Sinfonia Interrompida conta a história de uma jovem mulher, Helen Banning (June Allyson), que viaja para Munique em busca de novas experiências e romance. Enquanto trabalha para a American House, ela conhece um famoso maestro, Tonio Fischer (Rossano Brazzi), e começa um tórrido romance com ele. Ela logo descobre que há muito mais para se saber sobre Tonio do que música, o que inclui uma esposa Reni Fisher (Marianne Koch), mas também que há muito mais segredos sobre a história desse casamento do que parece. Enquanto lida com as experiências que o destino vai colocando em seu caminho, ela também tem que aguentar as constantes investidas de Morley Dwyer (Keith Andes), um médico de sua cidade natal que atualmente está trabalhando em Munique. A bela Helen logo perceberá que terá que tomar uma grande decisão - apostar em uma nova e conturbada paixão, ou aceitar a segurança que o Dr. Dwyer lhe propõe para toda a vida?
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Mais um grande melodrama dirigido por Douglas Sirk que eu tenho o prazer de conhecer. Os cenários e as paisagens são fabulosos e trilha sonora é magistral. Impossível não se envolver com a história e o drama vivido pelos seus personagens.
Ah! Como gosto e aprecio o cinema Sirkiano. A cores, os cenários, os temas românticos, as situações dramáticas dos personagens...tudo na percepção do cinema de Douglas Sirk exala amor. E em Sinfonia Interrompida, não é diferente. Os dramas dos personagens estão lá. A decisão e o dilema de viver um amor é tema recorrente na filmografia Sirkiana, seja pelo preconceito social, seja por motivos de compaixão com.o é o caso da personagem da (June Allysson). Ela é uma americana que vai a Alemanha vou ver novas experiências e buscar um amor. E frequentando um orquestra no teatro conhece um talentoso maestro (Rossano Brazzi). Viverá então, um intenso romance e acaba descobrindo que ele é um homem casado. Diante disso, vive outro dilema que é outro homem apaixonado por ela o médico (Keith Adens) cujo não o ama.
Os conflitos estarão postos para sua tomada de decisão. June Allysson é uma atriz carismática que exerce bem sua encantadora personagens. E Rossano Brazzi é o soberbo maestro. Sua auto-suficiência, autoestima e imponência inicial o põe como homem forte, sedutor e decidido. Mas, no segundo ato o filme mostra um homem vulnerável em sua relação amorosa com seu legítimo casamento.
É Douglas Sirk e seus personagem encantadores.
A sessão cinema com as obras de Douglas Sirk lembra minha mãe. Ah! Que vontade de ter assistido este filme com ela. Lindo, dramático e triste!
Os filmes do Douglas Sirk tem como destaque a fotografia, aqui temos uma belíssima. Um melodrama não tão ao nível dos que eu já vi, talvez pelo roteiro simples. A história de uma mulher que se divide entre dois homens, um deles maestro e casado. June Allyson tem um carisma radiante em cena, lembrarei do filme pela sua personagem doce e sensível.
Deixando aqui meus agradecimentos ao amigo Pedro q com muita boa vontade correu atrás deste filme, dificílimo de encontrar, pra mim. Enfim vi e me apaixonei! não esperava outra coisa de Douglas Sirk. E sim... June Allyson é formidável.
Dentro deste filme que poderia também se intitular «Os Intercambistas Apaixonados de Salzburgo», encontramos o que Fassbinder chama de chave para compreender o universo do Melodrama. A mais sirkiana dos personagens e a que menos aparece, aquela que enlouquece e cuja causa, o excesso de amor, é a sutil sugestão que nos provoca a querer desvendar os enquadramentos misteriosos do diretor imigrante alemão.
Douglas Sirk traz um universo de espontaneidade improvavel que se torna perverso e irônico quando menos esperamos, nele somos levados a debochar de uma protagonista ingênua, viajante americana que descobre a europa a sua maneira, sonhando com romances idilicos e a sofisticação do velho mundo. No seu precurso pela experiência internacional, ela encontra um médico conterrâneo que finaliza suas experiências e vivências internacionais, que gostaria agora de poder retornar ao doce lar para poder levar uma vida a qual ele se mostra completamente formatado. A maneira como o filme constroi a sua narrativa deixa evidente um demérito por tras de todo aquele sucesso de um self-made man, a abordagem se mostra bem sucedida inclusive ao trabalhar o grande clichê: para todo homem mediocre havera sempre um homem irresistivelmente perfeito. Até que se olhe de perto, alerta o imaginario sirkiano.
É evidente que a garota iria se apaixonar pelo homem perfeito, mesmo sabendo que poderia conseguir casa, comida e roupa lavada com o outro. No momento em que a camera retoma o significado de um plano que não parecia dotar de muito significado à principio, (flashback) em que as simbolicas notas do piano «Consolation» de Frank Liszt rememoram o espectador de «Tudo que o céu permite» e revelam nele o reflexo da face oculta de uma mulher desconhecida, sabemos agora finalmente a sua importância por tras da ironia de ser um falso personagem secundario, costumamos guardar bem aquilo que nos é mais valioso. A mulher insana de amor promove climax, subversão e é por fim a justificativa do sacrificio de uma nova heroina sirkiana que escolhe o matrimônio classico americano por não poder de fato viver exasperadamente as aventuras de seus livros.