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Data de lançamento
23 Jan. 2018Duração
Na península da Islândia, as vidas de duas mulheres irão se cruzar por um breve momento. Presas em circunstâncias imprevistas, uma mãe islandesa e uma candidata de um asilo da Guiné-Bissau formam um vínculo delicado enquanto tentam colocar suas vidas de volta ao caminho certo.
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É um filme silencioso e contido na medida certa, atuações excelentes, direção maravilhosa!!
É um filme que a cada nova cena temos novos rumos sendo tomados.Diálogos que enriquecem a sessão e as paisagens são um ânimo a mais.Uma das boas coisas escondidas na Netflix.
>Assistido em 25 de Novembro de 2023
Bonito, sensível, grandes interpretações e tomadas. Parabéns aos produtores e toda a equipe.
Há filmes que, mesmo escondidos na vasta programação de uma plataforma de streaming, carregam uma força silenciosa capaz de tocar profundamente quem os assiste. Entre eles, "Humano, triste e brilhante" se revela como um verdadeiro tesouro que merece ser descoberto por um público atento, disposto a mergulhar em histórias que desafiam a superfície das emoções.
A narrativa nos convida a refletir sobre a resistência silenciosa diante das dificuldades mais cruéis. É uma jornada de resistência interna, onde a calma é fundamental — um passo de cada vez, uma decisão ponderada, um esforço para manter a dignidade mesmo quando tudo parece desmoronar. Como se fosse preciso calar a dor, engolir lágrimas e seguir em frente, mesmo quando o coração grita por liberdade e alívio.
Dirigido pela talentosa Ísold Uggadóttir, o filme de 2018 nos leva a uma ilha distante na Islândia, onde o frio e a solidão parecem moldar o espírito de suas personagens. Através de uma estética que privilegia tons de cinza e azul pálido, a diretora consegue captar a essência da alma humana — essa parte invisível que muitas vezes fica escondida atrás de máscaras sociais ou das cicatrizes invisíveis do passado.
Na história, encontramos Lára, uma mulher marcada por uma trajetória de perdas, que tenta, desesperadamente, se reerguer após anos de dependência e desilusões. Sua oportunidade surge na forma de um estágio na fronteira, uma chance de retomar o controle de sua vida. Mas o caminho até lá é repleto de obstáculos: a humilhação de uma fila de supermercado, a vergonha de uma conta que não fecha, a dignidade posta à prova a cada passo.
Há uma cena que encapsula toda a mensagem do filme: numa fila de pagamento, Lára tenta pagar suas compras com moedas e um cartão, mas a soma não fecha. Um estranho oferece-se para ajudar, mas ela recusa, mantendo-se firme, preservando sua autonomia. Essa cena revela a força silenciosa de sua personagem, que, mesmo na pobreza, resiste à vergonha e à humilhação.
A história também mergulha na vida de Adja, uma mulher africana que busca desesperadamente um futuro melhor para ela e sua filha, na esperança de fugir do caos para o Canadá. Sua trajetória, marcada por sofrimento, ultraje e esperança, cruza-se com a de Lára, revelando uma conexão invisível entre vidas que, apesar de diferentes, compartilham a mesma luta por sobrevivência e dignidade.
Uggadóttir pinta esse retrato de forma sensível, quase poética, das mães que lutam contra o abandono e a invisibilidade. São vidas que parecem pequenas — uma mulher sem teto, uma imigrante ilegal —, mas que representam a condição universal de quem tenta resistir às adversidades de um mundo que muitas vezes parece não se importar.
No centro de tudo, há uma mensagem de esperança e resistência silenciosa. Mesmo quando tudo parece perdido, há uma força invisível que impulsiona essas personagens a continuarem, a manterem sua humanidade intacta. Porque, no final, talvez seja isso que nos resta: a coragem de seguir em frente, mesmo na mais profunda tristeza, com um brilho que ninguém consegue apagar.
Dramalhão. Situação extremamente improvável. Mal costurado. Mal explicado. Já vi produções islandesas como a série Trapped que são excelentes. Este filme….não indico.