Esse filme envelheceu muito mal. Enfadonho e moralista, parece levar uma eternidade para chegar ao final, apesar de nem ter uma hora e meia. Ainda assim, vale pelo bom elenco e a belíssima fotografia em preto e branco, em especial nas cenas noturnas.
Comentei noutro lugar algo que impressionou-me bastante: o nome do diretor está espremido nos créditos entre o nome do músico e o do produtor, que aparece ao final. Isso evidencia que o filme foi atravessado por exigências produtivas bastante demarcadas e que a substituição do Renzo Rossellini pelo Giovanni Fusco interferiu na 'mise-en-scène' do cineasta, que, de fato, aparenta-se bastante ao estilo antonioniano primevo. Ainda que seja inequivocamente melodramático, condição indissociável da existenciabilidade concernente às posições conflitivas da mulher na sociedade, não é? A "sustentada" do enredo é muito bem interpretada por Barbara Laage, que atualiza a trama da dama das camélias de maneira primorosa. Mais uma vez, o diretor é hábil ao fazer com que saibamos mais que os personagens, a fim de que não os julguemos precipitadamente. A trilha musical supracitada é sublime, composta por instrumentos de sopro que convertem-se de dançantes em melancólicos em segundos. Maravilhoso! [inclusive, assisti a este filme sem saber que se tratava do famoso 'Traviata '53', tão mencionado em brigas célebres entre cinéfilos de outrora - risos] - WPC>
Daqueles romances crus que passam longe de típicos e enfadonhos melodramas exagerados comuns ao gênero. Confesso não faz muito o meu ideal como cinema mas sem dúvida agradará aos fãs de Sirk ou Haynes atualmente.
Esse filme envelheceu muito mal. Enfadonho e moralista, parece levar uma eternidade para chegar ao final, apesar de nem ter uma hora e meia. Ainda assim, vale pelo bom elenco e a belíssima fotografia em preto e branco, em especial nas cenas noturnas.
Comentei noutro lugar algo que impressionou-me bastante: o nome do diretor está espremido nos créditos entre o nome do músico e o do produtor, que aparece ao final. Isso evidencia que o filme foi atravessado por exigências produtivas bastante demarcadas e que a substituição do Renzo Rossellini pelo Giovanni Fusco interferiu na 'mise-en-scène' do cineasta, que, de fato, aparenta-se bastante ao estilo antonioniano primevo. Ainda que seja inequivocamente melodramático, condição indissociável da existenciabilidade concernente às posições conflitivas da mulher na sociedade, não é? A "sustentada" do enredo é muito bem interpretada por Barbara Laage, que atualiza a trama da dama das camélias de maneira primorosa. Mais uma vez, o diretor é hábil ao fazer com que saibamos mais que os personagens, a fim de que não os julguemos precipitadamente. A trilha musical supracitada é sublime, composta por instrumentos de sopro que convertem-se de dançantes em melancólicos em segundos. Maravilhoso! [inclusive, assisti a este filme sem saber que se tratava do famoso 'Traviata '53', tão mencionado em brigas célebres entre cinéfilos de outrora - risos] - WPC>
Daqueles romances crus que passam longe de típicos e enfadonhos melodramas exagerados comuns ao gênero. Confesso não faz muito o meu ideal como cinema mas sem dúvida agradará aos fãs de Sirk ou Haynes atualmente.