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Teoria da Pixar [Ordem Cronológica]

A tese formulada pelo escritor Jon Negroni afirma que todos os filmes do estúdio estão conectados, contando uma única e grande história.

1º. Tudo começa em O Bom Dinossauro, na época jurássica. Nesse universo da Pixar, o meteoro que, de acordo com a teoria mais aceita, atingiria a Terra e eliminaria todos os dinossauros, não atingiu o planeta, sendo assim, os dinossauros sobreviveram e acabaram vivendo junto com os humanos. Todavia, devido ao clima e a fauna dos dinossauros, eles acabaram sendo extintos pela falta de alimentos e até por enchentes, por exemplo (como o pai do protagonista); só os humanos sobreviveram, pois eram mais inteligentes - mais evoluídos - e assim conseguiram desenvolver formas para sobreviver. Porém, como dinossauros duraram muito mais tempo em nosso universo, morrendo gradualmente, não geraram tanto combustível fóssil. Isso explica porque, milhões de anos mais tarde, a energia humana, através da emoção, é tão valiosa.

2º. A história segue no filme Valente, que se passa na antiga Escócia. A bruxa do filme (que some quando as portas se fecham atrás dela) possui uma mágica que faz os animais falarem. É essa mágica que, passada às próximas gerações, teria permitido a alguns animais do futuro falar e se tornar racionais. Isso explica como, em Ratatouille, o rato Remy consegue falar e ter personalidade diferente da de seus colegas.

3º. Segundo a teoria, os super-heróis em Os Incríveis seriam um experimento do governo americano nas décadas de 50 e 60. Querendo ser um super-herói - ou super-vilão -, Síndrome cria robôs com Inteligência Artificial (IA) e desenvolve a Energia de Ponto Zero (criada a partir da magia da bruxa de Valente). Isso levaria à erradicação de super-heróis e à criação de objetos com consciência. A tecnologia criada por Síndrome, eventualmente, seria incorporada à empresa BnL. Já em Os Incríveis 2, nota-se que a motivação do Hipnotizador era tentar passar uma mensagem sobre o sedentarismo humano. Ele era contra os super-heróis porque, segundo ele, deixava os humanos mais relaxados e dependentes, inclusive ele faz uma crítica à tecnologia e como ela influência na preguiça. As telas fazem com que as pessoas sejam cada vez mais dependentes delas. E é isso que acontece em WALL.E, as pessoas são completamente sedentárias e dependentes de máquinas. De uma forma extremamente extremista, o Hipnotizador tentou evitar esse futuro.

4º. Na sequência, Remy em Ratatouille é o primeiro animal a se comunicar diretamente com um humano. Por conta da energia humana, ele desenvolve a habilidade de cozinhar, e Linguini se deixa controlar por ele. No final do filme, o vilão Skinner desaparece. A teoria é que, de alguma forma, ele entrou em contato com Charles Muntz, o vilão de Up, e lhe contou sobre esse incrível potencial dos animais - Charles pode visto em algum blog do Skinner, por exemplo.

5º. Talvez para reagir ao crescimento dos animais racionais, os humanos apostaram num desenvolvimento tecnológico irrefreado. É isso que possibilitou o surgimento de megacorporações como a Buy-n-Large (BnL) de WALL.E, que controlava quase tudo no planeta quando o mundo “acabou”, além de patrocinar corridas, como mostrado em Carros, fabricava desde pilhas (Toy Story) até máquinas de construção (Up).

6º. A partir da Energia de Ponto Zero (energia que viaja em ondas), os brinquedos conseguiram absorver e extrair poderes. Em Toy Story, eles criam regras e aprendem que o amor humano lhes fornece energia, ou seja, as máquinas precisam dos humanos como fonte de energia. É por isso que, em Wall-e, uma porção da humanidade é conservada nas naves do Axiom. Já em Toy Story 2, os brinquedos aprendem que é perigoso ser abandonado por humanos. A partir desse momento, aumenta o ressentimento de objetos e animais em relação à humanidade.

7º. Enquanto isso, o ressentimento à humanidade continua a aumentar devido às experiências com animais e à poluição provocada pelos seres humanos, e os animais cada vez mais estão curiosos sobre sua existência.

8º. Em Toy Story 3, muitos brinquedos se cansaram dos humanos, com Lotso tentando cuidar de seu próprio povo. O ressentimento continua crescendo.

9º. Com a informação recebida de Skinner, Charles Muntz teve a ideia de inventar os colares que traduzem os pensamentos dos animais. Após o final do filme, os bichos são libertados e se espalham pelo mundo. Todavia, Carl, de Up: Altas Aventuras, descobre que os humanos conseguem se comunicar com os animais através da coleira do cãozinho Doug. Ele também percebe que os bichos geralmente têm pensamentos amargos em relação aos humanos. Eventualmente, isso levaria a (ainda não vista nas animações) guerra entre humanos e animais.

10º. Já em Procurando Nemo, os peixes são incrivelmente avançados, e alguns até conseguem entender outras linguagens, como Dory, que lê o endereço do mergulhador que levou Nemo. Em Procurando Dory, descobrimos que a educação de Dory em cativeiro ajudou a sua capacidade de ler e falar outras "línguas".

11º. Em Toy Story 4, Woody percebe, através da Betty - conseguiu sobreviver por muito tempo sem um dono -, que não precisa da presença humana em si, mas apenas da energia deles para sobreviver. Com isso, a revolução silenciosa das máquinas, dos objetos, está aumentando.

12º. Até agora, sabemos que os humanos desenvolveram tecnologia para superar os animais e que as corporações acabaram virando empresas malignas. E, a partir da Energia criada por Síndrome, a IA dos robôs foi ficando cada vez mais desenvolvida, o que leva à outra briga: humanos contra a tecnologia, ou melhor, contra as máquinas. Em Os Incríveis, são elas que estão controlando Síndrome, e não o contrário.

13º. Divertida Mente mostra como humanos usam as emoções como energia, com Alegria sendo a emoção mais poderosa e líder do grupo. Posteriormente descobrimos em Monstros S.A. a máquina que usa energia dos humanos — primeiro, pelo grito de medo; depois pelo riso.

14º. Viva - A Vida é uma Festa mostra que não só as emoções, mas também as lembranças, são importantes nesse universo. Seguindo uma tradição mexicana de que, enquanto pelo menos uma pessoa viva ainda se lembra de alguém que morreu, a pessoa morta tem permissão para viver na Terra dos Mortos. Mas quando ninguém mais se lembra de que você existiu, então você realmente deixa de existir - passando por uma "morte final". Este é o mesmo destino que aconteceu com o amigo imaginário de Riley, Bing Bong, em Divertida Mente - ela o esqueceu e ele desapareceu.

15º. Enquanto isso, cada vez mais, as tecnologias são aprimoradas, assim como a inteligência artificial. Carros ganham vida e consciência, assim como ocorrera com os brinquedos - ou talvez, assim como os brinquedos, já possuíam vida e, na presença de um humano, fingiam não ter. Nesse período, como as máquinas precisam apenas da energia dos humanos e eles, por sua vez, temiam uma revolução dos animais, os humanos se unem às máquinas para derrotá-los [os animais]. Com isso, podem ter restados alguns animais espalhados pelo mundo, mais a maioria são insetos, pois, como são muito resistentes a qualquer tipo de explosão, poluição etc. (como as baratas), conseguiram sobreviver.

16º. Após isso, as máquinas decidem controlar humanos usando uma corporação (BnL) que supre todos os seus interesses, levando a uma revolução industrial que resulta em… poluição. A Terra vira um lugar inabitável para humanos, daí os sobreviventes são colocados na Axiom e enviados para o espaço como um último esforço para salvar a humanidade, deixando as máquinas para trás - dentre elas, as do modelo do WALL.E, responsáveis por limpar a Terra e torná-la um lugar habitável por humanos novamente -, explicando o porquê de nenhum humano ser visto em Carros, Carros 2 e Carros 3.

17º. Agora, com os humanos já controlados pela BnL, as máquinas podem continuar sugando a energia deles - através da Axiom - enquanto os mesmo estão conectados a uma tela, praticamente sendo hipnotizados, sem a necessidade de fazer mais nada por conta própria, nem mesmo andar.

18º. Depois desses eventos, os recursos petrolíferos estavam tornando-se escassos na Terra, assim, os carros iniciaram pesquisas para encontrar formas de substituir o petróleo e começaram a desenvolver um combustível não poluente, como visto em Carros 2, o Allinol. Entretanto, ele tem um ponto fraco: quando atingido por raios eletromagnéticos, faz explodir os motores dos carros, dessa forma, poucos carros aceitaram o risco. Já em Carros 3, uma nova geração de carros de corrida é desenvolvida, e já que consomem mais combustível do que os da geração anterior, os recursos já estavam chegando ao fim. Como os carros não tinham acesso aos humanos para poder absorver a energia deles, os veículos acabaram sendo extintos, pela falta de combustível ou mesmo pelo uso do Allinol.

19º. Após as máquinas poluírem ainda mais o planeta com combustíveis, lataria etc, não foi mais possível limpá-lo, pois acumulou-se muita sujeira para poucas máquinas limpar. Já em WALL.E, que começa 800 anos após os humanos deixarem a Terra, vemos que as máquinas deixadas no planeta com a função de limpá-lo também deixaram de funcionar, somente WALL.E permanece vivo, justamente pelo fascínio dele pela cultura humana e sua amizade com uma barata.

20º. No final de WALL.E, vemos a planta na bota se transformar em uma árvore. Essa nova árvore, que reinicia a vida na Terra, é a mesma de Vida de Inseto. Nesse filme, dá para ver que as formigas possuem uma sociedade avançada (mais do que os peixes de Procurando Nemo, por exemplo), mas não há nenhum humano à vista. É porque o repovoamento ainda está no começo e há poucas pessoas andando pela Terra

21º. Após o repovoamento, a evolução das espécies leva ao surgimento de novas criaturas. Com a radiação acumulada no planeta Terra na época do WALL.E, os DNAs das criaturas que ali viviam começaram a se misturar: centauros são humanos misturados com cavalos; fadas são humanos misturados com insetos voadores; unicórnios são animais misturados com outros animais etc.

22º. Já as máquinas, por não possuíram DNA, não se infectaram, mas também não se multiplicam, afinal não existem mais indústrias na Terra para fabricá-las e também, os humanos sobreviventes (agora híbridos com outros animais) não sabem como fazê-las (como visto em WALL.E, eles não conheciam nada da antiga cultura), pois ficaram anos sem a necessidade de fazer nada. Assim, os "humanos" queriam relembrar a antiga cultura deles e a única coisa que conviveu com a nova e a antiga geração de humanos foram as máquinas. Dessa forma, estudaram as máquinas restantes e descobriram que nelas havia magia (IA que inicialmente foi desenvolvida pelo Síndrome que tem como base a magia da bruxa de Valente).

23º. Depois de muito estudo, os seres humanoides dominaram a magia, e para que isso ocorresse as máquinas precisavam ser estudadas, como consequência, deixaram de existir. Posteriormente, o tempo foi passando, a tecnologia foi avançando e as pessoas passaram a deixar a magia de lado, pois era algo muito difícil de se dominar e acabou sendo extinta. Assim, chegamos na história de Dois Irmãos.

24º. Alguns anos depois, os seres humanoides evoluíram e se transformaram em monstros, como vimos nos filmes Monstros S.A. e Universidade Monstro. Só que eles vivem em um mundo pós-apocalíptico, sendo assim, sofrem com um grande problema: a falta de energia. Com isso, precisam dos humanos como fonte. Assim, alguns estudiosos buscam formas de viajar ao passado para terem contato com os humanos e coletarem suas energias.

25º. Após anos de pesquisa não encontraram métodos para viagem no tempo, mas descobriram que no passado seus antepassados tinham domínio de uma magia. Dessa forma, buscaram vários itens que diziam ainda ter essa magia e conseguiram estudá-la suficiente ao ponto de desenvolverem portas que viajam no tempo.

26º. Com o problema de viajar ao passado resolvido, agora precisariam desenvolver formas de coletar a energia dos humanos. Para isso, pesquisadores descobrir que poderiam coletar a energia do grito (sentimento Medo) das crianças - pois eram mais fáceis de assustar -, todavia, como visto no final de Monstros S.A., descobriram que a energia do riso (sentimento Alegria) era muito mais poderosa.

27º. O amigo imaginário de Riley, Bing Bong, em Divertida Mente na verdade é um monstro que a visitou quando ela era pequena, quando, em Monstros S.A., já usava o riso ao invés do grito como energia. A memória que ela teve dele foi tão forte, que ela desenvolveu um amigo imaginário dele na infância.

28º. Boo é a última ponta da história. Inicialmente obcecada em rever seu grande amigo (Sully) e, futuramente, saber por que os animais normais não são como os monstros, ela descobre como eles [os monstros] usavam as portas e começa a viajar no tempo em busca do Sully. Depois de vários anos convivendo com a magia das portas e, possivelmente, ter conseguido rever Sully, Boo resolve "aposentar" em um passado muito distante e diferente do dela, onde sua magia podia ser executada quase sem preocupações.

29º. Por fim, Boo consegue dominar a magia o suficiente para fazer com que os animais falassem, para assim nunca esquecer dos monstros, além de talhar o Sully em uma madeira e deixar exposto em sua casa. Sim, ela vira a bruxa de Valente! Sendo assim, quando a bruxa "desaparece" atrás de portas ela está apenas viajando no tempo.

Curiosidade: Vemos até o caminhão da Pizza Planet em uma escultura de madeira da bruxa, e isso só faz sentido se ela já tiver visto um.

Obs.: Como citado a teoria foi formulada por Jon Negroni, mas além dele, tive como base Vitória Pratini, do site Adoro Cinema; Ramon Vitral, do site Vitralizado; Haroldo Ceravolo Sereza, do site Opera Mundi; e Imaginago.
Algumas partes foram formuladas por mim para fazer mais sentido.

Link do vídeo do Imaginago: https://www.youtube.com/watch?v=oZcqdg7cgCU

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