Will Kane (Gary Cooper) é um xerife que fica sabendo na hora de seu casamento que ao meio-dia chegará um trem trazendo Frank Miller (Ian MacDonald), um criminoso que mandou para a cadeia e planeja se vingar. Apesar de Amy (Grace Kelly), sua noiva quaker, argumentar que devem ir embora, ele acha que fugirá para sempre se não enfrentar a situação. A população (com raras exceções) se refugia sem ajudá-lo, apesar dele pedir aos cidadãos para enfrentarem o pistoleiro e seus cúmplices.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Um dos meus 5 faroestes prediletos!
Conheci mais ou menos no meio da década de 90 (quem garante que não assisti no anos 80?), e de 2001 para cá, revi em 2004/6/10/12/14/17 e agora de novo em 2026! Aula de cinema, vide roteiro, trilha, elenco, edição, fotografia e direção!
Kane é uma antítese da Jornada do Herói mitológico tradicional. O "Mundo Comum" que ele construiu desmorona ao seu redor. Ele sobrevive, mas perde a fé na comunidade humana que jurou proteger
"Eu não sou um homem corajoso, mas não vou fugir." (Will Kane)
"Você arrisca sua pele pegando assassinos e os júris os libertam para voltarem e atirarem em você." (Juiz Percy) - A falibilidade das instituições e a futilidade cíclica do sistema atual de justiça
A edição de Elmo Williams e Harry Gerstad é magistral. A inserção constante de relógios em tique-taque cria um thriller asfixiante onde o antagonista principal é o tempo
Vencedor do Oscar pelo papel, Cooper, sofrendo de úlceras na época, entregou uma fisicalidade dolorosa. Cada ruga e gota de suor em seu rosto comunica o peso do mundo
A música "Do Not Forsake Me, Oh My Darlin'" de Dimitri Tiomkin funciona como um coro grego, narrando o conflito interno do protagonista e unificando a narrativa
Dever Cívico Vs. Apatia. O Fim do Mito do Velho Oeste.
Embora belíssima e icônica, Kelly entrega uma performance que, em alguns momentos, soa engessada e acadêmica, especialmente quando contrastada com a vitalidade visceral de Katy Jurado
Frank Miller (Ian MacDonald) e seu bando quase não têm falas ou desenvolvimento. Eles funcionam puramente como arquétipos de uma força da natureza implacável, o que empobrece a complexidade do lado "vilão" da trama
A análise realista de que o mal deve ser enfrentado na raiz.
O destino do justo num mundo caído; a imitação de Cristo no Horto das Oliveiras.
O ato de jogar a estrela no chão como denúncia da hipocrisia social e afirmação da soberania da consciência.
Ao tomar uma decisão difícil, pergunte-se: "Estou escolhendo isso por razão ou por medo?"
Achar uma Grace Kelly aos 51 anos é uma das metas.
O senso de urgencia em tempo real é muito bom
O amargor de toda uma sociedade igrata pelos anos de serviço que ele dedicou também é triste
só o final é meio vazio
Reassistido via YouTube em 14/07/2026.
"Matar ou Morrer" é um clássico absoluto do cinema e uma obra-prima de tensão psicológica. Dirigido por Fred Zinnemann, o filme se passa praticamente em tempo real, aumentando o desespero do espectador. Gary Cooper brilha como o xerife abandonado pela própria cidade na hora do perigo. A narrativa funciona como uma poderosa alegoria à covardia coletiva e ao macarthismo da época. Seu desfecho é um dos mais emblemáticos da história de Hollywood.
No elenco de apoio, Grace Kelly, Katy Jurado, Lloyd Bridges, Thomas Mitchell, entre outros. Pela nostalgia, 5 estrelas. ⭐️⭐️⭐️⭐️⭐️
Não que o filme seja ruim, ao contrário, tem muitas coisas interessantes , em especial está questão de tudo acontecer em tempo real. Mas faltou algo no roteiro , ficou muito simples: foi, voltou, pediu ajuda não ganhou, lutou sozinho e aconteceu o que se esperava; sei lá faltou algo. Nota 6,0.