Os Girassóis da Rússia, uma das mais belas histórias de amor do cinema. Dirigido pelo mestre Vittorio De Sica, este clássico romântico tornou-se um dos maiores sucessos da dupla Sophia Loren e Marcello Mastroianni. Emocione-se com a história de um casal separado pela Segunda Guerra. Após anos sem notícias, ela viaja para a Rússia em busca do marido, atravessando cidades e campos de girassóis. Quando enfim ela o encontra, percebe que algo mudou entre eles. Com linda fotografia do grande Giuseppe Rotunno e música inesquecível de Henry Mancini, Os Girassóis da Rússia é um filme indispensável
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Filme primoroso do cineastas Vittorio De Sica. Os infortúnios da vida por vezes levam a caminhos diferentes, até mesmo de um grande amor. Quem julgará as duas faces da moeda? Uma obra-prima do cinema italiano!
Este é um talvez o pior e o mais irregular dos trabalhos de Vittorio de Sica. Ao longo da projeção, transparece a sensação de que o diretor não estava muito a vontade ao dirigir este filme, cuja produção foi bastante conturbada, com cenas filmadas na Itália e na União Soviética (atualmente Rússia e Ucrânia). As filmagens na União Soviética foram realizadas com a colaboração da produtora Mosfilm e contaram com a colaboração do cineasta russo Andrei Konchalovsky na realização de algumas cenas, a convite dos próprios italianos. A própria participação de De Sica no projeto não foi por iniciativa dele, mas a convite do produtor Carlo Ponti, ele o idealizador da obra.
O maior problema do filme, ao meu ver, é roteiro, que perde muito tempo, na primeira parte do filme, em cenas demasiadamente longas sobre relacionamento do casal Antonio e Giovanna (vivido por Mastroiani e Loren), em cenas de um humor absolutamente amador, com aquela cena inicial na praia, onde Antonio engole um brinco de Giovana (aqui temos erros de continuidade bastante evidentes), ou mesmo a cena da fritada de ovos, excessivamente longa e com um humor que se assemelha a Os Trapalhões e A Praça é Nossa.
Na segunda metade do filme, o tempo que poderia ser gasto para desenvolver de forma mais crível (não é nada convincente ela conseguir encontrar seu amado apenas mostrando uma foto dele para senhorinhas aleatórias pelas ruas e estradas) o processo no qual Giovanna procura e encontra Antônio, é desperdiçado pela - também excessivamente longa - cena em que cenas de batalha durante a guerra são mescladas com uma bandeira vermelha tremulante. Muitas coisas ficam obscuras no filme, como, por exemplo o motivo de Masha (Ludmila Savelyeva) ter encontrado Antonio em meio à neve e decidido levá-lo pra sua casa.
Há muito confusão e imprevisão histórica também. Por exemplo, sabemos que durante a primeira parte da Segunda Guerra Mundial, a Itália era integrante do Eixo, ao lado de Alemanha e Japão,
O produto final é um filme que resulta episódico, com suas partes são fracamente amarradas, e onde salvam-se pela beleza, neste melodrama insosso e superestimado, a fotografia,de Giuseppe Rotunno e a música de Henry Mancini e, talvez, a cena final entre os protagonistas.
18.08.1985
De Sica,sempre muito sensível e correto em suas direções.Realiza uma das suas mais incríveis obras.A dupla principal merece aplausos do início ao fim.
Filme de uma delicadeza extrema que encanta até hoje, mesmo passados mais de 50 anos. É a magia do Cinema traduzida por esse belo Clássico.