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Data de lançamento
24 Ago. 2014Duração
Viciada em heroína e moradora de rua, Harley (Arielle Holmes) tenta, mas não consegue se livrar do vício e do namorado abusivo Ilya (Caleb Landry Jones). Entre euforias químicas, brigas e surtos violentos, ela busca grandes momentos, aquela arrebatadora beleza econtrada em lugares inesperados.
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Filme: Amor, Drogas e Nova York
País: EUA
Ano: 2014
Diretor: Irmãos Safdie // Visto no dia 10/08/2023
Um filme forte, pesado, mas necessário. Pode ser considerado um filme comum, previsível pela temática, mas a questão é: há vários filmes com o mesmo tema, mas o que muda de um para o outro é a abordagem. A abordagem pode funcionar como não funcionar. Aqui mesmo com falhas de roteiro, diálogos mal construídas em algumas cenas, sim, é um filme que funciona. Ele é um retrato bastante realista, comum que acontece com milhares de pessoas no mundo, ainda mais nos EUA que tem muito usuário de entorpecentes: pessoas doentes, sem expectativas e dominadas pelo vício. Filme muito reflexivo, pois conta a história de jovens envolvidos nesse mundo caótico, em um fundo do poço sem fim, potenciais desperdiçados em um labirinto sem fim de vício e loucura. Aqui fala das relações tóxicas, pessoas tóxicas com atitudes tóxicas, com consequências muito ruins através de suas escolhas, atitudes. O filme tem o tom documental que citei por conta do realismo do filme em falar de todo esse contexto. E pensar que isso é comum nas famílias, tenho até familiaridade sobre o assunto. Tristeza enorme. Filme é curto, fala bem do assunto, traz todas as nuances dessa vida turbulenta. Vale a pena assistir.
Nota: 7,0
A vida imita a arte: o ator que faz o Mike morreu em 2024 por envolvimento com drogas.
odio desses cracudos
Puro suco de 'mumblecore', como dizem por aí. O tipo de filme que só permite duas reações: ame ou odeie - e cabe a mim ficar no meio-termo (risos). Interessante o ponto de partida biográfica, que reconstitui o livro de memórias da protagonista. O modo de progressão cumulativo dos problemas demarca a autoralidade dos realizadores, conforme perceberemos nos trabalhos posteriores. Porém, se a direção é fascinante, há algo no roteiro que não funciona tanto, não obstante o seu esforço por ser realista e verossímil. Alguém chega e ouve a pergunta: onde tu estavas?". A resposta: "seu filho da puta, cadê o meu papelote?". A tendência à falha de comunicação repete esta cadência, até culminar naquela escandalosa cena do ônibus, que leva ao píncaro o desamparo pós-platônico que testemunhamos desde a seqüência inicial, da tentativa de suicídio em ode ao perverso Ilya (numa das características entregas psicóticas do competente Caleb Landry Jones). É um filme estranho e convencional, ao mesmo tempo. Parecido com tantos outros, pois é um tema recorrente, mas original no modo como adota um estilo de montagem que converter-se-ia em marca registrada dos realizadores, hoje separados. Talvez, numa revisão, eu goste mais: mesmo que eu tenha parecido incomodado durante a sessão, por enfrentar situações similares em meu dia a dia, não paro de pensar no filme desde que a sessão terminou. Pois a realidade fica - e ela é melhorada após a intervenção cinematográfica, mesmo que esta seja voluntariamente trágica. Eis algo que repetir-se-á em todos os filmes da dupla: a consciência de que escolhas erradas trazem consigo más consequências. Marty Mauser, aos gritos, que o diga! (WPC>)
É um retrato oficial de boa parte da humanidade.Problemas e mais problemas muito bem retratado pelos Safdie.Outro bom trabalho.
>Assistido em 27 de Agosto de 2025