No 20º aniversário da morte de Stanley Kubrick, esse documentário único, composto inteiramente de arquivos, trechos de seus filmes e raras cenas, pontuados pela voz do próprio Stanley Kubrick, nos fornece as chaves para entender um pouco do universo do cineasta.
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Co-produção franco-polonesa da ARTE, Telemark, Temps Noir e Mediawan Rights, este documentário usou filmagens de arquivo (que vão desde entrevistas anteriores com pessoas que trabalharam com ele até os próprios filmes caseiros do diretor) e raras entrevistas em áudio do cineasta explicando suas próprias interpretações sobre suas próprias obras.
Feito com o som original das entrevistas conduzidas pelo escritor Michel Ciment (1938-2023) para sua biografia de Stanley Kubrick (1928-1999). Selecionado para a 44ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Há os depoimentos na época de alguns dos artistas que trabalharam com o diretor: Malcolm McDowell, Jack Nicholson, Shelley Duvall (1949-2024), Sterling Hayden (1916-1986),Tom Cruise, Nicole Kidman, o crítico de cinema Roger Ebert (1942-2013) e a esposa do cineasta, Christiane Kubrick.
Uma jornada rara e transcendente pela vida e pelos filmes do lendário Stanley Kubrick como nunca vimos antes, apresentando um tesouro de gravações de entrevistas desenterradas do próprio mestre. Tem até vídeos de Kubrick quando criança, se divertindo na patinação. Uma oportunidade de ouvir as próprias palavras de Kubrick, um homem muito recluso que mal dava entrevistas, era uma raridade... até agora.
Interessante reflexão que temos ao assistir este documentário é de que os personagens de Kubrick são sempre introspectivos. Nós nunca assistimos a um de seus filmes, e nos sentimos representados pelo protagonista, de certa forma. Normalmente assistimos pela beleza do filme, por acompanhar uma história, e por diversos fatores incríveis. E noto como isso entra em contraste nos dias de hoje, onde algumas pessoas necessitam de uma representação boba, seja por cor de pele, ou gênero sexual. Não precisa-se nada disso para se fazer grandes filmes.
O documentário não é tão inovador, mas interessante para quem é fã de um dos maiores gênios que o cinema já teve.
Saber mais sobre esse gênio é sempre bom.
*** (Bom)
"Este cineasta fez o melhor filme épico
o melhor filme de ficção científica,
o melhor filme sobre violência urbana,
o melhor filme de terror
e o melhor sobre a Guerra do Vietnã".
Um gênio, até hoje fico imaginando a reação da galera assistindo 2001 quando saiu, que é um filme além do tempo demais… Sua obra é inesquecível, não dá pra imaginar essa arte sem ele, foi muito importante para o cinema, a finalização do documentário tocando a música final de o iluminado, ficou perfeito.