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Data de lançamento
5 Dez. 2007Duração
Dr. Neville é um cientista militar. Ele é a única pessoa que não foi contaminada por um vírus, criado 3 anos antes por uma cientista que buscava uma cura para o câncer, em toda a cidade de Nova Iorque e provavelmente em centenas de quilômetros. Ele já era o responsável por encontrar uma cura para esse vírus, por isso tem um laboratório no qual faz testes a partir do próprio sangue. As pessoas infectadas que não morreram imediatamente vivem como vampiros, apresentando sintomas parecidos aos da raiva e um comportamento selvagem e ameaçador. Portanto, Neville tem que lutar diariamente tanto contra o risco de cometer um erro e ser pego pelas pessoas infectadas, como contra a solidão que o atormenta diariamente.
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Bom filme, vale a pena assistir
Filme bom, com uma trama bem construída, apesar de poder ter melhor apresentado os Darkseekers. O visual deles é bem ruim. A questão religiosa achei que fica meio solta no filme.
O final em que os darkseekers são inteligentes é bem melhor, apesar de poder ter sido melhor desenvolvido, tem indicios claros disso.
gosto muito desse filme. essa sensação de estar sozinho no mundo inteiro me pega demais. o Will Smith tá muito bem, e a relação dele com o cachorro é o que mais me marcou. só acho que o filme poderia ter aproveitado melhor algumas coisas, mas ainda assim é muito bom.
Esta sem dúvidas é uma das produções de ficção científica pós-apocalíptica mais marcantes e lembrada dos anos 2000. Will Smith faz uma das melhores atuações da carreira, carregando nas costas sozinho boa parte do filme. A falta de diálogos e interações com outros personagens exigem muito mais do ator e o Will Smith deu conta do recado.
Os efeitos visuais também espetaculares, com zumbis realistas e com a recriação perfeita de uma Nova York abandonada e invadida pela vegetação e animais selvagens. A sensação de desolação e solidão são reais e garantem um clima pós-apocalíptico perfeito.
A construção da tensão e suspense é bem construída ao longo do filme, mas no final tudo acontece de forma muito apressada e pouco plausível. Principalmente com a descoberta da cura convenientemente no mesmo momento que ocorre a invasão zumbi ao laboratório do Neville.
Outro ponto negativo foi a morte do protagonista, que além de anticlimática também prejudicou uma possível continuação (que só foi confirmada em 2023, após quase 15 anos). Agora vão ter que fazer uma malabarismo pra trazer o personagem de volta, usando o final alternativo feito na época, onde Neville apenas devolve a fêmea que estava servindo de cobaia e os zumbis deixam ele vivo no fim.
Curiosidade: A explicação para o título é que de acordo com o final alternativo, quando os mutantes finalmente invadem sua casa, Neville percebe que eles não são apenas animais raivosos: eles evoluíram, organizaram-se em uma nova sociedade e desenvolveram sentimentos, medo e cultura. Para essa nova espécie dominante, Robert Neville é um monstro terrível e invisível que ataca durante o dia.
Neville compreende que ele se tornou para os mutantes o que os vampiros e o bicho-papão eram para os humanos no passado: um mito folclórico, uma criatura assustadora da qual as mães mutantes falarão para assustar seus filhos à noite.
Suas últimas palavras refletem esse choque de realidade:
"O círculo se fecha. Um novo terror nasce na noite, um novo preconceito... Eu sou a lenda."
Eu sou a lenda costuma ser lembrado como um filme de ação pós-apocalíptico, mas sua maior força está justamente quando abandona o espetáculo para retratar a devastação da solidão. Antes de enfrentar monstros, o protagonista enfrenta o silêncio e o vazio. A rotina e a dolorosa sensação de ser, talvez, o último vestígio de humanidade em um mundo que deixou de existir. É nesse vazio emocional que o filme encontra sua verdadeira identidade.
A história acompanha Robert Neville, um cientista militar aparentemente imune a um vírus que dizimou a população mundial e transformou os sobreviventes em criaturas agressivas. Vivendo sozinho em uma Nova York completamente abandonada, ele divide seus dias entre a busca por uma cura e a luta para sobreviver aos perigos que surgem quando a noite cai.
O subtexto vai muito além da sobrevivência. O filme discute isolamento, culpa e a necessidade humana de manter um propósito mesmo quando toda esperança parece perdida. A busca pela cura representa mais do que uma missão científica, tornando-se a única forma de Neville preservar sua sanidade. Ao mesmo tempo, a narrativa questiona quem realmente é o monstro quando diferentes perspectivas entram em conflito.
Robert Neville sustenta praticamente todo o filme, e Will Smith entrega uma das atuações mais completas de sua carreira. Grande parte do filme depende apenas de sua presença em cena, transmitindo tristeza, desespero e resiliência com enorme naturalidade. Os personagens secundários aparecem pouco, mas cumprem suas funções sem desviar o foco da jornada do protagonista.
A direção cria uma atmosfera extremamente eficiente. A fotografia transforma Nova York em um cenário ao mesmo tempo fascinante e melancólico, enquanto o desenho de som utiliza o silêncio como ferramenta constante de tensão. Os efeitos visuais das criaturas envelheceram em alguns momentos, reduzindo parte do impacto que possuíam na época do lançamento.
Eu Sou a Lenda permanece como um dos filmes pós-apocalípticos mais marcantes dos anos 2000. Mesmo com um desfecho discutível e algumas escolhas que enfraquecem sua proposta original, a obra impressiona pela atmosfera, pela carga dramática e pela atuação memorável de seu protagonista.. Um excelente filme pós-apocalíptico que combina suspense, emoção e solidão de forma marcante, sustentado por uma atuação extraordinária de Will Smith.
Nota: 8,9/10