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Helena é uma telenovela brasileira produzida e exibida no horário das 18 horas pela Rede Globo de 5 a 30 de maio de 1975, em 20 capítulos, substituindo A Patota e sendo substituída por O Noviço. Foi a 4ª "novela das seis" exibida pela emissora.
No ano de 1859 morre o conselheiro Vale, figura da primeira classe da sociedade do Segundo Reinado, homem bem relacionado e respeitado. Ele deixa um filho, Estácio, de 27 anos, e uma irmã, D. Úrsula, que desde a morte da cunhada cuidara com desvelo da bela chácara em que vivem, no Andaraí.
Nomeados testamenteiros os melhores amigos do conselheiro, o Dr. Camargo, médico igualmente bem relacionado, e o Padre Melchior, grande amigo da família. A abertura do testamento é marcada para o dia seguinte ao enterro e cercada de suspense, criado pela expectativa de Camargo, visivelmente preocupado com um possível “erro”, que poderia o amigo ter deixado para revelar somente após sua morte.
A leitura do testamento revela uma segunda filha do conselheiro Vale, Helena, nascida de uma união até então desconhecida de toda a família. Enquanto Estácio aceita o último pedido do pai – levar Helena para morar na chácara e tratá-la com muito carinho – Úrsula e o Dr. Camargo ficam contrariados. A irmã do conselheiro vê na jovem uma intrusa e usurpadora, enquanto o médico, pai de Eugênia (noiva de Estácio), também se mostra contra a ideia.
No entanto, o testamento é obedecido e Helena sai do colégio para morar na chácara, onde começa a mudar a vida de todos.
Helena e Estácio apaixonam-se, mas o rapaz sente-se culpado, acreditando ser irmão da moça. Helena, contudo, sabe que não é filha de Vale. O conselheiro teve um romance secreto com sua mãe e prometeu perfilar a menina e tratá-la com carinho. A atitude esquiva de Helena, que se encontra às ocultas com seu pai legítimo, Salvador, faz com que se desconfie que ela tem um amante.
No final, embora perdoada por Estácio, que descobre a verdade, Helena morre em consequência de uma febre nervosa.
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O que sobrou, mostra que era uma obra bastante delicada e até mesmo sofisticada.
Adaptação ok de uma história de Machado de Assis que também considero morna, mas os atores defendem bem os seus personagens e a abertura é bonitinha. Gilberto Braga ainda estava dando os seus primeiros passos como autor.
Os resumos narrados no começo de cada capítulo ajudaram um pouco a suprir a ausência dos capítulos perdidos. 20 capítulos foram mais do que suficientes para a história, e os 4 existentes conseguiram dar a ideia geral do que foi a novela. Fair enough.
Mesmo assim, a cara de pau da Globo de não ter tido a decência de preservar uma novela tão curta chega a ser patética. Pode até ser que essa novela tenha queimado no incêndio fatídico de 1976, mas com tantos descartes propositais dos anos 70, fica difícil saber o que foi perdido e o que foi deletado.
Descanse em paz, Lúcia Alves!