Jardins de Pedra

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Jardins de Pedra (1987)
Gardens of Stone
Média do filme: 2.9 de 5 — baseado em 157 votos
MÉDIAFILMOW
2.9
157 Avaliações
Minha avaliação:
Salvando
Dirigido por Francis Ford Coppola
Data de lançamento 8 Maio 1987 Outras datas
Duração 111 min (1h51)
Classificação indicativa de Jardins de Pedra: 18 - Não recomendado para menores de 18 anos
Status Streaming

Dirigido por

Data de lançamento

8 Maio 1987

Duração

111 minutos Classificação indicativa de Jardins de Pedra: 18 - Não recomendado para menores de 18 anos
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Sinopse

Em 1968, durante a guerra do Vietnã, o jovem soldado Jackie Willow serve no Forte Meyer. Sob os cuidados dos sargentos Clell Hazard e "Goody" Nelson, ele se prepara para uma missão. Jackie conhece Rachel, a mulher dos seus sonhos, e Clell apaixona-se por Samantha, uma jornalista. Enquanto isso, uma unidade do Exercito Americano organiza os funerais de centenas de militares mortos durante o conflito.

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A Bola Preta | Trailer Legendado

A Bola Preta

Comentários 0
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Li o livro que deu origem a esse filme, e a parte final do livro, na qual é descrito um combate entre comunistas vietnamitas e soldados norte-americanos, me impressionou muito mais do que todo o resto do livro, e principalmente quanto ao filme.

senaprs
Paulo Ricardo
8 meses atrás

Uma obra sensível que foca na honra e no rito militar. Essencial para entender o simbolismo por trás de monumentos como o Túmulo do Soldado Desconhecido.

cinemaquiles
CINEMAQUILES
9 meses atrás

DRAMA ESQUECIDO: "JARDINS DE PEDRA" (Gardens of Stone, 1987) https://youtu.be/wAjWgJypw_Q?si=IeCiN0rLeNGE2Z85

arinaldobittencourt
Arinaldo
11 meses atrás

Mais um bom filme americano destinado a questionar e refletir sobre a (inutilidade) da participação dos EUA na guerra do Vietnã – o conflito impossível de ser vencido, em que a perda de jovens soldados americanos foi algo absurdo. O fato é que a guerra fria, a guerra das ideologias econômicas, colocou o mundo diante de muitas situações insanas, e hoje em dia, quase que repetindo-se o nível de tensão mundial, vemos que os interesses dos ditadores (Xi Jinping, Putin, Khamenei, Maduro, Kin Jong Un, Castro, Lula etc) e grupos poderosos (ONU, OMS, Bill Gates, George Soros, Hansjorg Wyss), estão acima de quaisquer escrúpulos.

jordisonfrancisco
Jordison
1 ano atrás

Um bom epílogo de Apocalipse Now.

NOTA: 3,5/5,0 [ MUITO BOM ]

Roteiro baseado no livro homônimo "Gardens of Stone" de Nicholas Proffitt

Todo diretor que se preze nos EUA ou faz um filme de guerra, ou um filme anti-guerra. Francis Ford Coppola, o diretor famoso pelo clássico moderno Apocalipse Now, filme diretamente crítico e inebriante sobre a guerra do Vietnã, anima-se de novo com o tema. Dessa vez o diretor dedica-se a gravar sobre a vida dos ex-combatentes fora da guerra, onde o cotidiano e as conversas sobre política, carregadas de ironia e realismo, tornam-se fascinantes de acompanhar à distância do Vietnã. Por causa disso, contar a história sobre a Guarda de um cemitério do Exército acaba por se tornar um esforço fílmico fácil de atingir um ápice dramático, quando a aproximação da guerra se torna inevitável em Jardins de Pedra.

Quando digo “fácil”, refiro-me à maneira como o diretor prefere contar histórias. Coppola faz parte da Nova Hollywood, um movimento conhecido por experimentar novas formas de fazer cinema, combinando crítica e realismo. No entanto, ele se destacou por sua maturidade ao equilibrar essas inovações com o estilo mais clássico e focado em gêneros do cinema tradicional de Hollywood. A trilogia Poderoso Chefão e A Conversação são os melhores exemplos, e Jardins de Pedra não foge disso.

Nas cenas com a maior parte do elenco principal (James Earl Jones, Anjelica Huston, Lonette McKee) na casa do personagem Clell Harzard, interpretado por James Cann, o roteiro de Ron Bass (famoso por Rain Man) brilha, assim como a interpretação dos atores mais verossímeis e a direção fotografia de Jordan Cronenweth (o mesmo de Blade Runner). O lar do sargento Harzard é um ambiente seguro para militares falarem mal da guerra do Vietnã, mas também acolher o jovem soldado Jackie Willow (D.B. Sweeney), que é fascinado pelo fronte vietnamita.

A inevitabilidade da guerra se manifesta através desse personagem, cuja história é narrada do ponto de vista de Clell, um sargento encarregado de cuidar dele, apesar de sua forte discordância em relação à guerra. Essa antítese entre conteúdo e perspectiva, combinada com o estilo técnico de Coppola, que torna a montagem mais objetiva e moderna, transforma os momentos íntimos, simples e clássicos na casa de Hazard no núcleo dramático do filme.

A história também vai se tornando “fácil” de prever, embora o interesse em assistir seja mantido pelas dinâmicas entre os personagens. Sam, interpretada por Angelica Huston, é um ponto forte nesse aspecto: a jornalista do Washington Post que representa o lado mais extremo contra a guerra e desenvolve uma relação com um militar conservador. Esse toque de realismo, ao mostrar pessoas de opiniões tão diferentes convivendo, impulsiona grande parte do segundo ato.

Pode parecer simplista basear o drama do filme em conversas sobre a guerra entre uma jornalista e um ex-combatente, enquanto acompanhamos Willow crescer no exército, casar e partir para o front. No entanto, Coppola constrói essas tramas de forma progressivamente densa através da montagem, encerrando cada ato com o “fracasso” de Hazard em mudar a mentalidade dos recrutas sobre a guerra, e o “sucesso” do jovem ao alcançar tudo com sua postura bélica. O contraste entre as perspectivas anti-guerra e pró-guerra se intensifica naturalmente ao longo da narrativa, tornando o terceiro ato — que encerra o ciclo iniciado no primeiro — especialmente impactante.

O roteiro de Jardins de Pedra, baseado no livro homônimo de Nicholas Proffitt, sugere um suspense que, na verdade, disfarça um grande flashback — a história inteira que acompanhamos. Embora essa estrutura possa parecer previsível, ela se alinha perfeitamente com a abordagem moderna de Coppola, na decupagem. A trilha sonora de Carmine Coppola intensifica essa atmosfera, destacando momentos cruciais com temas de suspense, enquanto os close-ups da fotografia adicionam uma sensação de angústia, sugerindo uma tragédia iminente. Ainda que o filme seja essencialmente um drama, ele utiliza o suspense de forma inteligente, aumentando nossa expectativa, mesmo quando temos uma ideia do desfecho.

Se não bastasse esse cuidado na forma, o filme ainda traz uma ironia no retrato do cotidiano militar, que adiciona um toque de humor ao ambiente da Guarda. Não podemos esquecer que a premissa apresenta militares fora de combate, cuja principal função é organizar enterros e entreter o público em cerimônias presidenciais nos EUA. Isso cria um distanciamento da guerra que funciona de forma positiva. Uma cena marcante, dirigida por Coppola e editada por Barry Malkin (colaborador dos dois últimos O Poderoso Chefão), utiliza uma montagem paralela para destacar um contraste brilhante: de um lado, o deslumbramento do público americano com a apresentação impecável da Guarda; do outro, um recruta que, em sua posição de sentido, deixa a arma cair, expondo a falibilidade por trás da perfeição aparente.

Ao final, o que parecia apenas simbólico, se torna concreto. O “jardim de pedras“, como é chamado o cemitério onde a Guarda atua, é ressignificado sem excessos: de um trabalho visto como secundário pelos militares, transforma-se em um espaço carregado de tragédia. Coppola torna o filme acessível, o que talvez leve alguns a considerá-lo menor dentro de sua filmografia. Contudo, trata-se de um sólido filme anti-guerra, capaz de impactar profundamente no clímax, quando morte e guerra se fundem de maneira inevitável em uma tragédia pungente.

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Elenco de Jardins de Pedra

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Anjelica Huston 41 1,3K

Anjelica Huston

(Samantha Davis)
Dean Stockwell 5 35

Dean Stockwell

(Capt. Homer Thomas)
James Caan 17 208

James Caan

(Sgt. Clell Hazard)
James Earl Jones 23 429

James Earl Jones

(Sgt. Maj.'Goody' Nelson)
Laurence Fishburne 28 1,1K

Laurence Fishburne

(Sgt. Flanagan (as Larry Fishburne))
Bill Graham (I) 0 0

Bill Graham (I)

(Don Brubaker)

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