador, mas os diálogos em off falados em guarani, apesar de causarem um certo estranhamento, revelam-se comoventes.
Como num quadro: fixidez e (i)mobilidade. Paleta sóbria e serena. Uma pequena obra de arte em silêncio audível. Diálogos poéticos: poucos e precisos. “Um silêncio em que convergem solidão e tristeza…”(Paz Encina). “Um suave vento/muito suave/batendo em nossas costas” A beleza exata das coisas.