Um dos mais famosos filmes de Mazzaropi.Consegue fazer rir com facilidade e traz uma enxurrada de frases de efeitos que funcionam bem até hoje.Milton Amaral na direção sempre foi bem demais nas parcerias com o comediante.
O humor é ótimo, e em todas as cenas do Mazzaropi, ele entrega alguma frase ou tirada marcante. O filme retrata com muita autenticidade a vida do homem humilde, de um jeito tão verdadeiro que me fez lembrar de várias memórias da minha infância, especialmente dos meus avós.
É um filme simples, engraçado e que diverte de verdade. Cumpre perfeitamente o seu papel. O que mais me toca é a reflexão sobre a simplicidade de antigamente. As pessoas não sonhavam com Instagram, carro, joia, viagem, roupa ou reformar a casa. Claro que algumas melhorias seriam bem-vindas, mas elas viviam na simplicidade e, ao mesmo tempo, numa vida triste, marcada apenas por trabalho, casa e filhos. O divertimento era sentar do lado de fora de casa, conversar e enrolar um fumo. É um tema complexo, mas que convida a refletir sobre a vida de outrora em comparação com os tempos atuais, cheios de ambições materiais e conectividade.
A interpretação de Nena Viana como Dona Baratinha foi simplesmente hilária. A personagem passava o filme inteiro pulando e com os olhos arregalados. Era impossível não rir quando ela aparecia em cena.
O discurso do Jeca quando queimam a casa dele é tão poderoso que achei que o Seo Giovanni ia perder um filho ou adoecer gravemente. Pensei que ele perceberia que foi injusto com o Jeca e se corroeria de arrependimento. Mas o filme tomou outro rumo no final. Foi bom também, mas, na minha opinião, poderia ter explorado ainda mais essa carga emocional para um desfecho ainda mais marcante.
Passei para o meu 8º ano do Fundamental II para retratar o caipira e ordem na primeira república e elencar com o coronelismo, a principio achei que era "Tristeza do Jeca", mas essa é uma versão mais otimista do Caipira e do personagem lendário do Monteiro Lobato, ao qual o filho da mesma terra do Lobato, o imortaliza nos cinemas. Adorei as músicas a cena do vale do paraíba e as boas risadas.
Demorei muito para adentrar no mundo do Mazzaropi, mas meu Deus! O cara realmente foi um gênio do nosso cinema. Espetacular com que facilidade as suas críticas sociais atreladas a um testemunho fidedigno do cotidiano caipira do início do século passado permeiam suas produções. Sua postura de peitar o mais influente e tirar onda se utilizando do humor seco vai de encontro com o imagético do homem simples da época, o povo miscegenado do Brasil pós-República, onde o Governo incentivou a vinda dos imigrantes europeus e entra em choque com sua população que lá já encontrava e foi deixada às margens das oportunidades. Seus filmes falham em não retratar devidamente a população escravizada recém-liberta, é verdade, contudo não deve-se tirar seus acertos por isso.
Um dos mais famosos filmes de Mazzaropi.Consegue fazer rir com facilidade e traz uma enxurrada de frases de efeitos que funcionam bem até hoje.Milton Amaral na direção sempre foi bem demais nas parcerias com o comediante.
>Assistido em 02 de Janeiro de 2026
O humor é ótimo, e em todas as cenas do Mazzaropi, ele entrega alguma frase ou tirada marcante. O filme retrata com muita autenticidade a vida do homem humilde, de um jeito tão verdadeiro que me fez lembrar de várias memórias da minha infância, especialmente dos meus avós.
É um filme simples, engraçado e que diverte de verdade. Cumpre perfeitamente o seu papel. O que mais me toca é a reflexão sobre a simplicidade de antigamente. As pessoas não sonhavam com Instagram, carro, joia, viagem, roupa ou reformar a casa. Claro que algumas melhorias seriam bem-vindas, mas elas viviam na simplicidade e, ao mesmo tempo, numa vida triste, marcada apenas por trabalho, casa e filhos. O divertimento era sentar do lado de fora de casa, conversar e enrolar um fumo. É um tema complexo, mas que convida a refletir sobre a vida de outrora em comparação com os tempos atuais, cheios de ambições materiais e conectividade.
A interpretação de Nena Viana como Dona Baratinha foi simplesmente hilária. A personagem passava o filme inteiro pulando e com os olhos arregalados. Era impossível não rir quando ela aparecia em cena.
E o mais impressionante é que ela sabia de tudo o que estava acontecendo e só revelou no final...
"Correu de medo, cuspiu no dedo... bora pra dentro, muié!" kkkkk
O discurso do Jeca quando queimam a casa dele é tão poderoso que achei que o Seo Giovanni ia perder um filho ou adoecer gravemente. Pensei que ele perceberia que foi injusto com o Jeca e se corroeria de arrependimento. Mas o filme tomou outro rumo no final. Foi bom também, mas, na minha opinião, poderia ter explorado ainda mais essa carga emocional para um desfecho ainda mais marcante.
Assistido em 02/06/2025
Passei para o meu 8º ano do Fundamental II para retratar o caipira e ordem na primeira república e elencar com o coronelismo, a principio achei que era "Tristeza do Jeca", mas essa é uma versão mais otimista do Caipira e do personagem lendário do Monteiro Lobato, ao qual o filho da mesma terra do Lobato, o imortaliza nos cinemas.
Adorei as músicas a cena do vale do paraíba e as boas risadas.
Cheio de referências interessantes, mas o ritmo não me agrada. Nota 4,0
Demorei muito para adentrar no mundo do Mazzaropi, mas meu Deus! O cara realmente foi um gênio do nosso cinema.
Espetacular com que facilidade as suas críticas sociais atreladas a um testemunho fidedigno do cotidiano caipira do início do século passado permeiam suas produções.
Sua postura de peitar o mais influente e tirar onda se utilizando do humor seco vai de encontro com o imagético do homem simples da época, o povo miscegenado do Brasil pós-República, onde o Governo incentivou a vinda dos imigrantes europeus e entra em choque com sua população que lá já encontrava e foi deixada às margens das oportunidades. Seus filmes falham em não retratar devidamente a população escravizada recém-liberta, é verdade, contudo não deve-se tirar seus acertos por isso.
Já estou bem decidido: vou explorar tudo!