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Um juiz americano preside o julgamento de quatro juristas alemães acusados de "legalizar" as atrocidades nazistas. Porém, à medida que relatos gráficos de esterilização e assassinato são apresentados no tribunal, a crescente pressão política por clemência força Haywood a tomar a decisão mais angustiante e difícil de sua carreira.
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Antes de mais nada, todo castigo pra nazista é pouco! Clássico obrigatório, principalmente pra quem acompanha histórias sobre a Segunda Guerra Mundial. Atuações geniais de alguns dos mestres da era de ouro de Hollywood, como Spencer Tracy, Burt Lancaster, Richard Widmark, Maximilian Schell, Montgomery Clift entre outros. Visto em 30/08/2026
Elenco de peso em um dos melhores filmes de tribunais da história do cinema.
Muito bom! Apesar da base do filme ser de 80 anos atrás, é bastante atual, por conta das piratarias do Trump, Putin, e os conflitos de Israel com seus vizinhos...
Ótimo filme! No início, os personagens fictícios me causaram estranhamento, mas, no decorrer, fiquei totalmente imerso em tudo aquilo, o que fez os minutos passarem voando. Um dos melhores filmes de tribunal já feitos, sem dúvidas.
JUDGMENT AT NUREMBERG
Direção: Stanley Kramer
Ano: 1961
Assistido em: 03/04/2026
Como sempre fui fascinado pela Segunda Guerra Mundial e constantemente busquei estudar o máximo possível desse confronto, eu já sabia da existência dos julgamentos de Nuremberg há muitos e muitos anos. Eles sempre foram uma espécie de vitória moral dos Aliados sobre alguns dos líderes nazistas que sobreviveram à guerra; era uma forma de perpetrar um pouco de justiça contra os arquitetos de algo tão nefasto para a humanidade. Eu também conhecia esse filme, só que nunca tive oportunidade de assistir. Entretanto, após assistir a Nuremberg (2025) no ano passado e ter achado aquele filme bem fraquinho, decidi ir atrás deste aqui e, para a minha completa perplexidade, descobri que o clássico de 1961 não é bem sobre os julgamentos de Nuremberg que eu esperava, mas sim um julgamento de personagens ficticios. E isso foi um balde de água fria nas minhas expectativas.
Dan Haywood chega a Nuremberg para presidir o julgamento de quatro juízes alemães acusados de terem colaborado com o regime nazista durante a guerra, analisando casos em que decisões judiciais contribuíram para perseguições e condenações injustas. Ao longo das sessões, Haywood ouve testemunhos de vítimas e envolvidos, enquanto figuras como Ernst Janning e Hans Rolfe apresentam diferentes versões sobre responsabilidade e dever. Conforme o processo avança, ele precisa lidar com pressões políticas e refletir sobre até que ponto aqueles homens foram cúmplices das ações do Estado.
Eu fiquei o filme todo tentando entender qual era o propósito de inventar uma história em cima de algo que já estava pronto para usar. Eles partem de uma boa ideia, julgar os juízes que aplicaram as leis nazistas, ok, mas para que fazer isso com personagens ficcionais quando poderiam ter mostrado como foram os julgamentos reais de Hermann Göring, Rudolf Hess e Joachim Ribbentrop!? Sem falar que esses julgamentos são tão bem documentados que existem fontes suficientes para fazer um trabalho impecável. Portanto, eu não consegui engolir, de forma alguma, essa decisão do Stanley Kramer de ficcionalizar uma história que merecia e deveria ser levada ao mundo todo.
O elenco é o ponto máximo. Está todo mundo muito bem. Parece que, na época, a United Artists reuniu as maiores estrelas que tinha ao seu alcance, e eles fizeram bonito. Spencer Tracy está ótimo, Burt Lancaster está irreconhecível e Maximilian Schell arrebenta em cena, sendo o melhor do elenco. Também valem destaque Judy Garland, Montgomery Clift e Marlene Dietrich, um elenco que qualquer diretor, vivo ou morto, faria de tudo para ter em um filme. Também vale destacar o design de cenários e os figurinos, que são impecáveis.
Eu sei que Judgment at Nuremberg é um clássico, um filme reconhecidíssimo, com inúmeras indicações a prêmios importantíssimos, principalmente ao Oscar, mas não falou comigo. Eu amo filmes históricos, amo tudo relacionado à Segunda Guerra Mundial e adoro filmes de tribunal, então foi muito triste chegar ao fim sem ter gostado verdadeiramente dele. Mesmo querendo gostar, eu me senti muito traído ao descobrir que o filme não era o que eu esperava. E eu sei que isso não é culpa dele, não posso julgar algo que já existia mais de 30 anos antes de eu nascer, mas, infelizmente, ele não foi feito para mim. Espero que outros espectadores possam apreciá-lo melhor do que eu.