Dirigido por
Data de lançamento
16 Abril 2016Duração
Brent Corrigan, também conhecido como Sean Paul Lockhart, é uma estrela do mundo pornô gay. Apesar da ascensão rápida, as coisas começam a mudar quando o ator decide trabalhar por conta própria. A partir daí, uma dupla de produtores vê em Corrigan uma oportunidade de lucrar e alavancar a carreira na indústria pornográfica, e faz de tudo para não perder esta chance.
unica surpresa são os atores conhecidos
no demais peca em absolutamente tudo
péssimo
KING COBRA
Direção: Justin Kelly
Ano: 2016
Assistido em: 18/01/2026
Qualquer gay que foi adolescente ou jovem na década de 2000 com toda certeza sabe quem é Brent Corrigan. Ele foi um verdadeiro fenômeno desde que surgiu, ali pela metade da década, até seu auge no pricípio dos anos 2010. Ele fez muito sucesso, e muita gente nem imagina que seu começo foi extremamente complicado, com direito a envolvimento em um crime de características torpes, que só reforça o quão baixo o ser humano é capaz de chegar para atender às próprias ambições.
Sean Paul Lockhart, conhecido pelo nome artístico de Brent Corrigan, se torna uma estrela da pornografia gay sob o comando de Stephen Kocis, dono da produtora Cobra Video. Quando tenta sair do contrato ao perceber que está sendo explorado, ele atrai a atenção de Joseph “Joe” Kerekes e de seu parceiro Harlow Cuadra, que veem nele uma chance de lucro e projeção. A rivalidade entre os produtores, marcada por ambição e traição, acaba culminando em crime e investigação policial.
O mundo da indústria pornográfica é bem mais sombrio do que muita gente imagina. Qualquer pessoa que faça uma pesquisa mínima, seja sobre o pornô hétero ou o pornô gay, vai encontrar histórias verdadeiramente escabrosas envolvendo figuras muito famosas. Existem crimes que parecem inacreditáveis, e o assassinato de Stephen Kocis é um desses casos.
É claro que ele não era flor que se cheire. Inclusive, o filme deixa de fora algumas informações bem pesadas que foram investigadas pela polícia na época. Mesmo assim, a forma como sua morte aconteceu continua sendo algo perturbador, daquelas situações que lembram como o ser humano é capaz das maiores mesquinharias possíveis.
O filme é bastante objetivo ao mostrar a ascensão meteórica de Brent e, ao mesmo tempo, como Sean Paul Lockhart acaba impedido de colher os frutos de seu sucesso por causa de um contrato mal assinado. Ele deixa claro o quão rápido tudo acontece nesse meio, tanto para subir quanto para cair.
Por outro lado, também reforça como nesse “mundinho” todos são cruelmente descartáveis. Quem é novidade hoje, amanhã já é passado. A perda de interesse do público é quase automática, e basta observar o que levou Kerekes e Cuadra a fazerem o que fizeram: uma busca desesperada por um sucesso que nunca vinha, por um reconhecimento que sempre parecia fora de alcance.
O elenco é um dos pontos fortes do filme. O principal destaque é Garrett Clayton, que consegue transmitir com precisão a mistura de ingenuidade e sensualidade que o personagem exige. Chega a ser até asqueroso ver como o filme expõe essa erotização ligada à aparência juvenil, algo que o próprio Brent explorava na vida real. Também vale mencionar Christian Slater, Keegan Allen e James Franco, que cumprem bem seus papéis dentro da proposta. Fica apenas a sensação de que Alicia Silverstone poderia ter sido mais explorada, já que sua participação acaba sendo breve demais para o potencial que ela traz.
King Cobra é daqueles filmes que nos lembram que nada é exatamente o que parece. Ver alguém se dedicar a uma profissão tão degradante quanto a de ator pornô inevitavelmente levanta perguntas sobre o que levou aquela pessoa até ali. É óbvio que, para quem consome esse tipo de conteúdo, essa costuma ser a última reflexão que surge.
Mas, ao mostrar os bastidores em forma de dramatização, o filme deixa implícito como o interesse do público alimenta uma cadeia de exploração, obsessão e comportamentos cada vez mais descontrolados. Produtores e intermediários passam a buscar qualquer meio para manter viva essa demanda, mesmo que isso destrua completamente algumas pessoas no processo.
No fim, a discussão que fica é simples e incômoda: será que vale mesmo a pena seguir esse caminho? O filme se encerra muito bem ao deixar essa pergunta no ar, sem resposta fácil, sem alívio moral, apenas com a constatação de que o preço do sucesso, nesse universo, pode ser alto demais.
Mediano, dá a impressão que o a história do filme não tem muito o que contar.
Levei muito tempo pra conseguir ter ânimo de assistir este filme. E o pior é que acabei gostando. Não sabia que o Brent Corrigan estava no meio de uma trama tão sinistra.
Considerações:
- Gostei do tema, é uma espécie boogie nights gay edition
- Ri horrores da cena do James Franco dando o toba.
- Fiquei surpresa com a cena do assassinato, eu sabia que era inspirado em um true crime, só q eu não esperava aquilo.
- ficou de lição de que pessoas que se relacionam com homens devem tomar cuidado, independente da orientação sexual.
- doideira esse filme.