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Data de lançamento
18 Maio 2011Duração
A região de Asuka é o berço do Japão. Antigamente, lá viveram aqueles que passavam suas vidas em meio à espera, uma população que acreditava que os deuses viviam em três pequenas montanhas: os montes Kagu, Unebi e Miminashi. No tempo presente, Takumi e Kayoko herdaram as esperanças não realizadas de seus avós. Suas existências dão continuidade à História dos tempos.
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Apesar de eu ser obcecado pela diretora, por algum motivo, não conhecia este filme... Partindo do mesmo pressuposto sobrenatural (ou melhor, anímico) da narrativa, talvez não seja por acaso: eu precisava ser arrebatado por este filme, no cotejo com algo que me afligia pessoalmente. E fui: para mim, a despeito da sutileza da abordagem, para além do registro demarcado pelas intervenções da natureza, foi como se eu acompanhasse uma história de terror relacional, uma espécie de versão japonesa do clássico POSSESSÃO, de Andrzej Zulawski. Por vezes, era como se eu não estivesse entendendo a trama, logo explicada/justificada por seu caráter circular. As marcas registradas da direção kawaseana são verificáveis, mas achei a abordagem distinta, atordoante. Fiquei impactado, sob efeito. E tive a sorte de participar de um debate entusiasmado após a sessão... Cineclubes salvam vidas! (WPC>)
- adorei como a diretora se utiliza da natureza local, fauna e flora, como parte da narrativa
- admiramos a beleza das paisagens e a linda fotografia, mas é quando a tempestade começa que vemos como isso conversa com a trama da protagonista
- assim como os passarinhos fazendo um ninho e procurando um par
- os posicionamentos de câmera são um show a parte, as vezes nos faz estar junto, vivendo o mesmo que os personagens, em outras parece que estamos bisbilhotando a vida alheia
Indicado a Palma de Ouro no Festival de Cannes. O filme se passa na região de Asuka, considerado o berço da civilização japonesa, por isso a forte conexão com antepassados, história e a herança tanto dos personagens trabalhado de forma poética pela diretora. Mas achei que o filme dispersa demais, preferi o Mães de Verdade com uma narrativa mais fundada na realidade. O título é uma palavra antiga que significa um tom de vermelho, especificamente um vermelho profundo ou carmesim, o que faz todo sentido. Yosano Yakiko, uma das poetisas modernas mais importantes do Japão utilizou esta palavra em um famoso poema. Os personagens são muito etéreos, não consegui criar uma conexão muito profunda com eles, mas há detalhes que encantam os olhos, como o pássaro na gaiola em contraste com os pássaros livres na casa de seus respectivos amores. Diz muito sobre o sentimento que eles impactam sua vida. Um filme bonito, mas que poderia ser mais amarrado.
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Incrível como Kawase dificilmente se utiliza de palavras mas consegue exprimir notoriamente o cilo da vida, embate entre velho x novo, a relação cheia de dualidades do homem com a natureza e no caso especifico de Hanezu, como as vidas anteriores de certa forma moldam as gerações subsequentes.
impressionante