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Data de lançamento
26 Jan. 1996Duração
Moranis é David, um escritor divorciado que retorna à sua cidade natal acompanhado do filho para lecionar na mesma escola onde estudara quando criança. Logo ele se depara com Rosco (Tom Arnold), que na infância era o terror do calmo e franzino David. Antigas rivalidades vêm à tona e reviram a realidade adulta dos dois de pernas para o ar, enquanto seus filhos começam a reviver a história de perseguição entre o mais fraco e o mais forte.
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Bem chato e cansativo tanto o roteiro quanto os personagens
O filme Big Bully (1996), conhecido no Brasil como Inimigos para Sempre, começa muito bem, construindo aquele velho cenário de bullying clássico, onde o mais forte sempre abusa do mais fraco. A direção consegue captar perfeitamente a sensação de injustiça que o espectador sente, fazendo com que a gente torça para o gordo se dar mal e para que David, o garoto constantemente humilhado, finalmente revide e consiga alguma justiça. Essa primeira parte, ambientada na infância dos protagonistas, é essencial para que o público entenda como o trauma e o ressentimento moldaram ambos ao longo dos anos.
Mas, quando eles crescem e David é chamado de volta à sua antiga escola, agora como professor convidado, tudo muda — e tudo se inverte. Vemos que Ross, aquele valentão temido da infância, se tornou uma pessoa completamente diferente: um homem frustrado, tímido e inseguro. Hoje ele é professor, mas já não intimida ninguém; pelo contrário, é intimidado pelos próprios alunos, que não o respeitam, e até por sua esposa, que parece se importar apenas com o dinheiro dele. Essa virada de papéis é uma das partes mais interessantes do filme, pois mostra como o tempo e as circunstâncias transformam as pessoas e como os papéis de vítima e agressor podem facilmente se inverter.
O roteiro ainda faz uma boa analogia entre as gerações:
o filho de Ross acaba sofrendo o mesmo tipo de bullying que o pai praticava e, ironicamente, o filho de David é quem repete agora o comportamento cruel que o antigo Ross tinha. Essa repetição do ciclo é uma das mensagens mais fortes do longa — mostrando que o bullying, quando não é superado, tende a se perpetuar.
Os amigos de David comentam que, desde a prisão de Ross quando eram crianças, ele mudou bastante, e isso fica visível em todas as suas atitudes e na maneira como tenta se redimir. O filme constrói bem essa sensação de culpa e arrependimento, mostrando que, mesmo depois de adultos, os traumas do passado continuam influenciando suas vidas.
Enquanto isso, o filho de David é exatamente o que o pai queria ter sido quando jovem — popular, confiante e descolado —, enquanto o filho de Ross se parece com o pequeno David, retraído e alvo constante de piadas.
David começa a perder um pouco do respeito do próprio filho, mas, quando passa a se envolver romanticamente com uma professora da escola, seu filho parece começar a respeitá-lo um pouco mais, o que traz uma pitada de humor, mas também de desconforto.
O desfecho do filme fecha de maneira coerente, trazendo uma reconciliação sincera entre David e Ross. Depois de várias brigas, confusões e situações absurdas, os dois finalmente se entendem, reconhecendo que ambos carregavam mágoas antigas que precisavam ser superadas.
Eu só achei que ficou faltando uma conclusão sobre David como professor na escola. O diretor Kokeler havia dito que ele estava sob provação e tal, mas os desdobramentos disso — e também do seu romance com a professora Victoria — não foram concluídos.
Big Bully é um filme simples, mas eficiente, que mistura comédia e reflexão. Apesar de não ser uma obra-prima, ele tem coração e entrega uma boa mensagem sobre amadurecimento, arrependimento e segundas chances.
Assistido em 23/10/2025
Não achei essa bomba toda, Rick Moranis e Tom Arnold estavam no auge das comédias nos anos 90, filme é bem curto e eles tem que resolver uma rivalidade desde os tempos de criança, Steve Miner acostumado a dirigir filmes de terror se aventura na comédia, tem violência, cenas de vergonha alheia e violência, é bem sessão da tarde e da pra passar o tempo.
Comédia de humor negro e suspense da Morgan Creek Entertainment, Lee Rich Productions e Warner Bros. indicado ao Framboesa de Ouro de pior ator, Tom Arnold, empatado com Pauly Shore em Malucos por natureza (96), compartilhado com Sequestro por engano (96) e Os babacas (96), ambos do mesmo ator. Foi a única vez que um ator foi indicado como pior ator por 3 filmes no mesmo ano. Havia planos de fazer uma sequência que nunca se materializou.
Justin Jon Ross interpretou novamente uma versão mais jovem do personagem de Rick Moranis, já tendo feito isso anteriormente em O pequeno grande time (94). Tanto Rick Moranis quanto Julianne Phillips - que foi casada com Bruce Springsteen - não aparecem em um filme de ação ao vivo há mais de 25 anos. Embora retrate os personagens de Rick Moranis e Tom Arnold como tendo a mesma idade e a mesma série das crianças, na realidade Moranis é 6 anos mais velho que Arnold na vida real.
Filme subestimado pela maioria da crítica como muito ruim. Sinceramente, não achei tão mal assim, deu pra dar umas risadas. É bem estilo "sessão da tarde", tem piadas engraçadas e um bom ritmo que deverá agradar mais o público infantil.
Sem graça e meio chatinho.