Poucas coisas são tão divertidas no cinema quanto histórias de heranças condicionais. A ideia de que um velho excêntrico pode, do além-túmulo, manipular a vida de seus herdeiros sempre rende boas situações. Gargalhadas no Paraíso (1951) abraça essa premissa ao acompanhar quatro personagens que precisam cumprir tarefas absurdas para garantir a fortuna. O resultado é uma comédia envolvente, com humor eficiente e mensagens que, mesmo sem grande profundidade, são transmitidas com precisão. Se a narrativa não busca complexidade, ao menos entrega boas doses de entretenimento.
Das quatro histórias, a que mais se destaca é a da mulher que maltrata sua empregada e precisa trabalhar como doméstica por um mês. A ironia da situação rende momentos divertidos, embora sua transformação aconteça rápido demais. Ela sai da amargura para a redenção com facilidade, mas dentro do tom leve do filme, faz sentido. O escritor que precisa ser preso vem logo em seguida, garantindo uma das partes mais engraçadas do longa. A comédia se constrói no absurdo da situação: um homem que passa a vida escrevendo sobre crimes, mas falha miseravelmente em cometer um. Seu desespero crescente é impagável.
Já o bancário tímido que deve assaltar seu chefe cruel entrega uma boa história, principalmente pela simpatia do protagonista. Há um equilíbrio interessante entre humor e superação, mesmo que o tempo curto limite o desenvolvimento. Em contrapartida, a trama do vigarista obrigado a se casar é a mais previsível. Desde o início, fica evidente que sua pretendente será uma caçadora de fortunas, o que tira parte da graça. Não chega a estragar o filme, mas também não adiciona muito a ele.
No fim, Gargalhadas no Paraíso é uma comédia eficiente, bem amarrada e que nunca perde o ritmo. Funciona tanto pelo carisma do elenco quanto pela construção das situações, que são envolventes mesmo sem grandes surpresas. Talvez um remake pudesse explorar algumas nuances que o roteiro original apenas sugere, mas, como está, o filme já cumpre bem seu papel: divertir sem esforço e mostrar que, para algumas pessoas, nem uma fortuna vem fácil.
Estrelando o grande Alastair Sim (The Green Man, School for Scoundrels), dirigido por Mario Zampi (Mr. Potts Goes to Moscow) e escrito por Jack Davies (Those Magnificent Men in Their Flying Machines...) e Michael Pertwee (A Funny Thing Happened on the Way to the Forum), Laughter in Paradise é uma comédia extremamente divertida, originalmente lançada em 1951. Quatro familiares de um famoso milionário, Henry Russell são reunidos para ouvir a sua última vontade e seu testamento, revelando uma herança de 50.000 libras esterlinas para cada um deles (muito dinheiro), se conseguirem completar uma tarefa definida que esteja completamente em desacordo com o seu carácter. As tarefas são concebidas para refletir as suas maiores falhas e testar a sua capacidade de adaptação, e, em última análise, de mudança para melhor (???). Deniston (Alastair Sim), oficial do exército aposentado cumpridor da lei, escreve secretamente romances escandalosos, até lhe ser dada uma semana para ser preso por um crime real e encarcerado durante exatamente 28 dias. Haughty Agnes (Fay Compton) deve encontrar emprego como governanta numa casa de classe média e manter a sua posição durante um mês, apesar do seu desdém pela classe média. Simon (Guy Middleton), tem de casar com a primeira mulher solteira com quem fala, que trabalha como vendedora de cigarros no clube que frequenta (Audrey Hepburn, em estreia cinaeetográfica; a tarefa não me parece difícil para ele, mas para ela, afinal é Hepburn linda). Finalmente, o tímido Herbert (George Cole) precisa de assaltar o gerente do banco para o qual trabalha com uma máscara e uma pistola de brinquedo,. alto potencial de dar merda! Todos os quatro familiares aprendem lições de vida valiosas e acham fácil rir da sua aventura. A mim, o filme é uma alegoria, estranha e grotesca, do capitalismo; exalta lições como: ser rico tem sacrifícios! o dinheiro tem um preço! a herança será tua desgraça! o fim é empolgante, Belo filme! ainda que o humor inglês nos deixe boquiaberto, quase sempre!
Poucas coisas são tão divertidas no cinema quanto histórias de heranças condicionais. A ideia de que um velho excêntrico pode, do além-túmulo, manipular a vida de seus herdeiros sempre rende boas situações. Gargalhadas no Paraíso (1951) abraça essa premissa ao acompanhar quatro personagens que precisam cumprir tarefas absurdas para garantir a fortuna. O resultado é uma comédia envolvente, com humor eficiente e mensagens que, mesmo sem grande profundidade, são transmitidas com precisão. Se a narrativa não busca complexidade, ao menos entrega boas doses de entretenimento.
Das quatro histórias, a que mais se destaca é a da mulher que maltrata sua empregada e precisa trabalhar como doméstica por um mês. A ironia da situação rende momentos divertidos, embora sua transformação aconteça rápido demais. Ela sai da amargura para a redenção com facilidade, mas dentro do tom leve do filme, faz sentido. O escritor que precisa ser preso vem logo em seguida, garantindo uma das partes mais engraçadas do longa. A comédia se constrói no absurdo da situação: um homem que passa a vida escrevendo sobre crimes, mas falha miseravelmente em cometer um. Seu desespero crescente é impagável.
Já o bancário tímido que deve assaltar seu chefe cruel entrega uma boa história, principalmente pela simpatia do protagonista. Há um equilíbrio interessante entre humor e superação, mesmo que o tempo curto limite o desenvolvimento. Em contrapartida, a trama do vigarista obrigado a se casar é a mais previsível. Desde o início, fica evidente que sua pretendente será uma caçadora de fortunas, o que tira parte da graça. Não chega a estragar o filme, mas também não adiciona muito a ele.
No fim, Gargalhadas no Paraíso é uma comédia eficiente, bem amarrada e que nunca perde o ritmo. Funciona tanto pelo carisma do elenco quanto pela construção das situações, que são envolventes mesmo sem grandes surpresas. Talvez um remake pudesse explorar algumas nuances que o roteiro original apenas sugere, mas, como está, o filme já cumpre bem seu papel: divertir sem esforço e mostrar que, para algumas pessoas, nem uma fortuna vem fácil.
Estrelando o grande Alastair Sim (The Green Man, School for Scoundrels), dirigido por Mario Zampi (Mr. Potts Goes to Moscow) e escrito por Jack Davies (Those Magnificent Men in Their Flying Machines...) e Michael Pertwee (A Funny Thing Happened on the Way to the Forum), Laughter in Paradise é uma comédia extremamente divertida, originalmente lançada em 1951. Quatro familiares de um famoso milionário, Henry Russell são reunidos para ouvir a sua última vontade e seu testamento, revelando uma herança de 50.000 libras esterlinas para cada um deles (muito dinheiro), se conseguirem completar uma tarefa definida que esteja completamente em desacordo com o seu carácter. As tarefas são concebidas para refletir as suas maiores falhas e testar a sua capacidade de adaptação, e, em última análise, de mudança para melhor (???). Deniston (Alastair Sim), oficial do exército aposentado cumpridor da lei, escreve secretamente romances escandalosos, até lhe ser dada uma semana para ser preso por um crime real e encarcerado durante exatamente 28 dias. Haughty Agnes (Fay Compton) deve encontrar emprego como governanta numa casa de classe média e manter a sua posição durante um mês, apesar do seu desdém pela classe média. Simon (Guy Middleton), tem de casar com a primeira mulher solteira com quem fala, que trabalha como vendedora de cigarros no clube que frequenta (Audrey Hepburn, em estreia cinaeetográfica; a tarefa não me parece difícil para ele, mas para ela, afinal é Hepburn linda). Finalmente, o tímido Herbert (George Cole) precisa de assaltar o gerente do banco para o qual trabalha com uma máscara e uma pistola de brinquedo,. alto potencial de dar merda! Todos os quatro familiares aprendem lições de vida valiosas e acham fácil rir da sua aventura. A mim, o filme é uma alegoria, estranha e grotesca, do capitalismo; exalta lições como: ser rico tem sacrifícios! o dinheiro tem um preço! a herança será tua desgraça! o fim é empolgante, Belo filme! ainda que o humor inglês nos deixe boquiaberto, quase sempre!
Amei!
Recomendado.
Ô sinopse mal feita, hein...