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Em Paris, Edith, uma adolescente judia, é presa e deportada com a família ao campo de concentração de Auschwitz. Após sofrer o trauma da execução de seus pais e disposta a sobreviver a qualquer custo, Edith se prostitui aos nazistas, sendo promovida ao posto de Kapo (guarda) dos outros prisioneiros. Porém, a chegada de Sacha, um prisioneiro russo, a faz recuperar a esperança e lutar pela liberdade.
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Mais um filme sobre holocausto, mais um filme que dói ao assistir. Ainda que o romance pra lá de forçado no final tenha tirado um pouco da carga de veracidade provável, ainda assim conseguiu retratar essa época maldita da história mundial. Nota 8,0.
Co-produção da Itália, França e Iugoslávia indicada ao Oscar de melhor filme estrangeiro, representando a Itália na cerimônia. O vencedor do ano foi o sueco A fonte da donzela (60). O filme favorito do diretor italiano Gillo Pontecorvo (1919-2006), em seu 2° longa-metragem de ficção. Os produtores impuseram à história uma linha de romance e também outro final, diferente daquele que Pontecorvo, o diretor, pretendia filmar.
Kapo é um dos grandes filmes sobre o Holocausto e é um filme significativo sobre o poder corruptor da autoridade. No entanto, a transformação de Edith e a situação de desumanização dos internos são retratados com realismo e poesia. O detalhe documental da recreação física e a evocação prática da vida sob tais condições confere-lhe um poder além do enredo . Na melhor das hipóteses, o filme oferece a objetividade perspicaz de um jornalista, ao mesmo tempo que estabelece um ultraje moral.
Um filme excelente. Já o havia procurado sem sucesso. Que bom que o Sesc disponibilizou.
É um filme muito bom, mas peca em muitos sentidos. Creio que merece destaque (e devia ter mais reconhecimento no Brasil) por tratar de uma parte do Holocausto ainda pouco trabalhada no cinema (no caso, a prostituição e até mesmo da função dos Kapo).
Entretanto, o romance dos dois protagonistas ficou deveras forçado. Do nada, depois que ele sofre uma punição, ela se apaixona e já cria um plano de fuga? Tipo, oi? Infelizmente, isso é algo comum em vários filmes desse período... Talvez se fosse mais longo ajudaria a trabalhar melhor essas questões.
Ainda assim, vendo os outros filmes indicados ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro desse ano, creio que seja, talvez, o melhor.
Muito bom esse drama europeu com temática sobre o triste e cruel período do holocausto. Destaque para as atrizes, tanto as principais quanto as secundárias, que transmitem a dor, desesperança e desolação de suas personagens. O desfecho é marcante.