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Data de lançamento
9 Dez. 1941Duração
Johnny Eager (Robert Taylor) é um mafioso que leva uma vida dupla: para a polícia ele é um taxista em condicional, mas por outro lado continua a exercer seus negócios ilegais. Lisbeth (Lana Turner), uma jovem rica, está estudando o submundo para suas aulas de sociologia e acaba se apaixonando por Johnny ao pensar que ele se regenerou. O que ela não sabe é que Johnny a usa para se vingar de seu pai, que o colocou na cadeia. Tudo vai por água abaixo quando ele também se apaixona.
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Johnny Eager de 1941, no Brasil Estrada Proibida, filmaço! Apesar de ter algumas coisas que eu não gosto e que são provenientes da época — que cito mais à frente —, me agrada muito Robert Taylor e a beleza destoante de Lana Turner. Um excelente casal que merecia um melhor desenvolvimento de seus personagens como casal. Lis Bard (Lana Turner) desaparece em certo momento do filme e ele enfraquece muito sem a presença dela. Johnny Eager (Robert Taylor) é um grande personagem, com uma boa personalidade definida e com bons planos, estratégias e atitudes — até certo ponto.
Quando comete um erro que eu diria que nem seria racional por ele, mas mais uma conveniência de roteiro: um homem que até ali tinha tudo o que queria e estava num excelente caminho toma a decisão que tomou no final e não pensa em tudo que tinha conquistado. Foi burrice.
Ele tem parceiros fiéis e leais do seu lado, como Julio (Paul Stewart) e Jeff (Van Heflin). Jeff é o mais leal deles e o personagem secundário mais bem desenvolvido, tendo sua relação com Eager bem explorada.
Porém a decisão dele em atirar em Julio no final do filme e por tudo a perder, praticamente selando o seu destino, eu achei equivocada. O filme dá uma esperança de redenção do personagem, mas pra quem conhece filmes dessa época sabe que isso jamais seria permitido e ele acaba morrendo — de uma forma bem irônica. Num plot sensacional, quem o mata é o policial Joe Aganowski (Byron Shores). No começo do filme Johnny faz toda uma manobra para tirá-lo da área onde vai ficar o seu esquema de jogo, e ele acaba parando na rua em que Johnny morre e, consequentemente, o matando. Eu achei esse plot de um personagem mais do que secundário, que só havia aparecido citado em diálogos e até ali não tinha uma cara, como uma cereja do bolo no filme. Mesmo que as atitudes de Johnny tenham sido equivocadas, isso alivia um pouco e equilibra o final.
No geral, um ótimo noir com grande protagonista, bons coadjuvantes e um desfecho irônico que fecha bem a história, mesmo com algumas conveniências de época e o casal principal pouco explorado.
Assistido em 20/10/2026
Excelente filme Noir sobre um tema que eu gosto muito, a tal da Máfia.
Filmaço, um clássico dos anos 40, destaque pro enredo muito bem amarrado conduzindo bem a trama e finalizando de maneira coerente, um filme que mantém a constância, filme que vale a pena.
Van Heflin ganhou o oscar de melhor ator coadjuvante por sua atuação nesse filme.
Seu personagem tem toda uma conotação homoafetiva (mesmo que não seja correspondido), o que era quase que um escândalo, na época. Robert Taylor até era um bom ator, mas estava longe de ser um galã, e a personagem da Lana é um tanto quanto chata. Por ser um filme de gângsters eu esperava muito mais. Alguma ação mesmo, só no final, no tiroteio.
Bom filme noir. mostra bem a vida dupla de um bandido que tenta se passar por bom samaritano. O filme é bem previsivel mais ainda assim é muito bom. Robert Taylor faz um papel convicente como protagonista de filme Noir.
Policial noir que ganhou o Oscar de melhor ator coadjuvante, Van Heflin (1908-1971). Frequentemente citado como um dos primeiros exemplos de filme noir, "Johnny Eager" se distingue por não ser um produto típico da MGM e por mostrar Robert Taylor (1911-1969) no papel de gângster, uma novidade em sua carreira.
Van Heflin desempenha seu papel de um advogado alcoólatra com grande intensidade e complexidade, fazendo de sua performance uma das grandes surpresas na trama. Suas cenas de choro são suficientes para sufocar uma pessoa, e sua possível sugestão de uma atração homoerótica para com o filosófico Johnny Eager, é única em um filme dessa época.
Na cena em que Johnny está perguntando a Benjy sobre o policial que não o deixa colocar em máquinas caça-níqueis, Benjy entrega a ele um bilhete com o número do distintivo do policial (# 711), que ele desdobra antes de entregar a Johnny. Então, vemos Johnny desdobrando-a novamente.
De acordo com um artigo contemporâneo no The Hollywood Reporter, o diretor Mervyn LeRoy deu origem à idéia do "TnT" para divulgar este filme. Por ser um filme de gângsteres, esperava bem mais. Achei um tanto parado, com altos e baixos, poucos momentos tensos ou de ação. Não considero dentre os melhores no gênero.