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Data de lançamento
14 Maio 1975Duração
Considerado como a obra-prima de Akerman, traz a atriz Delphine Seyrig no papel de Jeanne Dielman, uma jovem viúva que vive com seu filho Sylvain seguindo uma ordem imutável: à tarde, enquanto seu filho está na escola, ela cuida do apartamento e recebe os clientes.
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Assisti a este filme por idicação, o filme Jeanne Dielman, 23 quai du Commerce, 1080 Bruxelles é um daqueles filmes que eu entendo perfeitamente a devoção que muita gente tem, mas comigo a experiência não bateu nesse nível todo. A proposta de mostrar o cotidiano repetitivo da personagem é muito bem executada e a direção faz isso com precisão absurda, só que a duração pesa demais. Em vários momentos senti que a mesma ideia poderia ter sido passada em bem menos tempo. Não me prendeu e também não me provocou a reflexão que eu esperava.
A falta de pressa é justificada pela lenta espiral de rotina quebrada em cada detalhe que vai aparecendo vagarosamente (uma escova que cai, as batatas que assam demais, um botão colocado errado). Slow cinema de um trabalho austero, pesado, seco, onde os planos fixos se entrecortam no cotidiano feminino parado, mas ao mesmo tempo angustiante.
- a maior parte da vida é bem isso, as coisas que sempre fazemos no nosso dia a dia
- a diretora conseguiu apresentar de forma magistral o cotidiano e como ele se quebra aos poucos, nos mínimos detalhes
- fotografia excelente, a composição das cenas e posicionamento das câmeras é aula pura
- acompanhando 3 dias da vida da jeanne eu já tava coringando, imagina ela que fazia essas coisas por anos
- a maior diferença da minha rotina com a dela é que eu faço tudo mais rápido pra dar tempo de ver filmes
Sei que não é um comparação justa ou até mesmo correta de se fazer, mas sair de Days para isso aqui é real como sair da agua pro vinho, sei que são abordagens completamente distintas, mas o que a Chantal faz com o mundano/banal é de um proposito tão forte que é impossivel não comparar, doido como ela consegue fazer a casa ser dinamica em seus enquadramentos ao mesmo tempo em que se é estatica ao sempre observar a protagonista de um mesmo ponto, quando a rotina começa a se esmigalhar em seus pequenos detalhes, é impossivel não se frustrar junto, justamente por esse proposito que comentei que está intriseco não só ao conteudo proposto mas também a forma, cada segundo aqui importa, cada apagar de luz que deixa o comodo quase que como um cenario de terror, cada acendida de luz que nos incomoda com toda a formalidade com a qual Jeanne vive sua rotina, com cada silencio que nos faz sentir cada barulho e movimento feito como algo grandioso; no fim a conformidade também é morte.
(Não sei se é um spoiler)
Remeteu a Sister Hong só que mãe solo