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Duração
Escritora de sucesso condenada por uma doença incurável não permite que seus últimos dias sejam gravados por uma emissora de tevê. Mas a estação patrocina a instalação de uma câmera microscópica no cérebro de um repórter, para que ele registre a morte da escritora.
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Sci-fi/drama com a talentosíssima Romy Schneider no papel de uma mulher que tem os seus últimos dias de vida transformados numa espécie de reality show, tudo filmado por Harvey Keitel que teve seus olhos transformados em câmeras. Ótimas diálogos, uma atmosfera hipnotizante, em tempos de BBB nos faz pensar qual o limite dos meios de comunicação.
" Está tudo bem, não há nada acontecendo...... "
Apesar da década em que fora propelido, não há senilidade temática nessa película de Tavernier; aqui, mais do que nunca, tem-se a reflexão bastante hodierna de como se dão e até que medida vão se edificando os limites acerca dos meios de comunicação... o roteiro estanque nos faz pensar de maneira lancinante, as maneiras em que vivenciamos hoje a era dos nossos reality shows cotidianos; seja nas redes sociais, seja nas micro-relações sociais que estabelecemos no dia-a-dia. A atuação da eterna e arrebatadora Romy Schneider (uma das minhas atrizes prediletas), nos faz ficar ainda mais embasbacados com tão fulgurante obra de longa-metragem; onde a sua tônica premissa encontra-se mais palpitante hoje do quê quando lançado.... enfim, cinematograficamente luzidio!!
Um super elenco em um filme que poderia ter sido muito mais.
O longa é quase um cult e além do tema vale pelo bom elenco, com a bela Romy Schneider já veterana em um dos seus últimos papéis.