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Uma adaptação livre de "Dom Quixote". Durante a rodagem, a equipa de produção e o elenco embarcaram numa jornada cinematográfica e biográfica que espelha as experiências dos dois protagonistas do romance. Os paralelos entre estas duas jornadas formam o tema central do filme.
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“Amado Sancho, Quixote te ama. E Deus também”. Dom Quixote filme estrada, o Serra dá outro patamar ao romantismo, ao delírio, ao vazio e à vagância do herói do Cervantes. Gostei bastante.
É a transformação das figuras míticas de Dom Quixote e Sancho em pessoas comuns, com suas excentricidades e excessos. O diretor deixa de lado as famosas aventuras e peripécias da dupla e foca na espera e indecisão dos personagens, e talvez seja esse o grande mérito do filme.
Estéticamente lindo mas com um enredo pouquissimo interessante. Não notei dificuldade alguma no pacing do filme (a galera tá dizendo que é bem lento), é completamente aceitável para quem está acostumado com os filmes de Tarkovsky (do qual vi certa influência). Acabei ficando interessado pela obra do diretor e espero que ele tenha escolhido um tema um pouco mais cativante em seus filmes seguintes.
Me incomoda tamanha ignorância no Filmow as vezes.
O grandioso diretor Albert Serra produz mais uma obra-prima (tais como Crespià e Birdsong), dessa vez da grandiossísima obra-prima de Miguel de Cervantes, "Dom Quixote". Com seu ritmo demorado, Honra de Cavalaria leva o espectador a uma viajem dos sentidos, onde o tempo é relativo e deve-se compreender que a simplicidade da vida não é algo que deve ser descartado. É um filme arrastado e demorado, que apenas os grandes apreciadores de filmes inteligentes e livros de valor literário alto (como eu) poderão apreciar.
Ao contrário do que eu poderia esperar, vejo comentários nocivos em relação a essa majestosa iguaria que é o filme Honra de Cavalaria. Opiniões superficiais e infantis (tais como desse tal Carlos) são uma ofensa ao filme e ao diretor. Acredito que não é um filme para todo mundo, apenas para os que possuem algum intelecto.
Ainda bem que existe alguem (Igor Cardoso) que com um pouco de bom-senso, avisa a Carlos que deve deixar de perseguir obras de arte. Enfim, eu me demoro.
Gostaria que existissem mais seres humanos que pudessem aderir ao meu séquito de idolatria ao deleite que é esse filme. Mas vejo que os espectadores tornam-se cada vez mais acostumados e filmes de mastigados de explosão e de aventura. Me preocupo com o caminho que o mundo está tomando. A segregação (de acordo com amigo de nível intelectual igual ao meu) é perigosa e espreita a terra. Hosana! Hosana!
Dulcinéia se revira em sua tumba ficcional.
Que Deus esteja com vocês.
OI OI OI, voltei pra falar mal desse filme: que merda.