Dirigido por
Data de lançamento
16 Maio 2015Duração
Em crise existencial, o professor de filosofia Abe Lucas (Joaquin Phoenix) chega para lecionar em uma pequena cidade dos Estados Unidos. Logo uma de suas alunas, Jill (Emma Stone), se aproxima dele devido ao fascínio que sente pelo seu intelecto, além da tristeza que sempre carrega consigo. Simultaneamente, ele é alvo de Rita (Parker Posey), uma professora casada que tenta ter um caso com ele. A vida começa a melhorar para Abe quando, numa ida à lanchonete com Jill, ouve a conversa de uma desconhecida sobre a perda da guarda do filho devido à uma decisão do juiz Spangler (Tom Kemp). Abe logo começa a idealizar o assassinato de Spangler e como, por ser um completo desconhecido, jamais seria descoberto.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Achei o filme ótimo, estória simples em argumento muito interessante, a trilha sonora incidental é um charme à parte, interpretações ok, bom andamento, até que… chegou à cena do elevador, achei meio desconexa a forma como foi realizada, e finalização, então… nem parecia o mesmo filme.
Woody Allen, Emma Stone e Joaquin Phoenix. Maravilha.
O Abe resistiu bastante à Jill, hein...
O final achei meio Brian de Palma.
Revendo um dos meus filmes preferidos...Que temática maravilhosa: existencia, filosofia, apatia diante da vida, suicídio, etc
[spoiler][/spoiler]
Minha crítica só vai ao final...Aquele final clichê! Jill estava ali representando a moral, a ética (da sociedade). O interessante é a reflexão que nasce: ela trair o namorado não tinha problema, mas aliviar a vida de uma mãe que estava sofrendo pela perda da guarda de seus filhos, isso não podia...pq a mente dela não suportava acolher a ideia de acobertar um assassino. Isso mostra o tesão dela para investigar quem matou o Juiz. Pressa nas convenções e limitações sociais.
Imagine: sessão especial no paraíso organizada por Immanuel Kant, Søren Kierkegaard e Jean-Paul Sartre. E um debate a seguir com Dostoiévski. O filme exibido? O Homem Irracional de Woody Allen, uma variação picante e moderna de um famoso romance do citado autor russo com muitas alusões à filosofia do trio citado acima. Daríamos muito para participar de tal reunião.
Pena para quem leva (demasiado) a sério esta história de um professor de filosofia deprimido que encontrará uma forma radical de recuperar o gosto pela vida. É uma fábula sombria escrita com timing perfeito, diálogos corrosivos, um senso subversivo de moralidade e uma narração inteligente como qualquer coisa com duas narrações que pesam apenas moderadamente sobre o assunto. No entanto, se houvesse uma crítica a ser feita, seria esse lado, por vezes demasiado explicativo, que poderia ter inviabilizado o filme. Mas não, brincando com os códigos da comédia universitária americana, O Homem Irracional dá uma guinada em sua história quando deixa de ser engraçado para se metamorfosear em um thriller temperado com pensamentos macabros. O que chama imediatamente a atenção no filme é a sua mecânica de precisão que não deixa nada ao acaso, diversificando os pontos de vista para melhor regressar à sua personagem principal. O elemento lúdico é constante nesta obra, que permanece conceitual e cerebral, que lembra uma grande safra hitchcockiana (dar o título seria criminoso, mas é bastante fácil de adivinhar). Outras qualidades incontestáveis do filme: a edição refinada, a qualidade da fotografia, bela e dourada, e a sua interpretação. A de Joaquin Phoenix é brilhante e Emma Stone se mostra uma musa muito talentosa, capaz de resistir ao seu carismático parceiro.
Constantemente imprevisível, o filme traz o famoso clichê da estudante que se apaixona pelo carismático e intrigante professor, só que este último está no limite e ministra suas aulas teóricas de filosofia com um cansaço plangitivo. E é aqui que encontro toda a maldade de Allen, no uso oportunista destas referências filosóficas muito gerais (em Kant, mentir não é permitido; para Sartre, “o inferno são os outros”) que se verificarão na prática, nomeadamente numa segunda parte de tirar o fôlego e brilhantemente cínica, onde a felicidade é encontrada na imoralidade.
A leveza e a escuridão, o clichê e a surpresa, o racional e o irracional, todos esses opostos se confrontam e se encaixam em um cenário muito bem elaborado e através de diálogos de muita delicadeza. Apesar do peso, como a música alegre que acaba criando uma dissonância constrangedora com um cenário que toma rumos sombrios, "O Homem Irracional", permanece bastante jubiloso. Um filme muito agradável e com grande elegância formal.
Vamos combinar que escolheram um nome péssimo para o filme, nem um pouco atrativo...
Causou um certo estranhamento quando o filme começou a ir para um rumo inesperado, mas depois de um tempo vc embarca na ideia e fica curioso para saber o desenrolar.
Sem contar que foi um alívio não cair no clichê de focar demais ou criar um drama em torno do romance entre o professor e a aluna, sobre a diferença etária deles, a respeito de infidelidade, que já foram motes explorados a exaustão em outros filmes.
Outra coisa, passei a ficar incomodada ao supor que o Woody Allen estava repetindo a fórmula de
Match Point ao tratar sobre o dilema moral de se cometer um assassinato por motivos egoístas.
Ainda bem que a Jill não morreu no final e foi uma boa piada que ela tenha sido protegida pela lanterna.
Quanto ao elenco, a Emma Stone está cativante, convincente e bela como sempre e, definitivamente, esse não foi um dos melhores papéis do Joaquin Phoenix. Não sei se foi o personagem que não me agradou ou se foi uma escolha equivocada de casting.