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Not (Benoît Poelvoorde) e Jean-Pierre Bonzini (Albert Dupontel) são dois meio-irmãos. O primeiro é um punk e o segundo é um bom moço que vê seu negócio promissor dar errado após seu divórcio. Os pais (Brigitte Fontaine e Areski Belkacem) não querem mais os filhos por perto e para se livrar deles revelam a identidade do verdadeiro pai dos dois. Os meio-irmãos, então, iniciam uma jornada para encontrar seu pai biológico.
Selecionado para o Festival de Cannes 2012.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
Vejo que o filme desagradou exatamente aqueles a quem precisava desagradar
E essa sinopse? Completamente equivocada. Absurda.
Sobre o filme, tem seus momentos. Acho que se tivesse sido lançado na minha juventude, início da fase adulta, eu teria absorvido bem mais.
Sempre admiro pessoas que levam uma vida autêntica, assumem os ricos por serem o que são, e gosto de filmes que rompem, deixam sua mensagem mesmo eu discordando dela.
Aqui temos um pouco disto, mas o ritmo do filme, aquela longa introdução da vida dos dois irmãos, me cansou a beleza.
Um dos filmes que mais tinha me interessado naquele ano,mas acabou se tornando esquecível ao término.As noites não foram tão grandiosas assim.
Longe de ser palatável para o grande público, a fita de arte francesa, coproduzida na Bélgica, é uma crítica feroz à sociedade, principalmente no que toca ao conservadorismo, ao politicamente correto e aos “bons costumes”. Na trama nonsense, com sequências que beiram o total absurdo (como a da gasolina no posto de combustível), acompanhamos alguns dias na vida de dois irmãos que se rebelam contra o sistema: um punk que perambula pelas ruas com seu cachorro (ele se considera o último dos punks da França), e o outro um vendedor de colchões quase arruinado. Juntos, preparam solitariamente uma misteriosa revolução no estacionamento de um shopping.
É uma comédia irreverente menos casual, que não tem aquele humor que faz rir, é mais reflexivo, propõe discutir a crise moral, a relação das tribos urbanas na sociedade e o sistema capitalista em crise. O bom de tudo é a dupla de atores, Benoît Poelvoorde (o Deus de “O novíssimo testamento”) e o veterano Albert Dupontel (de “Eterno amor”, “Irreversível” e tantos filmes franceses), super à vontade nos papeis dos irmãos rebeldes. Eles foram bem dirigidos pelos diretores Benoît Delépine e Gustave Kervern, que dois anos antes fizeram “Mamute” (2010), um road movie com Gérard Depardieu num papel formidável (e o ator faz uma ponta aqui). Aliás, a verve de um humor estranho dessa dupla já vinha de lá.
“A grande noite” venceu dois prêmios especiais do júri no Festival de Cannes em 2012 – no ‘Um certo olhar’ e no ‘Palm Dog’.
POR FELIPE BRIDA - Blog Cinema na Web
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